EDUCAÇÃO É HISTÓRIA
  

O ADULTO NO MOVIMENTO ESCOTEIRO

 

 

 

Quando terminou a Primeira Guerra Mundial era muito grande o interesse que o Escotismo despertava em jovens que já tinham chegado aos 17 anos de idade. Tal problema assumiu importância entre os líderes do Escotismo inglês. Assim, em setembro de 1918, foi escrito um folheto intitulado "Regulamento dos Rovers". Em 1920 surgiu uma nova publicação, em dois fascículos: “Notas sobre adestramento dos Rovers”. Logo depois, Baden-Powell publicou mais um livro: Caminho para o Sucesso. Pretendia estimular, inspirar e aconselhar os pioneiros (Cf. MARTINS Filho, Enéas. “O escotismo como fator educativo”. In: Revista de Educação Física. Rio de Janeiro, ano 4, n. 23, maio 1935. p. 39).

São jovens acima de 18 anos, os mais velhos do movimento escoteiro. Os Pioneiros adotam oito virtudes, que correspondem a artigos da lei escoteira: Verdade, Lealdade, Altruísmo, Fraternidade, Bondade, Felicidade, Consciência e Pureza. Como adultos, estão numa faixa etária na qual “apareceria, do ponto de vista pedagógico, um ´confronto contínuo com a realidade econômica, profissional, social e cívica´” (Cf. ZUQUIM, Judith e CYTRYNOWICZ, Roney. 60 anos de Escotismo e Judaísmo (1938-1998): A construção de um projeto para a juventude. Uma História do Grupo Escoteiro e Distrito Bandeirante Avanhandava. São Paulo, Congregação Israelita Paulista, 1999. p. 108). Originalmente, Baden-Powell concebeu os pioneiros como uma espécie de fraternidade ao ar livre e do serviço ao próximo, como excursionistas das estradas, em campo aberto, acampadores das florestas capazes de se arranjarem sozinhos e prontos para prestar algum serviço aos outros. Segundo o fundador do escotismo, “ao levantar o seu acampamento, só duas coisas você deve deixar no local: 1º. – Nada que mostre que você esteve lá. 2º. – Seus agradecimentos” (Cf. BADEN-POWELL. Caminho para o sucesso: um livro sobre o esporte da vida escrito para rapazes. 3ª. ed. Porto Alegre, União dos Escoteiros do Brasil, 2000. p. 227).

O programa educativo e as etapas do pioneiro ou da pioneira visam aumentar a integração do jovem ao mundo, voltando-se ao serviço da comunidade e ao exercício da cidadania com base nos valores da promessa e da lei escoteira. Sendo uma fraternidade de caminhantes e viajantes, os pioneiros estendem as suas viagens também a países estrangeiros e fazem amizades com os pioneiros de outras nacionalidades (Cf. BADEN-POWELL. Caminho para o sucesso: um livro sobre o esporte da vida escrito para rapazes. 3ª. ed. Porto Alegre, União dos Escoteiros do Brasil, 2000. p. 227).

O pioneiro tem como lema “Servir” e se organiza em uma unidade chamada de clã, dividido em equipes e orientado por um mestre pioneiro. A comissão administrativa do clã ou o conselho do clã é a autoridade que trata dos assuntos referentes a administração, finanças, disciplina e programação.

A pioneiria é a última etapa do processo de formação concebido pela Pedagogia do escotismo. O processo de preparação para ingresso no clã, chamado de ponte pioneira, tem seu início num período entre três a seis meses antes de o jovem escoteiro completar 18 anos de idade. Para ser admitido num clã de pioneiros o interessado deve ter entre 18 e 22 anos. Inicialmente, a admissão é feita numa espécie de estágio probatório, como um escudeiro, quando se verifica a possibilidade de adaptação ao pioneirismo. Durante este estágio o candidato a pioneiro estuda a promessa e a lei escoteiras, se não tiver sido escoteiro anteriormente. Após as provas dessa etapa, se for aprovado pelo mestre pioneiro e pelos membros do clã, o candidato será investido como pioneiro, durante uma cerimônia na qual é feita a promessa. Ainda na condição de pioneiro, o jovem poderá ser nomeado escotista. Neste caso, seus deveres como escotista deverão estar em primeiro lugar. O pioneiro pode tornar-se instrutor de especialidades dos ramos lobinho e escoteiro, recebendo certificado de designação.

Ao pensar a formação do pioneiro, Baden-Powell buscou conceber a organização de saberes e práticas que criassem condições de desenvolver os valores referentes a reflexão, ação e avaliação, além de manter o jovem em boa forma. É uma Pedagogia pensada para fazer com que o pioneiro enfrente “a sociedade real e encontre nela as oportunidades para prestar serviços de verdade” (Cf. ZUQUIM, Judith e CYTRYNOWICZ, Roney. 60 anos de Escotismo e Judaísmo (1938-1998): A construção de um projeto para a juventude. Uma História do Grupo Escoteiro e Distrito Bandeirante Avanhandava. São Paulo, Congregação Israelita Paulista, 1999. p. 108), considerando as metas principais: fraternidade e serviço ao próximo (Cf. BADEN-POWELL. Caminho para o sucesso: um livro sobre o esporte da vida escrito para rapazes. 3ª. ed. Porto Alegre, União dos Escoteiros do Brasil, 2000. p. 235). É isto que, na opinião do fundador, dá ao rapaz mais velho um motivo para permanecer sob influências que o ajudam na época mais difícil de sua vida, quando está principiando a entrar na varonilidade.

(continua).



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 23h02
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IV CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO - PROGRAMAÇÃO (Continuação)

Data: 5 a 8 de novembro de 2006

Local: Universidade Católica de Goiás

Grupo II (Eixo 01) – Coordenadora: Drª LÚCIA HELENA RINCON AFONSO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO PIAUÍ: DIFERENÇAS DE GÊNERO E DE OPÇÕES POLÍTICOIDEOLÓGICAS Maria do Carmo Alves do Bomfim A ATUAÇÃO DA “CONFEDERAÇÃO AUXILIADORA DOS OPERÁRIOS DO ESTADO DE MINAS” NA INSTRUÇÃO DOS TRABALHADORES DE BELO HORIZONTE (1897 -1930) Vera Lúcia Nogueira MOVIMENTO SOCIAL E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - UM PROJETO NA CIDADE DE DUQUE DE CAXIAS (1987- 1990) Wanderléia Torma Monteiro HISTÓRIA E LITURGIAS POLÍTICAS: O REPERTÓRIO SIMBÓLICO ESCOTEIRA EM MINAS GERAIS (1926-1930) Adalson de Oliveira Nascimento CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO INTEGRAL NA DÉCADA DE 1930: AS TESES DO II CONGRESSO INTERNACIONAL FEMINISTA Naílda Marinho da Costa Bonato e Lígia Martha C. da Costa Coelho ESCOLAS POPULARES (1910-1926) : INICIATIVAS CATÓLICAS NA 1ª. REPÚBLICA PAULISTA Maurilane de S. Biccas CARLOS LACERDA E O PROJETO DE EDUCAÇÃO NACIONAL Maria Angélica da Gama Cabral Coutinho Grupo III (Eixo 02) – Coordenador: Dr. GERALDO INÁCIO FILHO AS IDÉIAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E A PRÁTICA DO ESPORTE VIGENTES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM SANTOS NOS INÍCIOS DA PRIMEIRA REPÚBLICA Eliane Guimarães de Campos Prates A ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA SECUNDÁRIA E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR: O PROPEDÊUTICO E O ARTICULADO Liete Oliveira Accacio A FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DO CEFET-MG: HISTÓRIAS DE ASCENSÃO SOCIAL E A PERSONALIDADE CEFETIANA Márcia da Mota Jardim Martini ESCOLAS NORMAIS, INSTITUTOS OU SEMINÁRIOS – UM DEBATE ACERCA DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO SÉCULO XIX Marina Natsume Uekane “A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO INDUSTRIAL É UMA NECESSIDADE QUE NÃO PODE SER ADIADA” – O BOLETIM DA CBAI COMO DIFUSOR DA IDEOLOGIA DESENVOLVIMENTISTA. Mario Lopes Amorim EDUCAR MULHERES, ENSINAR VIRTUDES, FAZER A PROFESSORA: A HISTÓRIA DA ESCOLA NORMAL N. SRA. DO PATROCÍNIO ATRAVÉS DA IMPRENSA (1926-1935). Michelle Pereira da Silva Rossi e Geraldo Inácio Filho SOLDADOS DA FÉ: A FORMAÇÃO DOS JESUÍTAS QUE ATUARAM NAS MISSÕES DO ITATIM. Neimar Machado de Sousa e Amarílio Ferreira Junior ENTRE HISTÓRIA E MEMÓRIA: OS ANOS DOURADOS DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DO RIIO DE JANEIRO Sonia Maria de Castro Nogueira Lopes Grupo IV (Eixo 02) – Coordenadora: Drª WALDEREZ NUNES LOUREIRO A ESCOLA ANARQUISTA NA PRIMEIRA REPÚBLICA. Angela Maria Souza Martins A EMERGÊNCIA DOS GRUPOS ESCOLARES: PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO E DE EXPANSÃO NO SUL DO ESTADO DE MATO GROSSO (1920-1950) Arlene da Silva Gonçalves e Regina Tereza Cestari de Oliveira A ESCOLA BARÃO DE MACAÚBAS DE VITÓRIA DA CONQUISTA: HISTÓRIAS E MEMÓRIAS Benedito Gonçalves Eugênio "COOPERATIVISTA": PERIÓDICO DA COOPERATIVA DE ENSINO DR. JORGE SALIS GOULARTE - PELOTAS/RS Daiani Santos da Silva DO CURSO DE DATILOGRAFIA AOS CURSOS DE COMÉRCIO (PROPEDÊUTICO E CONTADOR): A CRIAÇÃO DO INSTITUTO COMERCIAL SÃO JOSÉ (CURITIBA, 1942-1943) Erica Piovam de Ulhôa Cintra SENAC DE UBERLÂNDIA: GÊNESE, FORMAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO (1954-1974). Graciane Gomes Santana ESTABELECIMENTOS DE INSTRUCÇÃO: DESVELANDO ASPECTOS SOBRE AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO DA CIDADE DE PELOTAS-RS POR MEIO DA PROPAGANDA INSTITUCIONAL (1875-1910) Helena de Araújo Neves e Giana Lange do Amaral A TRAJETÓRIA DA HISTÓRIA DA FMTM Ilza Cristina Pereira Ramos Tavares e Wenceslau Gonçalves Neto Grupo V (Eixo 02) – Coordenadora: Drª MAURIDES BATISTA DE MACÊDO FILHA DO INFANTIL AO SECRETARIADO: O EXTERNATO SÃO JOSÉ E A EDUCAÇÃO FEMININA NA CAPITAL PAULISTA 1880- 1942 José Fernando Teles da Rocha A HISTÓRIA DE UMA ESCOLA CONTADA PELA ÓTICA DE SEUS PROFESSORES Julieno Lopes Vergara HISTÓRIA DAS INSTITUIÇÕES EDUCATIVAS - LICEU DE UBERLÂNDIA 1928-1932 Kellen Cristina C. Alves Bernardelli LEVANTAMENTO E CATALOGAÇÃO DAS FONTES PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS NOS CAMPOS GERAIS. “O PRIMEIRO GRUPO ESCOLAR DA CIDADE DE PALMEIRA. Lucia Mara de Lima Padilha HISTÓRIA E MEMÓRIA DO INSTITUTO TERESA VALSÉ SALESIANAS (1959 - 1970). Luciete Diniz Castro HISTÓRIA DO CENTRO DE ENSINO MÉDIO ALUÍZIO AZEVEDO E CAXIAS – MA: UMA GESTÃO PARTICIPATIVA EM PLENA DITADURA MILITAR Roldão Ribeiro Barbosa HISTÓRIA DA ESCOLA PÚBLICA EM CAXIAS NO SÉCULO XX: FUNDAÇÃO, ARQUITETURA, PERFIL DOCENTE E DISCENTE, SABER E RITUAIS Roldão Ribeiro Barbosa A HISTÓRIA DOS GRUPOS ESCOLARES EM MATO GROSSO Rosinete Maria dos Reis Grupo VI (Eixo 02) – Coordenadora: Drª REGINA TERESA CESTARI DE OLIVEIRA O PROGRAMA ACADÊMICO, CULTURAL E JURÍDICO DA FACULDADE DE DIREITO DE NATAL NO RIO GRANDE DO NORTE (1954-1960) Cristiana Moreira Lins de Medeiros A HISTÓRIA DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA E Denilson Santos de Azevedo VETERINÁRIA (ESAV) DO ESTADO DE MINAS GERAIS E AS ORIGENS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA (UFV) IGREJA CATÓLICA, PODER PÚBLICO E ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE: CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS NA GÊNESE DO ENSINO SUPERIOR NA REGIÃO NORTE DO CEARÁ José Edvar Costa de Araújo A COMISSÃO PARITÁRIA DA FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE 1968 E A REFORMA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Macioniro Celeste Filho FORMAÇÃO DE PROFESSORES PRIMÁRIOS PARA A ESCOLA MODERNA; A EXPERIÊNCIA INOVADORA DE BRASÍLIA Eva Waisros Pereira A EXPANSÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR PRIVADA EM GOIÂNIA: A HISTÓRIA DA FACULDADE CAMBURY Maria de Araújo Nepomuceno e Regina Maria Jordão Cardoso de Castro IGREJA E EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO: REAÇÕES EM TORNO DA QUESTÃO DA LAICIZAÇÃO DO ENSINO ANTES E DEPOIS DA CONSTITUIÇÃO DE 1891- UM OLHAR NA FORMAÇÃO DA(O)S ALUNA(O)S-MESTRES DA ESCOLA NORMAL DE PERNAMBUCO Andrea Carla Agnes e Silva (continua).



Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 23h00
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II Seminário Internacional de Educação

Data: 18 a 20 de dezembro de 2006

Local: Universidade Federal de Sergipe - Cidade Universitária Prof. José Aloísio de Campos

O Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação, que iniciou suas atividades em 2001, promoverá, nos dias 18, 19 e 20 de dezembro o II Seminário Internacional com o tema "A pesquisa em Educação: dilemas e perspectivas". O grupo é coordenado pelo professor Jorge Carvalho do Nascimento e pela professora Anamaria Gonçalves Bueno de Freitas, e é composto por alunos e demais professores dos cursos de graduação e pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe e de outras instituições de ensino superior. No ano de 2006, a abrangência do II Seminário Internacional envolverá temas relacionados às linhas de pesquisa: História, Sociedade e Educação, e Novas Tecnologias, Educação e Trabalho. Assim como na edição do ano passado, os principais objetivos do II Seminário Internacional são divulgar os estudos que têm sido desenvolvidos sobre essas temáticas no Brasil e, especialmente, em Sergipe, socializar procedimentos, métodos e técnicas de pesquisa sobre a história da educaçãoo e atrair a atenção de novos pesquisadores para os temas. Os trabalhos devem ser enviados à sala da Revista do Mestrado em Educação, na Universidade Federal de Sergipe até 30 de outubro. Cada autor poderá enviar somente um trabalho e no caso de o trabalho ter mais de um autor, faz-se necessária a inscrição de todos eles. Os resumos e trabalhos completos serão divulgados em CD-ROM. LOCAL DAS INSCRIÇÕES Sala da Revista do Mestrado em Educação Responsável: Vera Maria dos Santos Bloco Departamental II.- 2. andar Cidade Universitária Prof. José Aloísio de Campos. Jardim Roza Elze, s/n. CEP: 49100-000 São Cristóvão - Sergipe Telefone: (0 XX 79) 3212-6759 TAXA DE INSCRIÇÃO Estudante de Graduação: R$ 30,00 Estudante de Pós-Graduação: R$ 60,00 Professores e profissionais da Educação: R$ 80,00 Banco do Brasil - Agência Campus Universitário: 2611-5 Conta Corrente: 16937-4 GRUPOS DE TRABALHO Os grupos de trabalho envolverão comunicações de trabalhos de pesquisa concluídos ou em andamento. Os grupos de trabalho são os seguintes: - Intelectuais da Educação - Instituições e Práticas Escolares - Formação Docente - Educação e Trabalho - Novas Tecnologias em Educação. NORMAS PARA ENVIO DE TRABALHOS Resumo - Uma cópia impressa em papel A4 (acompanhada do disquete com o arquivo), Word for Windows, Fonte Times New Roman (corpo 12), entrelinhas simples, texto justificado, margens 2,5 cm. O resumo deve ter 15 linhas, evidenciando o tema do estudo, objetivos, metodologia e resultados obtidos. Especificar o grupo de trabalho. Texto na íntegra para compor o CD-ROM - Texto de até 10 páginas, incluindo a bibliografia. Deverá ter forma de artigo, com problemática anunciada e desenvolvida, metodologia, conclusões e referências bibliográficas. O envio das cópias impressas em papel A4 (acompanhada do disquete com o arquivo), Word for Windows, Fonte Times New Roman (corpo 12), entrelinhas simples, alinhamento justificado, margens com 2,5 cm. Título em maiúsculas e negrito, separado do texto por um espaço. Nome dos autores em maiúsculas, instituição e e-mail. Referências bibliográficas segundo as normas da ABNT em vigor. Notas de rodapé e referências no final do texto.



Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 23h10
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O escoteiro do mar

 

 

 

            Os escoteiros do mar são escoteiros do mesmo modo que aqueles que optam pela modalidade básica, com a diferença de que fazem a sua Educação e aprendizagem a partir de atividades praticadas na vida marítima. Esse ramo do escotismo coloca as crianças em contato permanente com o mar, adotando os mesmos procedimentos básicos do escotismo, dando-lhes o desembaraço, os recursos e a disciplina das pessoas que vivem em torno das atividades marítimas. “Os perigos da vida do mar educam o homem na escola da coragem e incutem-lhe no ânimo um profundo sentimento do dever. A vida do marinheiro é uma vida de paciência, de atividade e vigilância. É cheia de cuidados e de responsabilidades” (Cf. VELHO LOBO. Guia do escoteiro. 5ª. ed. Rio de Janeiro, Centro Cultural do Movimento Escoteiro, 1994. p. 332).

            O escoteiro do mar, além de aprender todo o programa previsto para o adestramento junto à natureza, na vida do campo, também aprende a sobreviver no isolamento das águas. As suas excursões tanto são para o campo e a floresta, como para as praias, as ilhas, ou em cruzeiros, usando sempre embarcações a remo, a vela ou a motor como meio de locomoção. Dentre as suas especialidades estão as de arraes, guarda-costa, pescador, salva vidas, nadador, sinaleiro e astrônomo (Cf. VELHO LOBO. Guia do escoteiro. 5ª. ed. Rio de Janeiro, Centro Cultural do Movimento Escoteiro, 1994. p. 332). Na estrutura dos grupos escoteiros da modalidade básica podem existir patrulhas de escoteiros do mar.

            O chefe de escoteiros do mar necessita demonstrar todas as condições requeridas de um chefe de escoteiros da modalidade básica, além de ter experiência com atividades de marinharia.

            O uniforme dos escoteiros do mar foi inspirado no uniforme da marinha norte-americana, tendo calções curtos e um lenço preto. As demais peças do uniforme (distintivos etc) são iguais ao conjunto utilizado pelos escoteiros da modalidade básica. A única diferença é que à flor de lis é sobreposta uma âncora.



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 23h08
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IV CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO - PROGRAMAÇÃO (Continuação)

Data: 5 a 8 de novembro de 2006

Local: Universidade Católica de Goiás

IX - O COLÉGIO CULTO À CIÊNCIA E A ESCOLA COMPLEMENTAR DE CAMPINAS: OS DOCUMENTOS DO ARQUIVO E OS UTENSÍLIOS MUSEOLÓGICOS EM FOCO Coordenadora: MARIA CRISTINA MENEZES OS DOCUMENTOS E OS UTENSÍLIOS NA RECONSTRUÇÃO DAS PRÁTICAS INSTITUCIONAIS. Maria Cristina Menezes A SOCIEDADE CULTO À CIÊNCIA DE CAMPINAS E O PROJETO REPUBLICANO DE EDUCAÇÃO: UMA LEITURA A PARTIR DOS ESTATUTOS, REGULAMENTOS E ATAS DA CONGREGAÇÃO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR (1869 - 1930). Carmem Sylvia Vidigal Moraes COLÉGIO CULTO À CIÊNCIA DE CAMPINAS 1873 - 1900: A ORGANIZAÇÃO DO CURRÍCULO E A TRANSMISSÃO DOS SABERES EM CIÊNCIAS NATURAIS. Reginaldo Alberto Meloni A CONTRIBUIÇÃO DO ARQUIVO HISTÓRICO DA ESCOLA COMPLEMENTAR DE CAMPINAS COMO FONTE PARA A HISTÓRIA DO MÉTODO INTUITIVO NO ESTADO DE SÃO PAULO. Oscar Teixeira Júnior X - A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NOS IMPRESSOS DO BRASIL COLONIAL, IMPERIAL E REPUBLICANO: ARQUIVOS, CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS ESCOLARES Coordenadora: FÁBIA LILIÃ LUCIANO OS MODELOS PEDAGÓGICOS NOS IMPRESSOS ADOTADOS NA ESCOLA PÚBLICA CATARINENSE DO SÉCULO XIX. Fábia Liliã Luciano A NOVA ESCOLA PARA APRENDER A LER, ESCREVER E CONTAR E OS APONTAMENTOS SOBRE A EDUCAÇÃO DE UM MENINO NOBRE: LIVROS PARA USO NO ENSINO DAS PRIMEIRAS LETRAS NAS ESCOLAS SETECENTISTAS. José Carlos de Araujo Silva A HISTÓRIA DA ESCOLA PRIMÁRIA NO RIO GRANDE DO NORTE. Marilúcia Rodrigues de Menenzes LEITURAS ESCOLANOVISTAS PARA A FORMAÇÃO DE NORMALISTAS NO SUDOESTE BAIANO (1954 - 1961). Soraya Mendes R. Adorno XI - HISTÓRIA DA CULTURA MATERIAL ESCOLAR: POSSIBILIDADES DE INVESTIGAÇÃO Coordenadora: ROSA FÁTIMA DE SOUZA VESTÍGIOS DA CULTURA MATERIAL ESCOLAR: HISTÓRIA E MEMÓRIA DA ESCOLA PÚBLICA INSCRITA EM TROFÉUS E MEDALHAS. Rosilene Batista de Oliveira Fiscarelli POSSÍVEIS RELAÇÕES ENTRE ASPECTOS MATERIAIS (ESPAÇO, MOBILIÁRIO E UTENSÍLIOS ESCOLARES), MODOS DE ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA E PRÁTICAS DE ENSINO. Valdeniza Maria Lopes da Barra CULTURA ESCOLAR MATERIAL NA HISTÓRIA DA INSTRUÇÃO PÚBLICA PRIMÁRIA NO PARANÁ: ANOTAÇÕES DE UMA TRAJETÓRIA DE PESQUISA. Gizele de Souza A CULTURA MATERIAL ESCOLAR NA DEUTSCHE SCHULE: UM OLHAR HISTÓRICO. Regina Maria Schimmelpfeng de Souza Dia 07/11/2006 Horário – 08h às 09h15 Atividade – Mini-cursos Local – Área II, Bloco D O LOCAL E A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO – A INSTITUIÇÃO EDUCATIVA Justino Pereira de Magalhães A PEDAGOGIA CIENTÍFICA E A EDUCAÇÃO FUNCIONAL: INFÂNCIA, EDUCAÇÃO, PSICOLOGIA DA CRIANÇA E BIOLOGIA, ANALISADAS ATRAVÉS DAS OBRAS DE EDUARD CLAPARÈDE E MARIA MONTESSORI E O MOVIMENTO DOS ESTUDOS DA CRIANÇA (CHILD STUDY) Alessandra Arce HISTÓRIA, EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ÉTNICO-CULTURAL Giovani José da Silva e Léia Teixeira Lacerda HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E MENTALIDADES NA MÚSICA DE ELOMAR FIGUEIRA DE MELO José Antunes Marques TRATAMENTO DE ACERVOS ESCOLARES Sônia Maria Fonseca ENSINO DE HISTÓRIA: TEORIA E METODOLOGIA Thiago Fernando Sant'Anna e Silva Horário – 09h15 às 09h30 Atividade – Café Horário – 09h30 às 12h Atividade – Mesa Redonda I Tema: Historiografia da educação: para além dos balanços Debatedor: Dr. Adrian Ascolani (Universidad Nacional de Rosario) Dr. José Gonçalves Gondra (UERJ) Dr. Dermeval Saviani (UNICAMP) Local – Auditório Tribunal do Júri Atividade – Mesa Redonda II Tema: Arquivos e museus: desafios à prática pedagógica e à pesquisa histórica no campo educacional? Debatedora: Drª. Célia Camargo (UNESP) Dr. Justino Pereira de Magalhães - Universidade Nacional de Lisboa (UNL) Drª. Maria Pilar Reverté - Arquivo nacional da Catalunha (ANC) Local – Auditório do Básico Horário – 12h às 13h30 Atividade – Almoço Horário – 13h30 às 16h30 Atividade – Comunicações Individuais e em Co-autoria Local – Área II, Bloco D Grupo I (Eixo 01) – Coordenador: Dr. JOÃO FERREIRA DE OLIVEIRA ENSINO SUPERIOR A DISTÂNCIA: POLÍTICAS PÚBLICAS E PRÁTICAS INSTITUCIONAIS Maria Luisa Furlan Costa GESTÃO DEMOCRÁTICA: PROCESSOS E PRÁTICAS GESTORIAIS NA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA A PARTIR DOS ANOS DE 1990 Noádia Munhoz Pereira HISTÓRIA E EDUCAÇÃO NO CAMPO BRASILEIRO: SOBRE OS PRINCÍPIOS EDUCACIONAIS E O LUGAR DO MST NA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA. Carlos Bauer de Souza A REIVINDICAÇÃO POR ESCOLA PÚBLICA NA CORTE IMPERIAL: REQUERIMENTOS E ABAIXO-ASSINADOS COMO INSTRUMENTOS DE LUTA POR INSTRUÇÃO PÚBLICA José Carlos Peixoto de Campos PRESENÇA DA PASTORAL DA CRIANÇA NOS BOLSÕES DE POBREZA: POR UMA PEDAGOGIA DA SOBREVIVÊNCIA (DÉCADAS DE 1980 E 1990) José Mateus do Nascimento e Marlúcia Menezes de Paiva HISTÓRIA ESTUDANTIL NA BAHIA: O CASO DA JUC E A CONSTRUÇÃO DO MITO DE JORGE GONÇALVES Maria de Fátima Di Gregorio OS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO NAS DÉCADAS DE 1980 E 1990: A ESTÉTICA DA AÇÃO POLÍTICA Maria de Fátima Ramos de Almeida (continua).



Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 23h04
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Manguezal - Importância e Preservação

http://www.tribunadapraia.com

Data: 24 a 26 de novembro de 2006

Fundada em 15 de abril de2005 e reorganizada em 28 de julho de 2006, a ONG SOS Rio Japaratuba estará realizando no período de 24 a 26 de novembro o “Seminário: Manguezal – Importância e Preservação” a partir de uma extensão de sua ação em defesa do mais importante patrimônio natural de 20 municípios sergipanos “cobertos” pela Bacia Hidrográfica do Rio Japaratuba e do principal bioma do ecossistema do município, o manguezal. O Seminário que já tem data para acontecer, mas ainda depende de local para sua realização tem a seguinte programação já autorizada a sua divulgação: 24/11/2006 – Sexta-feira 08:00 h – Credenciamento. 09:00 h – Abertura Oficial: Apresentação dos resultados do Fórum Pensar Pirambu. 09:30 h – Palestra: Manguezal – Importância e Preservação” 10:00 h – Intervalo 10:30 h – Debate 11:30 h – Agenda do Manguezal 25/11/2006 – Sábado: 08:00 h – Mutirão para despoluição do Manguezal no trecho compreendido entre a cidade de Pirambu e o Riacho do Cascalho. 26/11/2006 – Domingo: 08:00 h – Passeio Ecológico pelo Estuário do Rio Japaratuba: Pirambu/Porto Santo. Palestrantes – Alguns nomes estão sendo propostos para comporem a Mesa Redonda do Seminário, a exemplo do biólogo da Fundação Pró-Tamar e professor de biologia da Escola Municipal Mário Trindade Cruz Fábio Lira das Candeias Oliveira, o formando em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Sergipe e presidente da Associação Pirambuense de Surf Marco Antônio Souto Maior Soledade Júnior, a bióloga e coordenadora de Educação Ambiental da Fundação Pró-Tamar Dayse Aparecida Rocha Alves, o professor da Escola Municipal Mário Trindade Cruz, diretor da Tribuna da Praia e membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Japaratuba Claudomir Tavares da Silva e o poeta popular, professor da Escola Municipal Mário Trindade Cruz e coordenador da ONG Vereda da Cultura Agnaldo dos Santos Silva. Parcerias – O Seminário “Manguezal: Importância e Preservação” foi idealizado pela “SOS Rio Japaratuba” e tem o apoio do Jornal “Tribuna da Praia”. A Comissão Organizadora está buscando parceria junto a escolas (Mário Trindade e Amaral Lemos), entidades com envolvimento em questões ambientais, tais como Colônia de Pescadores, Conselho de Desenvolvimento de Pirambu - CONDEPI, Associação Pirambuense de Surf, Associação dos Pescadores e Conservadores da Natureza – APECON, Gelo Tim, Conatura, Vereda da Cultura, Associação das Mulheres Pescadoras Artesanais de Pirambu – AMPAP, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Japaratuba, Fundação Pró-Tamar, Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Pesca, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pirambu e outras entidades que, mesmo não estando aqui citadas, serão frutos de contribuições dos membros da ONG e dos voluntários que estão demonstrando interesse em construir conosco este evento. Informações – Interessados em obter mais informações e se integrar a esta atividade devem entrar em contato com a Coordenação através do celular: (79) 9939.6484/8103.9883.



Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 21h24
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O ESCOTEIRO

 

 

O programa que Baden-Powell propôs, em 1907, para o escoteiro leva a criança a agir por si e receber estímulos e solicitações do ambiente e não diretamente do adulto. Como Maria Montessori, ele compreendia a mente infantil como uma mente absorvente, “dotada de um extraordinário poder de assimilação, muitas vezes inconsciente, e também de participação-comunicação que se manifesta na ‘imaginação criativa’, no ‘prazer das narrativas’, no ‘apego às pessoas’, no ‘jogo’” (Cf. CAMBI, Franco. História da Pedagogia.  São Paulo, Editora UNESP, 1999. p. 532). Wilhelm Speyer explica que, muitas vezes, o período no qual o rapaz é escoteiro coincide com o início da vida profissional, quando “os rapazes se confrontariam... (...) com os ´vícios dos adultos´ e em momento de mudança assumiriam o caráter de uma ´crise total da personalidade em evolução´” (Cf. ZUQUIM, Judith e CYTRYNOWICZ, Roney. 60 anos de Escotismo e Judaísmo (1938-1998): A construção de um projeto para a juventude. Uma História do Grupo Escoteiro e Distrito Bandeirante Avanhandava. São Paulo, Congregação Israelita Paulista, 1999. p. 108).      

Quando ingressam no movimento, como Escoteiro, aos 12 anos de idade, os meninos são classificados pela etapa de adestramento em que se encontram como aspirante, noviço, escoteiro de 2a. classe, escoteiro de 1a. classe ou escoteiro da pátria. De um noviço são cobrados conhecimentos e habilidades que dizem respeito a Fraternidade Escoteira, Segurança, Comunidade, Ar Livre, Técnicas Escoteiras, Comunicação e Valores. Um Escoteiro de 2a. Classe deve demonstrar conhecimentos e habilidades em um maior grau de aprofundamento. Já o Escoteiro de 1a. Classe deve ter domínio superior aos conhecimentos e habilidades próprios da classe anterior, além de Cruzeiro Marítimo e Projeto.

O programa educativo e as etapas que o escoteiro cumpre visam aumentar os conhecimentos e fazer crescer a sua autoconfiança (Cf. ZUQUIM, Judith e CYTRYNOWICZ, Roney. 60 anos de Escotismo e Judaísmo (1938-1998): A construção de um projeto para a juventude. Uma História do Grupo Escoteiro e Distrito Bandeirante Avanhandava. São Paulo, Congregação Israelita Paulista, 1999. p. 108). No grupo escoteiro o jovem aprende a conviver em equipe (o sistema de patrulha), o respeito à natureza e muitas outras habilidades próprias à sua faixa etária. Dirigido por um chefe, o grupo é dividido em no máximo quatro patrulhas, que são equipes de cinco a oito jovens. Quando o número de membros do grupo é superior a 32 escoteiros, cria-se então neste uma nova tropa que poderá conter também até quatro patrulhas, com mais 32 escoteiros. Baden-Powell entendia ser a Educação um processo coletivo que se realiza individualmente. Daí a insistência em limitar o número de escoteiros. Cada grupo é independente para fazer sua própria programação, como por exemplo, seus próprios acampamentos.

Cada patrulha tem como símbolo e nome um animal, uma estrela ou uma constelação. Todos os seus membros devem conhecer as principais características do animal da patrulha, sendo capaz de imitar-lhe a voz ou o canto. O monitor usa no seu bastão uma bandeirola branca ou de alguma outra cor, com a silhueta do animal totem. Os fatos marcantes da vida da patrulha devem ser indicados no bastão e na bandeirola da patrulha. A patrulha tem o seu monitor, que é responsável pela administração, disciplina, treinamento, atividades e boa apresentação de sua patrulha, ajudado pelo sub-monitor. Esses dois jovens são escolhidos pela chefia após passar por uma Corte de Honra (Cf. CAMBI, Franco. História da Pedagogia.  São Paulo, Editora UNESP, 1999. p. 515), que normalmente é formada pelo chefe, pelo sub-chefe, pelos monitores e sub-monitores do grupo. A figura do monitor na patrulha escoteira foi concebida pelo fundador do escotismo como única autoridade responsável pela eficiência e conduta de seus escoteiros, no sentido de ensinar o jovem a fazer algo valioso, prepará-lo para uma carreira, fazê-lo aprender a ser capaz de tomar responsabilidades, compreendendo que para ser capaz de aceitar as responsabilidades é necessário ter confiança em si mesmo, ter conhecimento do seu trabalho (Cf. BADEN-POWELL. Caminho para o sucesso: um livro sobre o esporte da vida escrito para rapazes. 3ª. ed. Porto Alegre, União dos Escoteiros do Brasil, 2000. p. 86), como se faz para exercer as responsabilidades de uma função. Imaginava Baden-Powell que isto acostumaria o jovem a receber responsabilidade, por haver ele praticado desde cedo o fortalecimento do próprio caráter e a habilitação para a conquista de postos mais altos na sua profissão.



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 23h01
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IV CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO - PROGRAMAÇÃO (Continuação)

Data: 5 a 8 de novembro de 2006

Local: Universidade Católica de Goiás

II - POLÍTICAS DO MEC, NOS ANOS 1950/1960 Coordenadora: ANA WALESKA P. C. MENDONÇA UMA POLÍTICA NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES Ana Waleska P. C. Mendonça e Libânia Nacif Xavier QUANDO OS DOCUMENTOS FALAM... OUVE- SE ATÉ O SILÊNCIO: ENTRE RELATÓRIOS, DECRETOS E MANUSCRITOS NA GESTÃO DE ANÍSIO TEIXEIRA NO INEP/CBPE (1952/1964) Aristeo Leite Filho e Fernando César Ferreira Gouvêa A FORMAÇÃO DE PROFESSORES: NOVOS DEVERES, NOVOS ZELOS, NOVAS CONDIÇÕES, NOVOS MÉTODOS Vera Lucia A. Breglia COLÉGIO NOVA FRIBURGO E ESCOLA GUATEMALA: O EXPERIMENTALISMO PEDAGÓGICO E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NOS ANOS DE 1950 - 1970 Cecília Neves Lima e Pablo S. M. Bispo dos Santos A ORIENTAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA NO CONTEXTO DE INOVAÇÕES METODOLÓGICAS DA ESCOLA EXPERIMENTAL GUATEMALA Roberta de Barros Rego Macedo e Miriam Waidenfeld Chaves III - A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO CONTEXTO LUSO-BRASILEIRO: ESCOLARIZAÇÃO E IMPRENSA Coordenador: WENCESLAU GONÇALVES NETO A ESCOLARIZAÇÃO DE PORTUGAL: ESTADO E “BRASILEIROS” NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX Wenceslau Gonçalves Neto e Justino Pereira de Magalhães MANIFESTAÇÕES DA AÇÃO DE PARTICULARES E DE PROFESSORES DE PRIMEIRAS LETRAS EM PROL DA ESCOLARIZAÇÃO EM SÃO PAULO NO FINAL DO SÉCULO XIX Analete Regina Schelbauer AS MANIFESTAÇÕES DO POSITIVISMO E DO LIBERALISMO NO PENSAMENTO EDUCACIONAL NA IMPRENSA DE Carlos Henrique de Carvalho UBERABINHA MG (1907 - 1942) O DEBATE SOBRE AS UNIVERSIDADES POPULARES NA IMPRENSA PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E ENSINO. O EXEMPLO DE «A VIDA PORTUGUESA» (1912 -1915) Joaquim António de Sousa Pintassilgo DESCAMINHOS DA INFÂNCIA NO BRASIL REPUBLICANO: A EDUCAÇÃO COMO SALVAÇÃO (1890 - 1937) Esmeralda Blanco Bolsonaro de Moura IV - INSTITUIÇÕES, PRÁTICAS ESCOLARES E MUNDO RURAL Coordenadora: FLÁVIA OBINO CORRÊA WERLE ESCOLA NORMAL RURAL: ARTICULANDO EVANGELIZAÇÃO À FORMAÇÃO DO PROFESSOR. Flávia Obino Corrêa Werle RURALISMO E PRÁTICAS COTIDIANAS NA PRIMEIRA ESCOLA NORMAL RURAL: A ESCOLA NORMAL RURAL DE JUAZEIRO DO NORTE CE (1934 - 1946). Antonio Germano Magalhães Junior e Isabel Maria Sabino de Farias A CONSTRUÇÃO DE INSTITUIÇÕES DE DIFUSÃO TECNOLÓGICA PARA O CAMPO NO RIO GRANDE DO SUL. Paulo Afonso Zarth A DOCÊNCIA E AS INSTITUIÇÕES ESCOLARES NAS POLÍTICAS CULTURAIS PARA EDUCAÇÃO RURAL. Noeli Valentino Weschenfelder A ESCOLA NORMAL RURAL LA SALLE NA VOZ DOS EX- ALUNOS. Carmo Thum e Célia Carmem Martinson V - PRODUZINDO A ESCOLARIZAÇÃO EM MINAS GERAIS: ENSINO DE PRIMEIRAS LETRAS, PROFISSÃO DOCENTE E PRÁTICAS ESCOLARES (1825-1852) Coordenadora: MARCILAINE SOARES INÁCIO O PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO E OS MÉTODOS DE ENSINO EM MINAS GERAIS NO SEGUNDO QUARTEL DO SÉCULO XIX. Marcilaine Soares Inácio A POLÍTICA DE INSTRUÇÃO PÚBLICA E A ATUAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA PROVÍNCIA MINEIRA NO PERÍODO IMPERIAL (1825 - 1835). Zeli Efigênia Santos de Sales PROFISSÃO DOCENTE E ESCOLARIZAÇÃO EM MINAS GERAIS: EXAMES PARA O PROVIMENTO DAS CADEIRAS DE INSTRUÇÃO PÚBLICA (1846-1850) Walquíria Miranda Rosa VI - AÇÕES E REPRESENTAÇÕES EM TORNO DA PROFISSÃO DOCENTE NO RIO DE JANEIRO (1920 - 1960) Coordenadora: LIBÂNIA NACIF XAVIER PROFISSÃO DOCENTE: ENTRE A FUNCIONARIZAÇÃO E O ASSOCIATIVISMO (RJ / 1920 - 1960) Libânia Nacif Xavier MODELANDO O MESTRE CRISTÃO: UM ESTUDO SOBRE ESTRATÉGIAS CATÓLICAS DE FORMAÇÃO DOCENTE NA PRIMEIRA METADE DA DÉCADA DE 1930. Rodrigo Mota Narcizo VALORES CATÓLICOS E PROFISSÃO DOCENTE: UM ESTUDO SOBRE REPRESENTAÇÕES EM TORNO DO MAGISTÉRIO E DO "SER PROFESSORA” (1930 - 1950) Ana Maria Bandeira de Mello Magald e Carla Villanova Neves PROFESSOR INTELECTUAL? UMA PROFISSÃO E SUAS ESCOLHAS. Luciana Felippe Cardoso VII - PERCURSO HISTÓRICO DAS DISCIPLINAS ACADÊMICAS: SUBSÍDIOS PARA CONSOLIDAÇÃO DE UM CAMPO DE PESQUISA. Coordenadora: FÁTIMA MARIA NEVES HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E ENSINO DE HISTÓRIA: DESDOBRAMENTOS DE UM CAMPO DISCIPLINAR (1990 - 2003). Elaine Rodrigues e Sônia Maria Negrão HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: A CONSTRUÇÃO E A TRAJETÓRIA DE UM CAMPO DISCIPLINAR (1973 - 2003). Fátima Maria Neves FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO: A CONSTRUÇÃO E A TRAJETÓRIA DE UM CAMPO DISCIPLINAR (1940 - 1990). Maria Betânia Albuquerque PRÁTICAS DE ENSINO: A CONSTRUÇÃO E A TRAJETÓRIA DE UM CAMPO DISCIPLINAR (1967 - 1974). Emery Marques Gusmão VIII - ENSINO SECUNDÁRIO NO SUL DO BRASIL: REDES E CULTURAS ESCOLARES (FINAL DO SÉCULO XIX-MEADOS DO SÉCULO XX) Coordenador: NORBERTO DALLABRIDA GINÁSIO CATARINENSE: CULTURA ESCOLAR BURGUESA E DISTINÇÃO SOCIAL. Norberto Dallabrida O PODER DISCIPLINAR E A INSTITUIÇÃO DA PRÁTICA DE ENSINO REGULAR NO GINÁSIO PARANAENSE. Serlei Maria Fischer Ranzi O LICEU D. AFONSO: O ENSINO SECUNDÁRIO NA PROVÍNCIA DE SÃO PEDRO. Eduardo Arriada GINÁSIOS PELOTENSE E GONZAGA: APONTAMENTOS SOBRE O ENSINO SECUNDÁRIO LAICO E CATÓLICO NO RS, NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX Giana Lange do Amaral (continua).



Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 22h59
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   SOBRE O BLOG EDUCAÇÃO É HISTÓRIA



Este blog tem a pretensão de ser uma espaço democrático destinado a publicação de textos, informações, artigos cientí­ficos, divulgação de eventos e comentários a respeito dos campos da Educação e da História, com ênfase aos estudos sobre História da Educação e História da Ciência. O blog é coordenado pelo Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento (jorge@ufs.br), a partir do trabalho que realiza o Grupo de Pesquisa em História da Educação da Universidade Federal de Sergipe.


Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 22h52
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O LOBINHO NO MOVIMENTO ESCOTEIRO II

Em todo o movimento escoteiro o uniforme sempre foi um dos elementos que mais entusiasmou os meninos. Para os lobinhos foi desenhada uma farda semelhante, em alguns aspectos, à dos escoteiros. Inicialmente eles tiveram direito ao uso do chapéu de abas largas, lenço de cor distinta para cada alcatéia, mochila, calção e camisa azuis (no ombro direito é colocada uma tira branca de 12 milímetros de largura, com o nome de alcatéia e no ombro esquerdo um pequeno triângulo, de pano, com a cor da matilha) e bastão. Mas, desde 1913, estavam propostas por Baden Powell algumas alterações em tal indumentária, como a adoção de um boné de linho, semelhante ao usado no jogo de criket, um suéter. A proposta incluía um emblema em forma de cabeça de lobo, uma nova forma de saudação, a promessa de servir e cumprir o dever e alguns testes simples mais adaptados à faixa etária. A saudação dos lobinhos é feita com os dedos indicador e médio em forma de V e o uso da expressão “Melhor possível”.

Os fundamentos dos padrões da Pedagogia escoteira tal como concebidos para os lobinhos estavam sintetizados na única lei do lobinho inicialmente adotada: “Obedecer aos velhos lobos” (Cf. VELHO LOBO. Guia do escoteiro. 5ª. ed. Rio de Janeiro, Centro Cultural do Movimento Escoteiro, 1994. p. 328). Além desta lei, os lobinhos, quando da investidura no movimento, faziam a seguinte promessa: “Prometo esforçar-me sempre para: 1º. Cumprir os meus deveres para com Deus e para com a Pátria; 2º. Fazer todos os dias um pequeno serviço a alguém; 3º. Obedecer a lei dos lobinhos” (Cf. VELHO LOBO. Guia do escoteiro. 5ª. ed. Rio de Janeiro, Centro Cultural do Movimento Escoteiro, 1994. p. 328).

Nas suas práticas, os lobinhos aprenderiam a fazer nós simples, sinais de pista, sinalização semafórica e noções elementares de primeiros socorros. Era preocupação de Baden Powell evitar que as crianças se exaurissem com a prática de atividades para além da sua capacidade física. Além disso, entendia que os escoteiros mais velhos tinham uma certa razão quando recusavam a prática das mesmas atividades dos mais jovens.

Todo o conjunto de valores do Lobismo tem como pano de fundo a história de Mowgli, o menino lobo. Na fábula de Rudyard Kipling, os animais são dotados virtudes e defeitos e a floresta é apresentada como uma sociedade na qual cada um cumpre determinado papel, tal como a sociedade dos humanos.

O programa educativo e as etapas do Lobinho visam os primeiros ensinamentos, o período de socialização, no qual a criança aprende a viver em grupo. O lobismo concebido por Baden-Powell mantém algumas semelhanças com a Pedagogia de Maria Montessori, principalmente quando esta reflete a respeito “dos princípios da ‘liberação da criança’, do papel formativo do ambiente e da ‘concepção da mente infantil absorvente’. A criança deve desenvolver livremente suas próprias atividades para amadurecer todas as suas capacidades e atingir também um comportamento responsável, mas tal liberdade, para Montessori, não deve ser confundida com o espontaneísmo. A ‘liberação’ é crescimento rico e harmonioso, desenvolvimento da pessoa, e portanto deve ocorrer sob a orientação atenta, embora não coercitiva, do adulto, que deve estar cientificamente consciente das necessidades das crianças e dos obstáculos que se interpõem na sua liberação” (Cf. CAMBI, Franco. História da Pedagogia.  São Paulo, Editora UNESP, 1999. p. 531). 

A alcatéia é a denominação do grupo de lobinhos. Na alcatéia a criança aprende e se preparar para, na idade adequada, ingressar na patrulha de escoteiros. A alcatéia é dividida em quatro matilhas, cada uma com quatro a seis crianças, nas quais são realizados trabalho e jogos. O lobo é o animal símbolo de todas as matilhas, que se diferem numa mesma alcatéia pelas cores próprias da espécie. A matilha é liderada por um lobinho ou lobinha chamado de primo, auxiliado pelo sub-primo. Os primos e sub-primos são escolhidos pelo Akelá. Ao completar 11 anos de idade, o lobinho é encaminhado para a tropa escoteira, depois de fazer a "trilha" para se adaptar à sua futura tropa. Chamado de akelá, o chefe de lobinhos é uma função que se caracterizou desde o princípio do movimento como feminina.

O lobinho vive, deste modo, um mundo imaginário: o dos contos de Jângal. Para Enéas Martins Filho, “o ‘lobismo’ é o verdadeiro continuador, o continuador ideal dos métodos do ‘kindergarten’ e Montessori” (Cf. MARTINS Filho, Enéas. “O escotismo como fator educativo”. In: Revista de Educação Física. Rio de Janeiro, ano 4, n. 23, maio 1935. p. 38).



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 08h55
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O LOBINHO NO MOVIMENTO ESCOTEIRO

 

 

 

O Escotismo sofreria nos anos que se seguiram à sua implantação, a partir de 1907, alterações e adaptações com o objetivo de incorporar crianças de idade mais tenra e meninas. No seu projeto original, Baden Powell não estabeleceu limites de idade mínima e máxima para o ingresso do menino no movimento escoteiro. As tropas tinham meninos cujas idades variavam entre nove e 18 anos. Havia necessidade de regular as práticas de distintas faixas etárias. Essa diferenciação, para meninos menores de 12 anos e com mais de oito foi concebida por Baden-Powell em 1916, antes mesmo que ele publicasse seu plano completo e detalhado autorizando a formação de um agrupamento de lobinhos, de modo a reconhecê-los e registrá-los como membros do movimento escoteiro. O ramo de lobinhos, portanto, corresponderia ao período da infância.

Assim, o escotismo sob Baden-Powell conheceu três ramos, concebidos por ele mesmo, que abrangiam a vida do homem, segundo o seu ponto de vista, dos oito aos 80 anos. Ele vinha refletindo, desde 1913, a respeito da melhor denominação para a tropa de meninos em idade mais jovem. Formulou algumas propostas: Beavers (castores), Wolf Cubs (lobinhos), Cubs (filhotes), Colts (potros) e Trappers (ajudante de caçador). Era sua pretensão que o novo ramo tivesse suas próprias características, não fosse uma versão simplificada do programa dos escoteiros. Para ele, o nome "Lobinho" ou "Cachorro" parecia bem adequado, especialmente este último para designar o que chamou de “Patas Tenras”.

Após o início da Primeira Guerra Mundial, muitos jovens escoteiros tiveram que responder aos apelos do Exército e abandonar as práticas do movimento escoteiro, partindo para as frentes de batalha. Assim, algumas mulheres tomaram os lugares antes ocupados por tais jovens. Elas estavam entusiasmadas com a possibilidade de adestrar os escoteiros mais jovens. Uma dessas mulheres transformar-se-ia na principal colaboradora de Robert Baden-Powell para o ramo dos lobinhos: Vera Barclay.

O Manual do Lobinho foi escrito pelo próprio Baden-Powell e publicado no mês de dezembro de 1916. No processo de elaboração do texto, ele recebeu a colaboração direta de Vera Barclay. Foi ela quem selecionou os desenhos de Baden-Powell que apareceram no livro. Do mesmo modo, Barclay discutiu diretamente as insígnias e especialidades próprias ao ramo dos lobinhos. Destinado aos meninos mais novos, o livro foi produzido em linguagem apropriada e ilustrado com desenhos do próprio autor, que sintetizou a sua Filosofia: "Nós ensinamos pequenas coisas brincando, as quais poderão eventualmente, adestrá-los a fazerem grandes coisas a sério".

O problema, todavia, não era de fácil resolução. Foram muitas as críticas afirmando que os meninos eram pequenos para serem escoteiros, não estavam na faixa etária adequada. Os mais velhos não concordavam com a presença dos mais jovens e estes não conseguiriam acompanhar todas as atividades dos escoteiros. O movimento de Lobinhos se expandiu de modo mais lento e somente em 1923 a entidade inglesa de organização do Escotismo reconheceu as regras completas para este ramo. Todavia, muitas vozes faziam uma rigorosa defesa da participação dos meninos mais novos no movimento escoteiro. O reverendo A. R. Brow, chefe da Tropa 1 do Enfield Highway, em Niddlessex, Inglaterra, publicou um artigo, em 1910, no Headquarters Gazette, onde questionava o que fazer com os meninos menores de 12 anos. Em 1914, Baden Powell publicou no mesmo Headquarters Gazette o projeto para a tropa de "Lobinho" ou "Jovem Escoteiro". Não era apenas uma forma modificada de adestramento de escoteiros, mas um novo projeto educativo. Essa publicação veio acompanhada da promessa de elaboração de um manual próprio para os pequenos, no qual abordasse o método e as suas características próprias.

Baden Powell redigiu o Manual do Lobinho inspirado pela obra do escritor Rudyard Kipling, principalmente o Livro da Jângal. Segundo ele, a obra de Kipling, especialmente Mowgli, o menino lobo, era um importante suporte para estimular a imaginação dos meninos mais jovens, oferecendo a eles divertimento e atividades que despertavam o interesse pelo escotismo. “Na fase da infância ‘prevalece a imaginação dramática, enquanto que os instintos sociais do menino ainda têm caráter rudimentar’” (Cf. ZUQUIM, Judith e CYTRYNOWICZ, Roney. 60 anos de Escotismo e Judaísmo (1938-1998): A construção de um projeto para a juventude. Uma História do Grupo Escoteiro e Distrito Bandeirante Avanhandava. São Paulo, Congregação Israelita Paulista, 1999. p. 108). O fundador do escotismo escreveu a Kipling pedindo autorização para utilizar os fundamentos do Livro em seu método. Este era entusiasta do escotismo e concordou com a proposta.

 (continua).



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 08h42
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UFS ABRE 26 VAGAS PARA O MESTRADO EM EDUCAÇÃO

A Universidade Federal de Sergipe, através da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (Posgrap), comunica aos interessados que, no período de 16 a 20 de outubro, estarão abertas as inscrições para o curso de Mestrado em Educação. Serão oferecidas 26 vagas, sendo 13 vagas para a linha de pesquisa “História, Sociedade e Educação” e 13 para “Novas Tecnologias, Educação e Trabalho”. O edital da seleção já está disponível no site da UFS.

No ato da inscrição o candidato deve apresentar fotocópia autenticada do diploma de um curso de graduação devidamente reconhecido pelo MEC, histórico escolar, curriculum vitae (modelo Lattes/CNPq) devidamente comprovado, fotocópias da carteira de identidade, do CPF, do título de eleitor, de comprovantes eleitorais e, para os candidatos do sexo masculino, do documento de serviço militar.

Deve-se ainda apresentar um projeto de dissertação de mestrado, com no máximo 10 páginas, enquadrado nas linhas de pesquisa do programa, a ser desenvolvido ao longo do curso. Será preciso também entregar o formulário de inscrição devidamente preenchido (disponível no Núcleo de Pós-graduação em Educação). O candidato deve ainda levar duas fotos 3x4 e o comprovante de pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 30,00.

A seleção será realizada em 04 etapas. O candidato que deixar de comparecer a qualquer uma das etapas será eliminado automaticamente do processo seletivo. O resultado final do processo será divulgado a partir do dia 22 de dezembro.

As inscrições devem ser realizadas na Secretaria do Núcleo de Pós-Graduação em Educação (NPGED), que fica no Campus de São Cristóvão, no bairro Rosa Elze. Mais informações pelo telefone (79) 3212 6759 ou pelo e-mail npged@ufs.br, de segunda a sexta-feira, das 09h às 11h30 e das 14h às 17h.



Categoria: Noticias
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 08h30
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"O MUNDO DE GILBERTO FREYRE" ANALISARÁ SOCIOLOGIA DA MEDICINA

           Sociologia da Medicina é o título da obra de Gilberto Freyre que estará em debate no dia 27 de outubro de 2006, a partir das 14:00 horas. O tema será apresentado pelo Prof. Dr. Jônatas Meneses, do Departamento de Ciências Sociais e do Mestrado em Sociologia da Universidade Federal de Sergipe. 

A obra de Gilberto Freyre é o ponto central de articulação do seminário "O mundo de Gilberto Freyre". O evento foi aberto no dia 24 de fevereiro com a conferência do Prof. Dr. Francisco José Alves, do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe, sobre o tema Casa Grande & Senzala. No dia 31 de março o Prof. Dr. Ulisses Rafael Neves, do Departamento de Ciências Sociais e do Mestrado em Sociologia da UFS, abordou o tema SOBRADOS E MUCAMBOS. No dia 05 de maio de 2006, o Prof. Dr. José Rodorval Ranmalho, do Departamento de Ciências Sociais e do Mestrado em Sociologia da UFS abordou o tema ORDEM E PROGRESSO. O Prof. Msc. Antônio Samarone de Santana, do Departamento de Medicina da UFS apresentou no dia 26 de maio o livro NORDESTE, de Gilberto Freyre. No dia 16 de junho de 2006 foi discutido o texto OS INGLESES NO BRASIL, apresentado pela Profa. Dra. Ester Fraga Vilas-Bôas Carvalho do Nascimento, da Universidade Tiradentes - Unit. A Profa. Dra. Anamaria Gonçalves Bueno de Freitas apresentou a obra UM ENGENHEIRO FRANCÊS NO BRASIL, no dia 28 de julho de 2006. O livro NÓS E A EUROPA GERMÂNICA, foi apresentado no dia 25 de agosto de 2006 pelo Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento (Professor do Departamento de História e do Mestrado em Educação da UFS). No dia 29 de setembro de 2006 foi discutido o livro MODOS DE HOMEM E MODAS DE MULHER, em apresentação feita pela Profa. Cristiane Vitório de Souza (Mestra em Educação pela UFS). Os demais temas em discussão no seminário "O mundo de Gilberto Freyre"serão os seguintes: - 24/11/2006 - Obra a ser debatida: CONTRIBUIÇÃO PARA UMA SOCIOLOGIA DA BIOGRAFIA - Apresentador: Samuel Barros de Medeiros Albuquerque (Professor do Departamento de História e aluno do Mestrado em Educação da UFS) - 22/12/2006 - Obra a ser debatida: O AÇUCAR - Apresentador: Joaquim Tavares da Conceição (Aluno do Mestrado em Educação da UFS). As reuniões do Seminário ocorrem sempre no auditório do Arquivo do Poder Judiciário do Estado de Sergipe. O seminário é organizado pelo Grupo de Pesquisa em História da Educação da Universidade Federal de Sergipe - GEPHE. Interessados devem entrar em contato através do e-mail jorge@ufs.br



Categoria: Noticias
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 08h30
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   SOBRE O BLOG EDUCAÇÃO É HISTÓRIA



Este blog tem a pretensão de ser um espaço democrático destinado a publicação de textos, informações, artigos cientí­ficos, divulgação de eventos e comentários a respeito dos campos da Educação e da História, com ênfase aos estudos sobre História da Educação e História da Ciência. O blog é coordenado pelo Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento (jorge@ufs.br), a partir do trabalho que realiza o Grupo de Pesquisa em História da Educação da Universidade Federal de Sergipe.


Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 08h29
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