EDUCAÇÃO É HISTÓRIA
  

AS CAMPANHAS ELEITORAIS SOB A DITADURA MILITAR XXVI

           

 

 

O MDB criticou duramente aquilo que o consenso arenista ocultava. O líder do partido na Assembléia Legislativa, Leopoldo Souza[1], definiu esse entendimento como

 

 

a divisão fraternal entre os correligionários do bolo do poder. Sem ouvirem o povo, que segundo o conceito relativo deve continuar marginalizado, nos bastidores dos palácios escolhem o governador, vice-governador, prefeito da capital, presidente do Banco do Estado e repartem com os menos votados as secretarias de Estado[2].

 

 

            Na mesma direção de Leopoldo Souza, o deputado Jackson Barreto classificou o consenso arenista como

 

 

um acordo de cavalheiros com os seguintes critérios: para o mais rico o governo do Estado; para o que está muito doente do coração o senador biônico; para o que sai do governo sem dizer para que chegou o senador direto; para os ex-rebeldes a Prefeitura Municipal de Aracaju, ficando o Banco do Estado, secretarias e vice-governadoria para os de difícil acesso aos cargos eletivos maiores[3].

           

 

Esse consenso dificultou o projeto do Movimento Democrático Brasileiro e a candidatura de José Carlos Teixeira ao senado federal. Algumas lideranças do partido e mesmo alguns familiares de José Carlos Teixeira, desaconselharam a disputa da vaga de senador e sugeriram que ele fosse, outra vez, candidato a deputado federal. Mas, a decisão de José Carlos já estava tomada e ele reafirmou a sua candidatura ao Senado Federal. Desconsiderou a dificuldade que a lei Falcão impunha aos candidatos da oposição. Assim, os candidatos ao Senado pelo MDB foram José Carlos Teixeira, Costa Pinto e Marcos Vieira.

Em vários municípios lideranças da Arena que anteriormente não dialogavam passaram a fazer acordos e a dificultar a ação dos oposicionistas, como em Laranjeiras, onde Francisco e Heráclito Rollemberg se entenderam com Augusto Franco e com isso dificultaram a organização emedebista. Já eleito governador de Sergipe pela via indireta, Augusto Franco convocou todas as lideranças do interior do Estado, afirmando que a ocupação de cargos da administração pública seria atribuída ao chefe político local cujo candidato da Arena obtivesse o maior número de votos. Isso criou um clima de competição entre as lideranças do interior do Estado. Em municípios como Itabaiana, por exemplo, foi muito acirrada a disputa entre os candidatos da Arena ao Senado, de um lado Heráclito Rollemberg e do outro lado Passos Porto. Em Estância, o maior colégio eleitoral do MDB no interior do Estado, foi lançada a candidatura a senador do médico João Amaral Lopes, para turbar a ação eleitoral oposicionista.

A essas dificuldades se somou o fato de haver o presidente da República, general Ernesto Geisel, editado o “pacote de abril”, criando a figura do “senador biônico”, eleito indiretamente, a fim de prevenir-se contra possíveis resultados eleitorais idênticos aos que saíram das urnas em 1974, quando o MDB elegeu a maioria dos senadores brasileiros – inclusive o senador Gilvan Rocha, em Sergipe. O MDB era naquele momento visto como um partido muito forte. Havia conquistado o senado em 1974 e, em 1976, vencera as eleições municipais em Aracaju, enfrentando a Arena unida. Era muito clara a posição do MDB contra as eleições indiretas. Em 1978, O partido não teve candidatos aos cargos de governador, vice-governador e senador por via indireta, exatamente por assumir tal posição. Do mesmo modo, mesmo possuindo maioria parlamentar na Câmara de Vereadores de Aracaju não aceitou indicar os nomes dos representantes do parlamento municipal ao Colégio Eleitoral que escolheria o governador, o vice-governador e o chamado senador “biônico”.

No mês de maio de 1978, uma convenção realizada no Ginásio de Esportes Charles Moritz iniciou a campanha do partido, com a presença de sete senadores do MDB e o retorno do ex-governador Seixas Dória à vida política de Sergipe, depois da cassação e prisão em 1964. O partido saiu da convenção trabalhando os nomes de José Carlos Teixeira, Costa Pinto e Marcos Vieira como candidatos ao Senado Federal. A chapa de deputados federais contava com seis nomes, enquanto 23 candidatos disputavam as cadeiras da Assembléia Legislativa.

 

 


[1] “Leopoldo Souza era cunhado de José Carlos Teixeira. Político com forte base eleitoral no município de Estância, Leopoldo Souza desempenhou um importante papel como parlamentar que contestava a ditadura e os desmandos cometidos pelos governos ditatoriais em Sergipe e no Brasil”. Cf. LIMA Filho, Rosalvo Alexandre de. Entrevista concedida a Jorge Carvalho do Nascimento no dia nove de abril de 2008.

[2] Cf. Gazeta de Sergipe, Ano XXII, nº. 5.970, 8 de março de 1978. p. 1.

[3] Cf. Gazeta de Sergipe, Ano XXII, nº. 5.970, 8 de março de 1978. p. 1.

 



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Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h44
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AS CAMPANHAS ELEITORAIS SOB A DITADURA MILITAR XXV

 

 

 

VEREADORES ELEITOS PELA LEGENDA DO MDB EM ARACAJU - 1976

Antonio Mesquita

Arnóbio Patrício de Melo

Costa Pinto

Francisco Leite Neto[1] (Manoel Dorea)

Genelício Barreto de Lima

Gidenal Ferreira

João Alves da Silva

Jonas Amaral

José Batalha de Góes

Reinaldo Moura

Soares Pinto

Fonte: DANTAS, Ibarê. A tutela militar em Sergipe, 1964/1984: partidos e eleições num Estado autoritário. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997. p. 176.

 

 

            A eleição de Genelício Barreto, irmão do deputado Jackson Barreto, para a Câmara de Vereadores em 1976, foi objeto de muita polêmica, por parte de adversários do parlamentar estadual, que o acusavam de haver imposto um membro da sua família ao partido e de não respeitar as decisões da juventude do MDB que apontavam outros nomes como candidatos ao parlamento da capital. Todavia, está é uma versão controvertida, da qual discordam até mesmo alguns militantes que atualmente assumem divergências em face das posições de Jackson Barreto de Lima, como Carlos Alberto Menezes, que à época liderava a juventude do MDB:

 

 

A idéia de Jackson e do partido ao qual ele pertencia, o PCB, era de que o vereador do grupo deveria sair da juventude emedebista. Isto, em 1976. Lembre-se que a juventude do MDB foi institucionalizada em 1974. Dois anos depois, a discussão que se processou foi a de que o vereador do grupo deveria sair da juventude emedebista. E o vereador indicado lá foi Carlos Alberto Menezes. Jackson Barreto me convidou para ter uma conversa com ele no escritório que mantinha no Edifício Mayara. Ele disse que era emissário do grupo e que estava ali me fazendo formalmente um convite para que eu fosse o candidato da juventude emedebista a vereador nas eleições municipais de 1976. De bate pronto eu recusei o convite com o argumento de que estava no último ano do curso de Direito. Era o ano de 1975. O grupo que Jackson representava convidou Elias Pinho de Oliveira, na mesma semana. Elias aceitou o convite. Em fevereiro de 1976 aconteceram as prisões da Operação Cajueiro, Elias foi preso e desistiu da candidatura e Jackson entrou em pânico. Ficou numa situação muito difícil e nesse contexto, com medo de ser preso, cassado e de perder o mandato foi que Jackson pensou na candidatura do irmão. Não há nenhuma razão para ninguém duvidar da honestidade da posição assumida por Jackson naquele momento, tendo em vista a posição assumida por ele anteriormente, ao convidar a mim e a Elias. O que mudou o quadro e impôs a candidatura de Genelício foi a Operação Cajueiro[2].

           

 

O governo reorganizou o instituto da sublegenda para as eleições de senador, através do decreto-lei 1.541, de 14 de abril de 1977. Este instituto permitia acomodar as múltiplas tendências arenistas, herdeiras, nos diversos municípios, dos velhos embates entre PSD e UDN e outras agremiações políticas. Na verdade, a Arena se convertia em dois, três ou mais partidos abrigados sob a mesma sigla, de acordo com as circunstâncias de cada eleição, em cada município. Pelo novo regulamento eleitoral, o partido apresentava até três candidatos a senador e a legenda considerava a soma dos votos atribuídos aos três candidatos. O mais votado dentre ele se elegeria senador, o segundo mais votado seria o primeiro suplente e o terceiro mais votado seria o segundo suplente.

Quando o general Ernesto Geisel lançou, em 1978, o nome do general João Batista de Oliveira Figueiredo, como candidato ao Colégio Eleitoral para cumprir um mandato de seis anos, o MDB criou um grande mal estar nas forças armadas anunciando a candidatura do general Euler Bentes Monteiro. O general João Figueiredo foi eleito presidente.

Nas eleições daquele ano, a Arena de Sergipe estabeleceu um consenso para organizar a sua chapa em torno das principais lideranças do partido. Através de adesão escrita dos principais líderes do partido governista, foram definidos os nomes do senador Augusto Franco como candidato a governador; do governador José Rollemberg Leite para senador, em eleição direta; do senador Lourival Baptista para reeleição, por via indireta; do deputado estadual Djenal Tavares de Queiroz para vice-governador. Não obstante, existiram dissonâncias em torno da chapa, recusando-se a firmar o documento o secretário de assuntos extraordinários do governo estadual, Manoel Conde Sobral, e os seus filhos, o deputado estadual Elisiário Sobral e o prefeito de Itaporanga D’Ajuda Emanoel Silveira Sobral, além do deputado federal Celso de Carvalho e do vice-governador Antônio Ribeiro Soutello. Todavia, em junho, antes, portanto, da convenção da Arena, José Rollemberg Leite desistiu de disputar a vaga de senador e permaneceu cumprindo o mandato de governador até o final, acomodando os interesses das lideranças que manifestaram insatisfação e toda a Arena partiu unida para as eleições de 1978. O partido apresentou como candidatos ao Senado os nomes de Passos Porto, Heráclito Rollemberg e Paulo Amaral Lopes.

   

 


[1] Francisco Leite Neto morreu antes de ser empossado e foi substituído por Manoel Dorea.

[2] Cf. MENEZES, Carlos Alberto. Entrevista concedida a Jorge Carvalho do Nascimento no dia 12 de setembro de 2008.

 



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h24
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AS CAMPANHAS ELEITORAIS SOB A DITADURA MILITAR XXIV

 

 

 

MUNICÍPIOS COM PREFEITOS ELEITOS PELA LEGENDA DO MDB - 1976

Município

Prefeito

Barra dos Coqueiros

José Motta Macedo

Graccho Cardoso

Manoel Pacheco de Lima

Ilha das Flores

Evaldo Calixto

Malhada dos Bois

José Sérgio da Silva

Santa Rosa de Lima

Edime Costa dos Santos

São Cristóvão

Lauro Rocha de Andrade

Telha

Vanildo Guimarães Lima

Tomar do Geru

João Velames de Oliveira

Fonte: DANTAS, Ibarê. A tutela militar em Sergipe, 1964/1984: partidos e eleições num Estado autoritário. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997. p. 176.

 

 

Mesmo com as dificuldades da lei Falcão, o Movimento Democrático Brasileiro saiu fortalecido das eleições municipais de 1976 em Aracaju e ganhou uma bancada numerosa de 11 vereadores e com prestígio suficiente na Câmara de Vereadores para organizar o trabalho de oposição ao prefeito João Alves Filho. A Arena elegeu apenas sete parlamentares na capital.

 

              

 



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h55
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   100.000 ACESSOS - 30 MESES - EDUCAÇÃO É HISTÓRIA






O blog EDUCAÇÃO É HISTÓRIA já recebeu mais de 100 mil acessos desde a sua primeira publicação na rede Internet, no dia oito de dezembro de 2005. O centésimo milionésimo acesso foi registrado ontem, dia 13 de junho de 2008, depois de 30 meses e cinco dias de atividade. Este blog tem a pretensão de ser um espaço democrático destinado a publicação de textos, informações, artigos cientí­ficos, divulgação de eventos e comentários a respeito dos campos da Educação e da História, com ênfase nos estudos sobre História da Educação, História da Cultura e História da Ciência. O blog é coordenado pelo Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento (jorge@ufs.br), a partir do trabalho que realiza o Grupo de Pesquisa em História da Educação da Universidade Federal de Sergipe. O primeiro texto publicado, em 08 de dezembro de 2005, foi um artigo escrito por Jorge Carvalho do Nascimento, tendo como título “A Colônia do Quissamã”.  Durante os primeiros 24 meses, o blog recebeu 67.051 visitas, das quais 21.717 nos primeiros doze meses e 45.334 no seu segundo ano. Assim, no primeiro ano de funcionamento o blog recebia uma média de 1.809 visitas por dia, número que se elevou para 3.777 visitas diárias no segundo ano, superando o dobro de visitas diárias, que eram 60 no primeiro ano e passou para 123 no segundo ano de atividades.  O blog EDUCAÇÃO É HISTÓRIA mantém link para 90 outros importantes endereços brasileiros e estrangeiros da rede Web e nestes 30 meses de atividade publicou informações sobre 60 eventos nacionais e internacionais. Também foram publicados, nesse mesmo período, 744 textos sob a forma de artigo, 127 notícias e 35 resenhas bibliográficas. São 25 novos artigos a cada mês, além de 4 novas notícias, dois novos eventos e uma resenha bibliográfica inédita a cada 30 dias





Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h51
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NORBERTO DALLABRIDA ANALISARÁ O CURSO CIENTÍFICO

 

 

 

 

            O curso científico será objeto de debate, em Aracaju, durante o Quinto Congresso Brasileiro de História da Educação, que será realizado no período de nove a 12 de novembro de 2008. A discussão a respeito do curso científico acontecerá no Campus Farolândia da Universidade Tiradentes, sala 17 do bloco D, a partir das 13 horas e 30 minutos do dia 11 de novembro, durante uma sessão de comunicações individuais coordenada pelo pesquisador Norberto Dallabrida, que apresentará, juntamente com Estela Maris Sartori Martini, um trabalho intitulado “O curso científico em colégios de elite: cotejo de práticas educativas distintas em gênero”. A sessão reunirá 16 outros pesquisadores, que abordarão questões como fotografia na escola, cartografia escolar, menores abandonados e Educação e assistencialismo.

            Dentre os trabalhos que os demais participantes da sessão irão apresentar, chamam a atenção: a pesquisa realizada por Rachel Duarte Abdala (“Eterna presença: a função e o papel da fotografia na escola”); o trabalho de Jacqueline de Fátima dos Santos Morais, Natasha Hermida Pereira Castro da Silva e Milena Gomes Coutinho Pereira (“História da alfabetização: pistas para uma cartografia escolar”); o estudo de Alessandra Barbosa Bispo (“Institucionalização dos menores abandonados e delinqüentes em Sergipe”); a pesquisa realizada por Julianna de Souza Lacerda Silva e Adlene Silva Arantes (“Métodos de ensino nas escolas primárias pernambucanas do século XIX: uma análise dos livros escolares”); o trabalho de Aline Choucair Vaz (“O perigo do estrangeiro: ações e práticas nacionalizantes no ensino primário durante o Estado Novo”); e, o estudo de Christiane Grace Guimarães da Silva (“O Colégio Americano de Taubaté e o debate na imprensa 1890/1894”). 

 



Categoria: Noticias
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h32
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PESQUISADORES ANALISARÃO AS PRÁTICAS DA EDUCAÇÃO FÍSICA NAS ESCOLAS DO SENAI

 

 

 

 

 

 

            As escolas do Senai serão objeto de debate durante a realização, em Aracaju, do Quinto Congresso Brasileiro de História da Educação, que será realizado no período de nove a 12 de novembro de 2008. A discussão a respeito das escolas do Senai acontecerá  no Campus Farolândia da Universidade Tiradentes, sala 71 do bloco D, a partir das 13 horas e 30 minutos do dia 11 de novembro, durante uma sessão de comunicações individuais coordenada pela pesquisadora Vera Regina Beltrão Marques, que apresentará um trabalho intitulado “Construindo corpos hígidos: as escolas paulistas do Senai (1942-1955)”. A sessão reunirá 13 outros pesquisadores, que abordarão questões como Educação Física, práticas corporais e escolas católicas femininas.

            Dentre os trabalhos que os demais participantes da sessão irão apresentar, chamam a atenção: a pesquisa realizada por Silvana Micaroni e Moysés Khulman Junior (“A educação física nos parques infantis da cidade de São Paulo: 1947 a 1957”); o trabalho de José Claudio Sooma Silva e Maria Zélia Maia de Sousa (“Educar os corpos, afastar os perigos: as contribuições da ginástica escolar na remodelação urbana carioca”); o estudo de Priscila Gonçalves Soares e Carlos Fernando Ferreira da Cunha Junior (“As práticas corporais no contexto da modernidade em Juiz de Fora/MG – 1880/1930”); a pesquisa realizada por Maria Helena Câmara Lira (“Atividades físicas em escolas católicas femininas no início do século XX”); o trabalho de Hamilcar Silveira Dantas Junior (“Da escolarização do esporte à esportivização da escola: os jogos da primavera em Sergipe – 1964/1995”); e, o estudo de Shrileide Araújo Bezerra, Clara Rita Oliveira, Marcone Conceição de Oliveira e Verônica Fortuna Santos (“Educação física escolar: análise dos anos 70 à contemporaneidade”). 

 

 

 

 



Categoria: Noticias
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h30
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ARICLÊ VECHIA ANALISARÁ OS CADERNOS ESCOLARES

 

 

 

 

            Os cadernos escolares serão objeto de debate durante a realização, em Aracaju, do Quinto Congresso Brasileiro de História da Educação, que será realizado no período de nove a 12 de novembro de 2008. A discussão a respeito dos cadernos escolares acontecerá no Campus Farolândia da Universidade Tiradentes, sala 72 do bloco D, a partir das 13 horas e 30 minutos do dia 11 de novembro, durante uma sessão de comunicações individuais coordenada pela pesquisadora Ariclê Vechia, que apresentará, juntamente com Antonio Gomes Ferreira, um trabalho intitulado “Cadernos escolares: revelando a doutrinação da infância brasileira pelo regime militar (1964-1985)”. A sessão reunirá 16 outros pesquisadores, que abordarão questões como cartilhas escolares, manuais técnicos, livros didáticos e livros infantis.

            Dentre os trabalhos que os demais participantes da sessão irão apresentar, chamam a atenção: a pesquisa realizada por Ana Clara Bortoleto Nery (“Biblioteca da Escola Normal de Piracicaba: constituição do acervo e cultura pedagógica – 1911/1920”); o trabalho de Carlos Humberto Alves Corrêa e Lilian Lopes Martin da Silva (“Cartas de abc e cartilhas escolares: alfabetização nas escolas amazonenses - 1850/1900”); o estudo de Wojciech Andrzej Kulesza, Joseane Abilio de Sousa Ferreira e Vanderlucia Mamedo Bezerra (“Livro do aluno e do professor: manuais técnicos no ensino profissional”); a pesquisa realizada por Eliane Mimesse (“Livros didáticos de História: o discurso pedagógico renovado em contraponto às práticas dos professores”); o trabalho de José Carlos de Araújo Silva e Soraya Mendes Rodrigues Adorno (“Os livros provocam revoluções? A socialização das obras sediciosas realizadas pelo professor régio Francisco Moniz Barreto de Aragão durante a Conjuração dos Alfaiates, Bahia, 1798); e, o estudo de Aline Danielle Batista Borges e Ilzani Valeira dos Santos (“A livraria Pedro Quaresma e o mercado de livros infantis: a constituição de um novo público leitor”). 

 

 

 



Categoria: Noticias
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h29
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AS CAMPANHAS ELEITORAIS SOB A DITADURA MILITAR XXII

 

 

 

VANTAGEM DE LEANDRO SOBRE GILVAN ROCHA NOS CINCO MUNICÍPIOS EM QUE O CANDIDATO DA ARENA OBTEVE MAIOR VOTAÇÃO - 1974

CIDADE

DIFERENÇA

Simão Dias

3.411

Lagarto

2.738

Tobias Barreto

2.435

Poço Verde

1.997

Riachão do Dantas

1.200

Fonte: DANTAS, Ibarê. A tutela militar em Sergipe, 1964/1984: partidos e eleições num Estado autoritário. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997. p. 175.

 

 

A boa votação recebida pelo jovem vereador Jackson Barreto de Lima, que se elegeu deputado estadual, foi surpreendente. Dos 6.393 votos que ele recebeu, cerca de cinco mil foram conquistados em Aracaju.

            Em face da derrota sofrida pelo governo em 1974, a lei 6.339/76 restringiu o uso dos meios de comunicação para a propaganda política. Era a lei Falcão, referência direta ao inspirador do novo diploma legal, o ministro da justiça, Armando Falcão. Aprovada em junho de 1976, era uma tentativa do governo ditatorial para evitar resultados idênticos aos das eleições de 1974, proibindo o uso livre dos meios de comunicação. A participação na TV era limitada a apresentação de slides com fotografias dos postulantes e a leitura do nome, do número e do currículo de cada um deles, impedindo que o MDB repetisse a performance do pleito realizado quatro anos antes.

            Na esteira do sucesso que o partido obteve com a realização das eleições de 1974, a campanha de 1976 em Aracaju foi aberta no dia 25 de janeiro, com a presença de uma comitiva nacional liderada pelo presidente do MDB, Ulisses Guimarães. O evento realizado na capital contou com a participação de representantes de quase todos os diretórios do partido no interior do Estado. O partido esteve vigilante durante toda a campanha, principalmente para evitar abusos como a utilização da estrutura do Funrural pelos candidatos governistas no interior do Estado, abuso insistentemente denunciado na Assembléia Legislativa pelo deputado Leopoldo Souza.

O partido da oposição concorreu em 33 municípios, obteve 34 por cento do total de votos em disputa no Estado, conquistou oito prefeituras e 109 cadeiras de vereador.

 

 



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h25
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AS CAMPANHAS ELEITORAIS SOB A DITADURA MILITAR XXI

 

 

 

VANTAGEM DE GILVAN ROCHA SOBRE LEANDRO MACIEL NOS CINCO MUNICÍPIOS EM QUE O CANDIDATO DO MDB OBTEVE MAIOR VOTAÇÃO - 1974

CIDADE

DIFERENÇA

Aracaju

12.656

Estância

2.505

Própria

1.772

São Cristóvão

1.290

Maroim

968

Fonte: DANTAS, Ibarê. A tutela militar em Sergipe, 1964/1984: partidos e eleições num Estado autoritário. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997. p. 175.

 

 

 Assim, mesmo tendo o candidato da Arena amealhado 73.848 votos no interior do Estado, ou seja, 13.495 a mais que o candidato emedebista, a vantagem de 30.467 votos que Gilvan Rocha conquistou na capital garantiu folgadamente a sua eleição.

 

 

 

 

 

 

 

 

           


[1] Francisco Leite Neto morreu antes de ser empossado e foi substituído por Manoel Dorea.

 



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h18
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SCHELBAUER COLOCARÁ ENSINO INTUITIVO EM DEBATE

 

 

 

 

 

 

O ensino intuitivo é o tema que a pesquisadora Analete Regina Schelbauer colocará em debate durante o Quinto Congresso Brasileiro de História da Educação, que será realizado em Aracaju no período de nove a 12 de novembro de 2008. Na sessão de comunicação individual que acontecerá na sala 16 do bloco D do Campus Farolândia da Universidade Tiradentes, Analete apresentará o trabalho intitulado “Em exposição as coleções de objetos para o ensino intuitivo: a exposição pedagógica do Rio de Janeiro”. Da sessão coordenada por Schelbauer participarão também 12 outros pesquisadores, discutindo temas como religião e escolarização, delinqüência e Educação, livros de leitura, Pedagogia de internar e Educação corporal.

            Analete Regina Schelbauer é doutora em Educação pela Universidade de São Paulo e professora da Universidade Estadual de Maringá. Dentre outros livros, é autora de Idéias que não se realizam. O debate sobre a Educação do povo no Brasil de 1870 a 1914, publicado em 1998.

 

 

 

 

 



Categoria: Noticias
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h13
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ROSA FÁTIMA DISCUTIRÁ O PROBLEMA DA ESCOLA NOVA NO BRASIL

 

 

 

 

            O problema da Escola Nova no Brasil será objeto de discussão durante o Congresso Brasileiro de História da Educação, que acontecerá em Aracaju no período de nove a 12 de novembro de 2008, no Campus Farolândia da Universidade Tiradentes. A pesquisadora Rosa Fátima de Souza apresentará o trabalho “Ressonâncias da Escola Nova no ensino primário paulista” durante a sessão de comunicação individual que se realizará a partir das 13 horas e 30 minutos do dia 10 de novembro, na sala 72 do bloco D. 14 outros pesquisadores participarão da mesma sessão, debatendo temas como a instrução primária em Minas Gerais e na Bahia, os grupos escolares e a secularização do ensino.

            Rosa Fátima de Souza é doutora em Educação pela Universidade de São Paulo e professora da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp. É autora, dentre outros livros, de Templos de civilização: a implantação da escola primária graduada no Estado de São Paulo (1890-1910), publicado em 1998; O direito a Educação: lutas populares pela Educação em Campinas, que começou a circular também em 1998; e, Escola e currículo, publicado em 2003.

 

 



Categoria: Noticias
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h11
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MONARCHA DISCUTIRÁ REVISTAS ESPECIALIZADAS EM EDUCAÇÃO

 

 

 

 

 

 

            A questão das revistas especializadas em Educação e ensino será posta em discussão pelo pesquisador Carlos Monarcha durante a realização do Quinto Congresso Brasileiro de História da Educação, que se realizará na cidade de Aracaju, no período de nove a 12 de novembro de 2008. Monarcha apresentará o trabalho “Revistas de Educação e ensino. São Paulo (1892-1944), durante uma sessão que se realizará no Campus Farolândia da Universidade Tiradentes, a partir das 13 horas e 30 minutos do dia 10 de novembro, na sala 73 do bloco D. Carlos Roberto da Silva Monarcha coordenará uma sessão da qual participarão nove outros pesquisadores interessados no debate de temas como os periódicos escolares, livros de leitura, álbuns de formatura e relatos biográficos.

            Carlos Monarcha é doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e professor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Dentre outros livros, ele é autor de A reinvenção da cidade e da multidão: dimensões da modernidade brasileira. A Escola Nova, publicado em 1990; Escola Normal da praça: o lado noturno das luzes, de 1999; e, Lourenço Filho e a organização da Psicologia aplicada à Educação, publicado em 2001.

 

 

 

 

 



Categoria: Informação bibliográfica
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h09
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