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OS ESTUDOS SOBRE INTELECTUAIS NA HISTORIOGRAFIA DE MARIA THETIS NUNES VIII
Por fim, entre os anos de 1992 e 1999, doze trabalhos sobre intelectuais marcaram a produção de Maria Thetis Nunes. Um sobre o magistério, publicado em 1992[i]; um outro acerca da historiografia[ii], em 1994; um tendo a política como tema[iii] e um outro a respeito da historiografia[iv], ambos em 1996. A produção do ano de 1998 reúne quatro trabalhos: dois tendo a magistério como temática[v], um outro a respeito de um importante engenheiro brasileiro[vi] e um quarto acerca do filósofo sergipano Tobias Barreto[vii]. Em 1999, também foram quatro os artigos sobre intelectuais publicados pela autora: ela voltou a escrever sobre o engenheiro Rebouças[viii], fez um trabalho sobre o magistério[ix], produziu mais um a respeito da historiografia[x] e um outro sobre um importante agitador cultural[xi].
[i] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1992. “O professor Felte Bezerra (1909-1990)”. In: Revista do IHGS. Aracaju, n. 31. p. 197-200. [ii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1994. Manuel Bonfim (1868-1932). Separata da Revista do IHGB. Rio de Janeiro, 155 (384). 558-567. Jul./set. [iii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1996. “Noventa anos da morte de Fausto Cardoso”. In: Gazeta de Sergipe. 28 de agosto. [iv] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1996. A contribuição de Felisbelo Freire à historiografia brasileira. Separata dos Anais da XVI Reunião da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica (SBPH). Curitiba. [v] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1998. “Alberto Carvalho é , primordialmente, um artista”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 1, n. especial. p. 175; NUNES, Maria Thetis. 1998. “Professor José Calazans”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 1, n. especial. 9-13. [vi] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1998. O bicentenário do baiano Antônio Pereira Rebouças, sua passagem pela província de Sergipe. Separata dos Anais da XV Reunião da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica (SBPH). Rio de Janeiro. [vii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1998. “Professor José Calazans”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 1, n. especial. 9-13. [viii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1999. “Bicentenário do baiano Antonio Pereira Rebouças, sua passagem pela Província de Sergipe”. In: Gazeta de Sergipe. 02 de janeiro. [ix] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1999. “Dr. José Rollemberg Leite”. In: Revista do IHGS. Aracaju, n. 32, 1993/1999. p. 241-242. [x] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1999. “Morre o historiador Nelson Werneck Sodré”. In: Gazeta de Sergipe. 24 de janeiro. [xi] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1999. “O sergipano Gilberto Amado”. In: Informe UFS. 15 de junho.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 03h16
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OS ESTUDOS SOBRE INTELECTUAIS NA HISTORIOGRAFIA DE MARIA THETIS NUNES VII
Os dois estudos sobre intelectuais publicados por Maria Thetis Nunes em 1983 estão voltados para a História da Educação[i]. Em 1984, três estudos: um sobre o agitador cultural Eurico Amado, um outro sobre o processo de formação do território e do povo sergipano[ii] e mais um sobre uma professora contemporânea sua[iii]. Dois estudos sobre o magistério[iv], um sobre o jornalismo[v] e um outro acerca de problemas historiográficos dão o tom dos trabalhos sobre os intelectuais[vi] que a autora publicou no ano de 1985. Em 1986, as temáticas versaram sobre a Sociologia[vii] e a Historiografia[viii]. Este último tema, continuaria presente na produção do ano seguinte, com dois estudos[ix], enquanto dois outros retomaram o velho debate sobre os docentes dos quais a autora fora aluna[x]. Dois trabalhos produzidos em 1988 se debruçaram a respeito de um professor[xi] e de um literato[xii], enquanto no ano de 1989 um filósofo foi objeto do único texto sobre intelectuais publicado pela autora[xiii].
[i] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1983. A política educacional de Pombal e sua repercussão no Brasil-Colônia. Separa dos Anais da II Reunião da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica (SBPH). São Paulo; NUNES, Maria Thetis. 1983. “Centenário da morte de Manuel Luis (1883/1983)”. In: Gazeta de Sergipe. 27 de novembro. [ii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1984. “A carta do padre Inácio de Tolosa”. In: Gazeta de Sergipe.05 de outubro. [iii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1984. “A morte da professora Norma Monte Alegre dos Reis”. In: Gazeta de Sergipe. 30 de agosto. [iv] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1985. “Jorge Neto, o humanista”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 2, n. 2. p. 31; NUNES, Maria Thetis. 1985. “Padre Ovídio: o professor e o amigo”. In: Candeeiro. N. 14. 07 de junho. p. 195. [v] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1985. “Orlando Dantas, o humanista”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 2, n. 2. p. 61. [vi] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1985. “Carvalho Lima Junior, um historiador em busca de um biógrafo”. In: Arte e Literatura. N. 191. 07 de junho. [vii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1986. “O centenário de Florentino Teles de Meneses”. In: Gazeta de Sergipe. 07 de novembro. [viii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1986. “Carvalho Lima Junior”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 3, n. 3. p. 88-89. [ix] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1987. “Felisbelo Freire, o historiador”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 4, n. 4. p. 92-93; NUNES, Maria Thetis. 1987. “Minha gente de Clodomir Silva”. In: Letras sergipanas. Julho. [x] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1987. “Professor Joaquim Sobral, o educador”. In: Jornal da Educação. Julho; NUNES, Maria Thetis. 1987. “A morte do professor Álvaro Vieira Pinto”. In: Gazeta de Sergipe. Março. [xi] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1988. “A morte do professor Luis Carlos Rollemberg Dantas”. In: Gazeta de Sergipe. 12 de abril. [xii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1988. “João Ribeiro: o intelectual de múltiplos facetamentos”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 5, n. 5. p. 81-84. [xiii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1989. “Tobias Barreto e a renovação do pensamento brasileiro”. In: Revista do IHGS. Aracaju, n. 30. p. 31-39.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h55
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OS ESTUDOS SOBRE INTELECTUAIS NA HISTORIOGRAFIA DE MARIA THETIS NUNES VI
Desta vez um estudo muito importante para Maria Thetis, posto que examinava a figura do seu professor de História no Atheneu, Arthur Fortes: Arthur Fortes estava com 54 anos quando lhe ministrou a primeira aula de História. Daí em diante, ouviu e recebeu seus ensinamentos por sete anos ininterruptos. Tempo suficiente para o florescimento de uma amizade nutrida pelo respeito, pelo carinho e pela admiração. Como se não bastassem os dotes intelectuais do professor Arthur Fortes, fisicamente era uma figura bonita, elegante e carismática. Um gentleman. Tantas qualidades num só indivíduo impressionaram profundamente a jovem aluna, que acabou associando a figura do pai à dele[i]. Antes porém que se encerrasse o ano seria publicado um estudo tratando de um intelectual militar[ii]. O general José Inácio de Abreu e Lima durante toda a sua vida se notabilizou pela forma radical com que defendera suas posições liberais. Pertenceu ao estado-maior do exército de Simon Bolívar e ao voltar a Pernambuco, sua terra natal, tinha o prestígio que lhe foi conferido pelas condecorações que recebeu como libertador da Nova Granada e da Venezuela, depois de ter ficado ausente da terra onde nasceu, durante 24 anos. No momento em que regressou estava eclodindo a revolução praieira, de 1848. Alistou-se ao lado dos liberais e lutou em defesa da nacionalização do comércio, por eleições diretas, em favor da descentralização do poder das províncias e pela instituição do casamento civil. Após a derrota do movimento, dedicou-se Abreu e Lima a uma intensa atividade intelectual. As suas posições políticas faziam do general simpatizante da Igreja Anglicana. Distribuiu com algumas famílias recifenses bíblias impressas em Londres[iii].
[i] Cf. SANTOS, Maria Nely. Op. cit. p. 92. [ii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1981. “José Ignácio de Abreu e Lima o general das massas”. In: Gazeta de Sergipe. 28 de agosto. [iii] Cf. NASCIMENTO, Jorge Carvalho do. 1999. A cultura ocultada ou a influência alemã na cultura brasileira durante a segunda metade do século XIX. Londrina, Editora UEL. p. 76.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 10h41
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OS ESTUDOS SOBRE INTELECTUAIS NA HISTORIOGRAFIA DE MARIA THETIS NUNES V
Durante a década de 1980 está concentrada a maior parte da produção dos estudos de Maria Thetis Nunes sobre intelectuais. No período de 1980 a 1989, ela publicou vinte e dois trabalhos acerca do tema. Dois textos circularam em 1980, dedicados a estudar docentes contemporâneos da autora[i]. Um deles, Joaquim Vieira Sobral, era o diretor do Atheneu no momento em que, adolescente recém chegada de Itabaiana, Maria Thetis ingressou no curso ginasial, em 1935, conforme revela em entrevista que concedeu a Maria Nely Santos: “vivi a época mágica do Atheneu de grande desenvolvimento, de grande movimento cultural, de grandes professores e do grande diretor Joaquim Vieira Sobral, a quem eu devo muito por ter me dado um apoio forte”[ii]. No ano seguinte, mais um trabalho sobre o magistério[iii].
[i] Cf. NUNES, Maria Thetis 1980. “Joaquim Sobral, o pioneiro da assistência ao estudante pobre”. In: Gazeta de Sergipe. 10 de outubro; NUNES, Maria Thetis. 1980. “Ao colega e amigo Dr. Jorge de Oliveira Neto”. In: Gazeta de Sergipe. 18 de junho. [ii] Cf. SANTOS, Maria Nely. 1999. Professora Thétis: uma vida. Aracaju, Gráfica Pontual. p. 89. [iii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1981. “Arthur Fortes, o professor”. In: Gazeta de Sergipe. 19 de julho de.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h50
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BLOG RECEBE MAIS DE 5.000 VISITANTES A CADA MÊS
O blog EDUCAÇÃO É HISTÓRIA recebeu 127.157 acessos desde a sua primeira publicação na rede Internet, no dia oito de dezembro de 2005. Este blog tem a pretensão de ser um espaço democrático destinado a publicação de textos, informações, artigos científicos, divulgação de eventos e comentários a respeito dos campos da Educação e da História, com ênfase nos estudos sobre História da Educação, História da Cultura, História da Ciência e Política. O blog é coordenado pelo Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento (jorge@ufs.br), a partir do trabalho que realiza o Grupo de Pesquisa em Históriada Educação da Universidade Federal de Sergipe. O primeiro texto publicado, em 08 de dezembro de 2005, foi um artigo escrito por Jorge Carvalho do Nascimento, tendo como título "A Colônia do Quissamã". Durante esses 36 meses que está em atividade na rede Internet, o bog recebeu 127.157 visitas, das quais 21.717 nos primeiros doze meses, 45.334 no segundo ano e 60.106 nos últimos 12 meses. Assim, no primeiro ano de funcionamento o blog recebia uma média de 1.809 visitas mensais, número que se elevou para 3.777 visitas mensais no segundo ano, superando o o dobro de visitas a cada dia, que eram 60 no primeiro ano e passou para 123 no segundo ano de atividades. No seu terceiro ano de funcionamento, o blog recebeu uma média de 5.008 visitantes a cada mês, praticamente triplicando a estatística dos primeiros 12 meses, enquanto o número médio de visitas por dia chega a 166. O blog EDUCAÇÃO É HISTÓRIA mantém link para 96 outros importantes endereços brasileiros e estrangeiros da rede web e nestes 36 meses de atividade publicou informações sobre 72 eventos nacionais e internacionais. Também foram publicados 892 textos sob a forma de artigo, 152 notícias e 42 resenhas bibliográficas. São 24 novos artigos a cada mês, além de 4 novas notícias, dois novos eventos e uma resenha bibliográfica inédita a cada 30 dias.
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h29
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O QUALIS PERIÓDICOS E A RBHE
Sociedade Brasileira de História da Educação
Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 2009. À Comunidade Científica. A Revista Brasileira de História da Educação, órgão de divulgação científica dessa área de pesquisa, é uma publicação da Sociedade Brasileira de História da Educação, entidade construída pelos historiadores da educação de nosso país. O empenho da entidade, por meio de suas diretorias, de seus pesquisadores e da Comissão Editorial desse periódico, transformou-o numa publicação de referência nacional e internacional, que atende, hoje, a todos os requisitos determinados pelos critérios Qualis da CAPES para periódicos A, ou seja, tem uma tiragem regular, quadrimestral, sem atrasos; está indexada em sete bases de dados, sendo três internacionais; os seus números estão todos liberados para acesso em versão digital na página da SBHE (www.sbhe.org.br); conta com a contribuição regular de pesquisadores estrangeiros, não só com artigos enviados individualmente, como também com textos inseridos em dossiês temáticos resultantes de projetos internacionais de pesquisa; é gerida por uma Comissão Editorial de alto nível, eleita em assembléia de sócios da entidade e, portanto, reconhecida por seus pares; a avaliação rigorosa empreendida por pareceristas ad hoc é reconhecida como uma marca dessa publicação. Por todos esses motivos, expressamos nosso total estranhamento e profundo desagrado, diante do resultado da avaliação que a classifica como B1. Reafirmamos que se trata de um coeficiente completamente incompatível com o nível do periódico e o reconhecimento de que goza na área da Educação como um todo, e o papel que desempenha na área de História da Educação, em particular. Acrescentaríamos, ainda, que a visão de conjunto do resultado da avaliação, para a área da Educação, desperta algumas outras preocupações: a) a área de História da Educação, salvo uma exceção, teve suas publicações excluídas da classificação nível A; b) a publicação da Sociedade Argentina de História da Educação, denominada Historia de la Educación Anuário, publicação correlata à brasileira, e que recebe parte importante da produção de nossos pesquisadores, foi classificada como “imprópria”, o que será motivo de grande constrangimento, além de ser um fato inexplicável; c) levando-se em conta que o parâmetro Qualis é base na avaliação dos programas de pós-graduação da área, torna-se urgente uma reflexão a respeito dos critérios que inseriram como A1 mais de 30 periódicos em língua inglesa, 3 em espanhol e somente 6 em português. Dos 16 periódicos classificados como A2 em língua portuguesa, 2 são publicações de Portugal. Também permanece a predominância da língua inglesa, com poucas publicações em espanhol (cerca de 10); d) importantes revistas nacionais das Ciências Humanas, por outro lado, classificadas como A1 em suas áreas, aparecem como B1 na Educação, apesar de se constituírem em veículos de publicação de nossos melhores pesquisadores; e) parece-nos ainda mais grave para a avaliação dos Programas o fato de que a grande maioria dos periódicos classificados como A1 e A2 possuem identidade predominante com outras áreas de estudo – a psicologia é a área mais contemplada –, ou com poucas sub-áreas da educação – há um claro privilégio da educação em ciências – ou, ainda, com temáticas específicas – estudos feministas, educação bilingüe, educação operária, educação para a paz, etc. – e vertentes teóricas – o behaviorismo, por exemplo. Consideramos que, dadas as repercussões dessa avaliação e seus resultados sobre a avaliação da área da Educação, no conjunto da pós-graduação no Brasil, e de seus pesquisadores, tendo em vista o peso que suas publicações adquirem na avaliação de seus pedidos nas agências de financiamento, o critério fundamental deve atender ao reconhecimento do campo, por meio da presença da pesquisa de boa qualidade realizada na área. Diante do baixo atendimento da demanda existente na Educação, seja na distribuição de bolsas de produtividade em pesquisa, seja em bolsas de mestrado e doutorado, seja em recursos para a realização de projetos de pesquisa e publicações, o privilégio concedido a publicações voltadas para um reduzido grupo de pesquisadores da área da Educação poderá trazer enormes prejuízos aos Programas de Pós-Graduação e seus quadros docentes e discentes. Ao expressarmos tais preocupações, temos a única intenção de colaborar com a equipe de colegas que penhorou esforços em realizar um trabalho árduo, que entendemos como necessário. Contamos com a sensibilidade de nossos representantes na consideração de nossas ponderações. Com os cumprimentos dos historiadores da educação, Profa. Dra. Claudia Alves Presidente da Sociedade Brasileira de História da Educação
Categoria: Noticias
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h27
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Seminário Sucessão familiar e alternativas de desenvolvimento das IES
http://www.abmes.org.br/seminarios
Data: 10 de fevereiro de 2009 - Hora: 9h e 30 min
Local: Auditório Victorio Lanza, em Brasília
Conferencista - Professor Fernando Curado, que abordará os seguintes sub-temas:
· As grandes questões das organizações de controle familiar – riqueza, sucessão e sustento;
· Os desafios do mercado nacional de educação – competição, mudança e consolidação; ,
· Alternativas para alinhar desejos e necessidades dos mantenedores; e,
· Exemplos.
Fernando Curado é graduado em Engenharia Industrial Mecânica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Master of Science pela Purdue University /EUA) e Ph.D. pela North Carolina State University/EUA. Fez vários cursos de especialização em Informática, Gerência da Qualidade e Management. É o fundador e Presidente da msci Governança e Estratégia desde 1991, depois de carreira executiva no Grupo Ultra, e carreira acadêmica na Business School São Paulo (BSP), Universidade de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PucRJ). Sua experiência executiva incluiu direção das áreas de TI da Oxiteno e do Grupo Ultra, das operações de projeto de engenharia da Ultratec e desenvolvimento de novos projetos para o Grupo Ultra. Presidiu a Probel S/A, onde completou sua atividade executiva que incluiu experiências em Tecnologia da Informação, Operações e Gerência Geral.
Na sua experiência acadêmica envolveu-se com Pesquisa Operacional, Inteligência Artificial, Tecnologia da Informação, Operações e Estratégia. Atualmente é instrutor da BSP e dos cursos de governança corporativa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (Ibgc).
Sua prática de consultoria está concentrada no atendimento a empresas familiares nacionais em questões de Governança, Estratégia e Gestão. Com sua equipe na msci Consultoria atende clientes com necessidades de equacionamento de questões de sucessão, formação de herdeiros e sucessores, constituição e operacionalização de conselhos de administração e implantação de melhores práticas de governança e gestão. É autor da obra “Entendendo a complexidade da empresa familiar”, lançada no segundo semestre de 2009, com ampla repercussão no ambiente das famílias empresárias.
Além do seminário, será realizado na tarde do dia 10, às 14h e 30min, na sede da ABMES a primeira reunião da diretoria da ABMES no ano de 2009.
O item central da pauta é o Plano anual das atividades da ABMES, já em processo de elaboração pela assessoria, para posterior discussão dos membros da diretoria. Para que o Plano vá ao encontro dos anseios dos associados, todos os participantes deverão analisar previamente os onze temas sugeridos para os seminários mensais, listados abaixo, e apresentar suas críticas e sugestões. As contribuições deverão ser encaminhadas para: Frederico Ramos ( frederico@abmes.org.br ), até o dia 2 de fevereiro.
1. Realidade do mercado educacional brasileiro;
2. Educação e desigualdade social no Brasil;
3. Política educacional, mudanças no mundo do trabalho e reforma curricular dos cursos de graduação no Brasil;
4. Cursos de formação de professores nas instituições públicas e privadas: caminho para a melhoria da qualidade da educação básica;
5. Avaliação do ensino superior: preparação para os novos embates com o Inep em 2009;
6. Novos instrumentos de avaliação para reconhecimento de cursos aprovados pelo Ministério da Educação;
7. O agravamento da situação do setor privado em função da crise econômica e/ou Linha de crédito educacional para capital de giro, financiamento de alunos e equipamentos;
8. Fusões & aquisições em tempos de crise, armadilhas por trás das oportunidades;
9. Política educacional, mudanças no mundo do trabalho e reforma curricular dos cursos de graduação no Brasil;
10. A nova grafia da Língua Portuguesa: o que muda; e,
Profissão mestre: novas alternativas para dignificar a vida dos professores.
O MEC editou as três primeiras portarias de 2009 com os novos instrumentos de avaliação de cursos superiores:
· Portaria n.º 1, de 5 de janeiro de 2009 (aprovação do instrumento de avaliação para reconhecimento dos cursos superiores de Tecnologia)
· Portaria n.º 2, de 5 de janeiro de 2009 (aprovação do instrumento de avaliação dos cursos de graduação – bacharelados e licenciaturas)
· Portaria n.º 3, de 5 de janeiro de 2009 (aprovação do instrumento de avaliação dos cursos de graduação em direito)
O Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho divulgaram a “Cartilha do Estágio” com as principais perguntas e respostas sobre os problemas na aplicação da Lei do Estágio.
Os documentos citados encontram-se na versão eletrônica desta carta – www.abmes.org.br . Clicar em “Palavra do presidente”.
Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h53
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XV JORNADA DE ENSINO DE HISTÓRIA E EDUCAÇÃO
http://www.ufrgs.br/gtensinodehistoria
Data: 03, 04 e 05 DE JUNHO
Local: UCS - CAXIAS DO SUL
Fontes e Ensino de História
Espelho das Virgens (séc. XIII)
GT ENSINO DE HISTÓRIA E EDUCAÇÃO
ANPUH-RS
Informações sobre inscrições e apresentação de comunicações, a partir de março no site da UCS
www.ucs.br
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Professor Dr. Nilton Mullet Pereira
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
Departamento de Ensino e Currículo/FACED
Telefone: 51 - 33084157 / 51 - 33083267
Email: nilton.mullet@ufrgs.br
www.ufrgs.br/gtensinodehistoria
www.gtestudosmedievais.ufrgs.br
Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h44
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OS ESTUDOS SOBRE INTELECTUAIS NA HISTORIOGRAFIA DE MARIA THETIS NUNES IV
De quatro trabalhos publicados, três tinham tal perfil: um estudo sobre Jenner Augusto[i], um outro sobre Horácio Hora[ii] e mais um a respeito da obra de Martin Fierro[iii]. O outro texto teve como preocupação os cinqüenta anos da morte do dicionarista Armindo Guaraná[iv]. Em 1975, apenas um trabalho sobre intelectuais, analisando a obra do professor José Calazans[v]. No ano de 1976, a marca dos estudos sobre intelectuais publicados por Maria Thetis Nunes, é a atividade médica: um texto sobre o médico Garcia Moreno[vi] e um outro a respeito de Manuel Bonfim[vii]. O terceiro trabalho versa sobre um militar[viii]. Um estudo sobre arquitetura[ix] marcou o ano de 1977, enquanto no ano seguinte a autora se voltou a estudar um professor do Atheneu[x].
[i] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1974. “O sergipano Jenner Augusto”. In: Gazeta de Sergipe. 06 de abril. [ii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1974. “Horácio Hora, o esquecido pintor romântico”. In: Gazeta de Sergipe.17 de setembro. [iii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1974. “Martin Fierro na literatura argentina”. In: Gazeta de Sergipe. 27 de janeiro. [iv] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1974. “O cinqüentenário da morte do Dr. Armindo Guaraná”. In: Gazeta de Sergipe. 10 de maio. [v] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1975. “O sergipano José Calazans”. In: Letras sergipanas. Setembro. [vi] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1976. “Garcia Moreno, o humanista”. In: Gazeta de Sergipe. 30 de outubro. [vii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1976. “Manuel Bonfim: pioneiro de uma ideologia nacional”. In: Momento. Aracaju, v. 1, n. 4. p. 19-24; NUNES, Maria Thetis. 1991. “Manuel Bonfim: pioneiro de uma ideologia nacional”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 8, n. 8. p. 42-43. [viii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1976. “O marechal João Batista de Matos: um sergipano honorário”. In: Gazeta de Sergipe. 06 de janeiro. [ix] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1977. “Grand Jean de Montigny na História da Arquitetura brasileira”. In: Gazeta de Sergipe. 16 de fevereiro. [x] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1978. “A ausência do Atheneu nos funerais do Prof. José Antônio”. In: Gazeta de Sergipe. 27 de setembro.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h41
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OS ESTUDOS SOBRE INTELECTUAIS NA HISTORIOGRAFIA DE MARIA THETIS NUNES III
Na década de 1970, foram dezessete os estudos sobre intelectuais produzidos pela autora aqui estudada. Os três estudos realizados no ano de 1972 versaram sobre arte[i], enfatizando os trabalhos do Aleijadinho e de Debret. Eles foram realizados no contexto das comemorações do sesquicentenário da independência do Brasil, celebrado naquele ano. Dos quatro trabalhos que circularam no ano de 1973, dois traziam a marca da polêmica. A autora produziu dois textos críticos a respeito da historiografia do professor Acrísio Torres Araújo[ii], à época professor da Escola Normal[iii] e um celebrado autor de livros didáticos de História de Sergipe. Os outros analisaram as trajetórias de vida de Clodomir Silva[iv] e Pero Vaz de Caminha[v]. Em 1974 a literatura e a arte voltaram a ser temáticas da predileção de Maria Thetis Nunes nos seus estudos sobre intelectuais.
[i] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1972. “O Aleijadinho e o nacionalismo artístico brasileiro”. In: Gazeta de Sergipe. 24 de junho; NUNES, Maria Thetis. 1972. “O Aleijadinho e o nacionalismo artístico brasileiro II”. In: Gazeta de Sergipe. 30 de junho; NUNES, Maria Thetis. 1972. “Debret e a renovação artística brasileira”. In: Gazeta de Sergipe. 12 de junho. [ii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1973. “A concepção da História do Prof. Acrísio Torres”. In: Gazeta de Sergipe. 14 de maio; NUNES, Maria Thetis. 1973. “Professor Acrísio Torres”. In: Gazeta de Sergipe. 18 de maio. [iii] Refiro-me ao Instituto de Educação Ruy Barbosa. [iv] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1973. “Minha gente de Clodomir Silva”. In: Gazeta de Sergipe. 19 de setembro. [v] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1973. “Quem era Pero Vaz de Caminha?” In: Gazeta de Sergipe. 27 de junho.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h42
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History of Education Quarterly
Volume 49, Issue 1, 2009. Pages: 1-38 Presidential AddressHow Getting into College Led Me to Study the History of Getting into College Harold S. Wechsler Pages: 39-67 A Struggle for Control and a Moral Scandal: President Edmund J. James and the Powers of the President at the University of Illinois, 191114 Winton U. Solberg Pages: 68-88 Tilting at Windmills? Judge Justine Wise Polier and a History of Justice and Education in New York City Jennifer de Forest Pages: 89-111 Reading, Writing and Radicalism: Right-Wing Women and Education in the Post-War Years June Melby Benowitz Pages: 112-119 Chicos, Chucos, and Chamacos: Perspectives in Chicana/o Educational History Mario Rios Perez Pages: 120-124 Dewey's Dream: Universities and Democracies in an Age of Education Reform by Lee Benson, Ira Harkavy, and John Puckett J. WESLEY NULL Pages: 125-127 Small Strangers: The Experience of Immigrant Children in America, 1880-1920 by Melissa Klapper JAMES R. BARRETT Pages: 128-132 To Export Progress: The Golden Age of University Assistance in the Americas by Daniel C. Levy ADAM R. NELSON Pages: 133-136 Come Follow Me and Forsake Temptation: Catholic Schooling and the Recruitment and Retention of Teachers for Religious Teaching Orders, 1922-1965 by Tom O'Donoghue ANN MARIE RYAN Pages: 137-142 Civic Engagement: Social Science and Progressive-Era Reform in New York City by John Louis Recchiuti BENJAMIN JUSTICE Pages: 143-147 The College "Y": Student Religion in the Era of Secularization by David P. Setran KATHERINE V. SEDGWICK Pages: 148-150 A Fatal Drifting Apart: Democratic Social Knowledge and Chicago Reform by Laura Westhoff KATHRYN L. WEGNER Pages: 151-153 Radicalizing the Ebony Tower: Black Colleges and the Black Freedom Struggle in Mississippi by Joy A. Williamson MARYBETH GASMAN
Categoria: Informação bibliográfica
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 10h45
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European Social Science History Conference (ESSHC) http://www.iisg.nl/esshc Data: 13-16 April, 2010 Local: Ghent (Belgium) Call for papers Network Education and Childhood The Network on Education & Childhood of the European Social Science History Conference invites papers for the next conference, which will take place from 13-16 April 2010 in Ghent, Belgium. In general the Network is interested in proposals concerning childhood and education, in all periods and on various issues and in different domains. In order, however, to stimulate and continue debates in the field of the history of education and childhood, we especially invite papers which from a historical perspective examine themes such as: Children and childhood in a globalizing world Children's rights and history of NGO's related to education and childhood Children, sexuality and sexual abuse Children, childhood, education and the history of emotion(s) Early childhood development and the brain Children, disability and special education Children, consumerism and play Children, violence and war Children, colonial childhood and postcolonial developments in education Children and the new media Methodology, autobiographical approaches and the child-perspective Children and childhood in politics and economy Individuals interested in organizing panels on one of these themes may contact the network chairs of Education and Childhood. In arranging panels on these themes, the possibility to coordinate sessions with other networks will be explored. To propose a panel or a paper it is necessary to follow procedures formulated at the ESSHC website http://www.iisg.nl/esshc. The deadline for paper and panel proposals is strict and will be until May 1ste, 2009 (including pre-registration). Network coordination: Bengt Sandin, bensa@tema.liu.se Annemieke van Drenth, drenth@fsw.leidenuniv.nl
Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 10h41
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VIII Encontro Cearense de Historiadores da Educaçao e I Encontro Cearense de Geografia da Educação
http://hbn.multimeios.ufc.br/eche/
Data: 25 a 28 de Maio de 2009
Local: UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - CAMPUS DO BENFICA
Secretarias do Encontro:
1. Faculdade de Educação/UFC
Endereço: Rua Waldery Uchoa, 1 - Benfica Cep: 60.020-110 Fortaleza Ce
2. Grupo de Pesquisa e Estudos em Geografia da Educação/Mestrado em Geografia da UECE
Endereço: Av. Paranjana, 1700 CEP: 62 740 000 - Campus do Itaperi Fortaleza-Ce
E-Mail: nhime.ufc@gmail.com This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
Realização:
- NHIME/Núcleo de História e Memória da Educação/Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira/FACED/UFC
- GEOEDUC/Grupo de Pesquisa em Geografia da Educação/Mestrado Académico em Geografia/UECE
- Grupo de Pesquisa e Estudos em História e Memória da Educação no Cariri/URCA
- Grupo de Pesquisa História e Memória Social da Educação e da Cultura/UVA
Promoção:
- Universidade Federal do Ceará - FACED/UFC
- Universidade Estadual do Ceará/UECE
- Universidade Regional do Cariri/URCA
- Universidade Estadual Vale do Acaraú/UVA
Apoio:
- Ministério da Educação da República do Brasil
- Ministério da Ciência e Tecnologia
- CAPES
- CNPQ
- FUNCAP
- Secretaria de Ciências e Tecnologia do Estado do Ceará
- ANPED
- Sociedade Brasileira de História da Educação
- Escola de Formação Permanente do Magistério de Sobral
- Secretaria de Cultura de Fortaleza
- Laboratório de Pesquisa Multimeios/FACED-UFC
- CREA-CE
- Expresso Guanabara
- FECOMÉRCIO SESC/SENAI/IPDC
Coordenação Geral: Dra. Maria Juraci Maia Cavalcante e Dr. Raimundo Elmo de Paula Vasconcelos Júnior - NHIME/FACED/UFC/UECE
Comissão Organizadora: José Edvar Costa de Araújo(UVA); Zuleide Fernandes de Queiroz(URCA), João Airton Pontes(UFC), Rui Martinho Rodrigues(UFC), Paulo Leitão dos Santos, Egberto de Melo, Gildênia Almeida, Silvanize Vieira, Socorro Braun, Rafael Caxiler, Wagner de Castro.
Secretária Geral: Maria das Graças de Araújo (NHIME/FACED/UFC) e Natalis Natacha Maciel de Oliveira (GEOEDUC/MAG/UECE).
Público-Alvo: Estudantes de graduação e pós-graduação em Educação, História e Geografia; profissionais e pesquisadores em Educação, História e Geografia e professores da Rede Escolar Pública.
Apresentação
O VIII Encontro Cearense de Historiadores da Educação e o I Encontro Cearense de Geografia da Educação têm o objetivo de dar visibilidade à produção acadêmica de pesquisadores experientes e iniciantes, sob diferentes recortes e perspectivas, que incidam sobre a temática geral proposta: Escolas e Culturas - Políticas, Tempos e Territórios de ações educacionais.
Dentre as muitas possibilidades da História e da Geografia, como ofício, está a que permite falar, contar, narrar a nós mesmos, por meio de nosso passado e do espaço que produzimos, de nossas matrizes culturais, das ações e processos educacionais, dos conflitos e resoluções, pensados a partir de contingências e possibilidades. São ciências que buscam desvendar as entranhas e liames da vida social, em suas dimensões econômica, política e cultural, distendidas no tempo e no espaço.
O evento quer contribuir para aglutinar as iniciativas de pesquisa na área de História e Geografia da Educação das diversas universidades públicas cearenses, favorecendo o fortalecimento de uma rede de ação institucional e a publicação dos seus resultados de pesquisa, que serão revertidos positivamente para o processo de ensino, formação de pesquisadores e professores, bem como para o conhecimento do passado e da dimensão territorial local, em conexão com as instâncias nacional e internacional, para um melhor entendimento dos desafios do presente.
Escolas e Culturas no plural constituem os ambientes sociais de foco da discussão proposta, com vistas a revelar, por um lado, a diversidade de experiências nos dois campos de ação, e por outro demarcar sinais de encontro e afastamento entre as políticas públicas, com vistas a identificar os pontos de contato e separação entre educação escolar e letrada e a educação dita informal de iletrados, consubstanciada nas diversas expressões culturais e denominada de cultura popular. Sabendo que, no Brasil, uns e outros são alvo de políticas públicas, julgamos necessário buscar um melhor entendimento sobre o paradoxo criado, historicamente, pela ênfase na alfabetização e escolarização por parte do Ministério da Educação e o empenho do Ministério da Cultura em valorizar as tradições culturais do povo brasileiro, com base no confronto entre o passado, o chão do presente e a pergunta sobre os rumos da educação brasileira, no perpassar de gerações.
Objetivos:
1) Dar visibilidade à produção acadêmica de pesquisadores experientes e iniciantes das universidades cearenses envolvidas, sob diferentes recortes e perspectivas, que incidam sobre o tema geral proposto: Escolas e Culturas - Políticas, Tempos e Territórios de ações educacionais;
2) Revelar as afinidades existentes entre a História e a Geografia da Educação como áreas relacionadas, respectivamente, com a problemática da ação educacional no tempo e no espaço;
3) Fazer uma aproximação entre os saberes docentes em circulação nas universidades cearenses e escolas da rede básica de ensino, no campo da História e da Geografia da Educação;
4) Discutir historicamente as políticas públicas no âmbito da educação e da cultura para entender o debate realizado no presente e vislumbrar novos horizontes.
Programação
Dia 25 de maio de 2009 (segunda-feira)
8 às 17 - Credenciamento
Local: Faculdade de Educação - FACED/UFC - CAMPUS DO BENFICA
19:00 Mesa de Abertura oficial - Coordenação do VIII ECHE, Direção da Faculdade de Educação/UFC, Coordenação do Programa de Pós-Graduação da FACED/UFC, Reitorias da UFC, UECE, URCA, UVA, Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza, Secretaria de Cultura de Fortaleza e Escola de Magistério de Sobral.
20:00 Conferência de abertura
Tema: ESCOLAS E CULTURAS - POLÍTICAS E AÇÕES EDUCACIONAIS NO TEMPO
Conferencista: SIMON SCHWARTZMANN (IETS/RJ)
Local: Auditório da Faculdade de Direito/UFC
21:00 Atividades Culturais
Dia 26 de maio de 2009 (terça-feira)
07:30 às 9:00 - Mini-Cursos
Local: FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UFC/CAMPUS DO BENFICA
9:30 às 12:00
MESA I - ESCOLAS E CULTURAS: POLÍTICA, PEDAGOGIA E PATRIMÔNIO.
Palestrantes: Milton Ramon Pires de Oliveira(UFV), Zilsa Santiago(UFC), Paulo Henrique Leitão dos Santos(UFC), Juraci Maia Cavalcante (UFC)
Coordenadora: Zilsa Santiago(UFC)
Local: AUDITÓRIO DA FACULDADE DE DIREITO/UFC
MESA II HISTÓRIAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Palestrantes: Antônio De Pádua Lopes(UFPI), Carlota Boto (USP), Pedro Ferreira Barros(Urca), Joan Édesson (Escola de Formação de Professores/Sobral).
Coordenador: Pedro Barros(URCA)
Local: AUDITÓRIO CASTELO BRANCO/REITORIA UFC
14:00 às 17:00 Comunicações Científicas
Local: FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UFC/CAMPUS DO BENFICA
17 às 18h Sessões de Pôsteres
Local: FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UFC/CAMPUS DO BENFICA
19:00 CONFERÊNCIA: ESPAÇO E EDUCAÇÃO NA GEOGRAFIA CULTURAL
Conferencista: Prof. Drª Zeny Rosenthal(UERJ)
Local: Auditório Castelo Branco-UFC/Benfica
20:00 - Atividades Culturais Concha Acústica
Dia 27 de maio de 2009 (quarta-feira)
07:30 às 9:00 - Mini-Cursos
Local: FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UFC/CAMPUS DO BENFICA
9:30 às 12:00:
MESA III - TERRITÓRIOS, INSTITUIÇÕES E AÇÕES EDUCACIONAIS
Palestrantes: Christian Dennys Monteiro de Oliveira (UFC), Carlos Augusto de Amorim Cardoso (UFPB), Luiz Cruz Lima (UECE), Elmo Vasconcelos Júnior (UECE/UFC), Otávio José Lemos Costa (UECE)
Coordenador: Prof. Dr. Elmo Vasconcelos Júnior
Local: AUDITÓRIO CASTELO BRANCO/REITORIA UFC
14:00 às 17:00 - Comunicações Científicas
Local: Centro de Referência do Professor FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UFC/CAMPUS DO BENFICA
17:00 às 18:00 Sessões de Pôsteres
Local: FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UFC/CAMPUS DO BENFICA
19:00 Lançamento de livro do evento e outros
Local: Salão de Convivência da Reitoria da UFC Benfica
20:00 Atividades Culturais Concha Acústica
Dia 28 de maio de 2009 (quinta-feira)
07:30 às 9:00 Mini-Cursos
Local: FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UFC/CAMPUS DO BENFICA
9:30 às 12:00:
MESA IV - FONTES PARA UMA HISTÓRIA CULTURAL DO CEARÁ: DOCUMENTOS, HISTORIOGRAFIA, MEMÓRIAS E IMAGENS DE AÇÕES CULTURAIS E EDUCACIONAIS
Palestrantes: Cesar Augusto Castro (UFMA), Régis Lopes (UFC), Ivna Holanda(UVA), Egberto Melo(UFC)
Coordenação: Egberto Melo (UFC)
Local: AUDITÓRIO DA FACULDADE DE DIREITO/UFC
14:00 às 17:00 Comunicações Científicas
Local: FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UFC/CAMPUS DO BENFICA
17:00 às 18:00 Sessões de Pôsteres
Local: FACULDADE DE EDUCAÇÃO/UFC/CAMPUS DO BENFICA
19:00 às 20:30 MESA DE ENCERRAMENTO
Palestrantes: Maria Juraci Maia Cavalcante(UFC), Elmo Vasconselos Júnior(UECE/UFC), Zuleide Fernandes(URCA), Edvar Costa Araújo(UVA)
Coordenação: Maria Juraci Maia Cavalcante
Local: AUDITÓRIO CASTELO BRANCO/REITORIA UFC
20:30 - Atividades Culturais - CONCHA ACÚSTICA
Eixos temáticos
1. Biografias e Intelectuais da Educação
2. Oralidade, Tradições e Expressões culturais
3. Histórias de Formação de Professores
4. Espaço e Educação
5. Escola, Reformas, Programas e Projetos Educacionais
6. Ensino de História Educacional
7. Fontes na História educacional
8. Educação e Formação profissional
9. Educação, Cultura e Políticas Públicas
10. Ensino de Geografia
Inscrições
I - Para as Inscrições feitas em Fortaleza:
A ficha de inscrição deve ser impressa, anexada a ela cópia do comprovante de depósito bancário e entregue no endereço abaixo:
Sala de Reunião da Linha de Pesquisa História e Memória da Educação(NHIME) do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira-Faced/UFC, às quartas-feiras, de 14 às 17 horas.
Endereço: Waldery Uchôa n° 01, Benfica CEP: 60020-110
Aos Cuidados da Secretária do Encontro: Maria das Graças de Araújo(NHIME/UFC)
II - Para as Inscrições fora do Estado:
A ficha de inscrição deverá ser impressa, anexada a ela cópia do comprovante de depósito bancário e enviada pelo correio para o endereço:
Faculdade de Educação/UFC
Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira
Núcleo de História e Memória da Educação
Endereço: Waldery Uchôa N° 01 Benfica
Cep:60020-110 - Fortaleza-Ceará-Brasil
Aos cuidados da Secretária do Encontro: Maria das Graças de Araújo e Natalis Natacha Maciel de Oliveira
III - Pagamento de Inscrições pelo:
Banco do Brasil 001
Agência: 3656-6
Conta Corrente: 30.820-X
VIII Encontro Cearense de Historiadores da Educação
I Encontro Cearense de Geografia da Educação
Modalidades:
- Inscrição com trabalho: 10/11/2008 a 01/03/2009
- Inscrição sem trabalho: 10/11/2008 a 31/03/2009
Informações:
Secretária Geral: Maria das Graças de Araújo NHIME/UFC e Natalis Natacha Maciel de Oliveira - GEOEDUC/UECE
E-mail: nhime.ufc@gmail.com This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it
Site: http//:www.faced.ufc/eche2009
Taxa de Inscrição:
- Aluno de Graduação: R$ 50,00
- Aluno de Pós-Graduação: R$ 70,00
- Professor do Ensino Básico: R$ 50,00
- Professor do Ensino Superior/Pesquisador: R$100,00
Carga Horária: 40 horas/aula
Número-Limite de Participantes: 500 (por ordem de inscrição)
Edital
NORMAS PARA INSCRIÇÃO DE TRABALHOS
As normas aqui descritas deverão ser seguidas à risca, pelas seguintes razões:
1. Os trabalhos que não atenderem aos critérios deste edital não serão examinados.
2. Sugerimos que os resumos e artigos passem previamente por uma revisão textual, uma vez que aspectos como coerência, clareza e correção gramatical serão considerados na avaliação dos trabalhos.
3. Poderão ser inscritos no máximo 03 (três) trabalhos por pesquisador.
4. Os artigos e resumos deverão ser enviados em arquivos separados.
Instruções Gerais PÔSTERES, COMUNICAÇÕES E MINI-CURSOS
1. Enviar à Secretaria Geral do Evento, via e-mail , o resumo e o texto, identificando o(s) autor(es), a(s) instituições de ensino ou pesquisa a que pertence(m), eixo temático, endereço postal e eletrônico.
2. Enviar o resumo e texto completo para pôster ou comunicação até 10 de fevereiro de 2009.
3. O projeto de Mini-curso deve conter: temática (relacionada a um dos eixos temáticos do evento), justificativa, objetivos, metodologia e referências bibliográficas, em no máximo 2 páginas, para ser desenvolvido em 3 dias/sessões de 90 minutos. Enviar, por e-mail, até o dia 10 de fevereiro de 2009, para avaliação da Comissão Científica.
Formato do resumo e do artigo
1. Resumo: máximo 10 linhas.
2. Artigo: de 8 a 12 páginas (incluindo a bibliografia) em formato A4, WORD;
3. Os textos devem conter: nomes completos dos autores, título, identificação institucional (universidade, faculdade, instituto de pesquisa) e e-mail dos autores em nota de rodapé.
4. O título deve ser conciso e dar uma idéia precisa do conteúdo do trabalho.
5. O resumo deve ser auto-contido, sumariar a metodologia, resultados e conclusões do trabalho, sem exceder o tamanho de 10 linhas. O resumo deverá conter 3 palavras-chave.
6. Citações a partir de 4 linhas: espaço simples, recuo à esquerda de 4 cm, fonte 10.
7. Devem ser obedecidos os tipos e formatos abaixo discriminados para o corpo do texto, cabeçalhos e notas de rodapés.
Tipos de Letras e Tamanhos de Fontes
1. Estilo Normal - fonte: Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5, justificado.
2. Estilo do Resumo fonte: Times New Roman, tamanho 12, justificado, espaçamento simples.
3. Notas de Rodapé - fonte: Times New Roman, tamanho 10, alinhamento justificado.
Referências bibliográficas seguir normas ABNT
Local
O Encontro será realizado na Universidade Federal do Ceará, nos seguintes espaços: Faculdade de Educação, Reitoria da UFC/Concha Acústica/Auditório Castelo Branco/Campus do Benfica e outros locais a serem definidos.
Hospedagem dos Conferencistas e Participantes: Hotel Olimpo/Avenida Beira-Mar e em outros hotéis e pousadas da cidade.
Veja abaixo sites com dados sobre a história de Fortaleza, pontos turísticos, rede de hotéis e pousadas mais acessíveis aos participantes de fora.
HISTÓRIA DE FORTALEZA:
fortaleza.o-ceara.com/diretorio/index.php?cat_id=0&cat_id_thm=99
http://www.ceara.com.br/fortaleza/
www.fortaleza.com.br
http://www.setfor.fortaleza.ce.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1&Itemid=5
HOTÉIS E POUSADAS:
http://www.hoteisemfortaleza.hoteis.com.br/
http://www.hoteis-pousadas.com.br/fortaleza/hoteisemfortaleza.html
http://www.hotelinsite.com.br/cidades/fortaleza.html
http://www.hotelbeiramar.com.br/
http://www.hotelseara.com.br/
http://www.holidayfortaleza.com.br/
http://www.vilagale.pt/pages/hoteis/?hotel=15
Translado
Informamos aos participantes do VIII ECHE que o translado para o local do evento é de responsabilidade individual de cada pesquisador inscrito.
O translado de conferencistas, palestrantes externos, pesquisadores e bolsistas do NHIME estará a cargo da Comissão Organizadora do evento.
Breve Histórico
O Núcleo de História e Memória da Educação completou onze anos de percurso. Nasceu no chão de sala de aula, no interior do Seminário de Educação Brasileira, no Programa de Pós-Graduação em Educação/UFC, na segunda metade da década de 1990, por sentirmos falta de uma literatura afeita à história educacional local. Em 2001, já contávamos com quase duas dezenas de integrantes em nossas reuniões semanais. Numa delas, a historiadora Silvana de Sousa Pinho, nossa mestranda, sugeriu que realizássemos um encontro onde os projetos de pesquisa, já concluídos e em andamento, pudessem ser apreciados por um público maior de pesquisadores da área de Educação e História.
Realizado em 2002, no Auditório da Biblioteca do Centro de Humanidades da UFC, no Campus do Benfica, o I Encontro Cearense de Historiadores da Educação atraiu cerca de uma centena de inscrições e contou com a participação do historiador Jorge Nagle, como nosso palestrante convidado e observador externo As palestras e trabalhos ali apresentados, foram reunidos no livro História e Memória da Educação no Ceará, publicado pela Imprensa Universitária da UFC, em 2002.
O II Encontro Cearense dos Historiadores da Educação foi realizado novamente no Campus do Benfica, em Fortaleza, em maio de 2003. Nele, houve uma duplicação do número de comunicações e de participantes em relação ao ano anterior. O encontro teve como palestrante convidada a professora Carlota Boto, da USP. As palestras e comunicações ali realizadas foram publicadas no livro Biografias, Instituições, Idéias, Experiências e Políticas Educacionais, pelo Selo Diálogos Intempestivos, da Editora da UFC, no mesmo ano.
O III Encontro Cearense de História Educacional ocorreu em Sobral, no Campus Universitário da Universidade Vale do Acaraú, em 2004. Envolveu apoio integral daquela universidade em cooperação institucional com a UFC e a Prefeitura de Sobral. Sob o tema Instituições, Protagonistas e Práticas, recebeu comunicações relativas à história educacional do Ceará e, em particular, da região do Vale do Acarau. As palestras e trabalhos ali apresentados foram reunidos e publicados no livro História da Educação: Instituições, protagonistas e práticas, pela Coleção Diálogos Intempestivos, das Edições UFC, em 2005.
O IV Encontro Cearense de Historiadores da Educação foi realizado novamente no Campus do Benfica, no Auditório da Biblioteca do Centro de Humanidades da UFC, sob a coordenação do Prof. José Arimateia Barros Bezerra. Teve um volume considerável de trabalhos e participantes inscritos e contou com a presença de um palestrante convidado, da Universidade Federal da Paraíba, o prof. Wojciech Andrzej Kulesza. O livro do encontro foi organizado por José Arimatea Barros Bezerra e Ariza Maria Rocha, e publicado recentemente, em razão de dificuldades de financiamento e de reorganização interna do nosso Núcleo, sob o título História da Educação: Arquivos, Documentos, Historiografia, Narrativas Orais e outros Rastros, pelas Edições UFC, em 2008.
O nosso V Encontro Cearense de Historiadores da Educação foi realizado na cidade serrana de Guaramiranga, em 2006, juntamente com o I Encontro Norte/Nordeste de História Educacional, a pedido da Sociedade Brasileira de História da Educação. Nele, retomamos o propósito de itinerância e interiorização que nos movera quando de sua realização em Sobral, dois anos antes, por razões diversas e relevantes, tanto do ponto de vista político, quanto pedagógico e científico. O livro História da Educação no Nordeste Brasileiro, publicado pelas Edições UFC, organizado por José Gerardo Vasconcelos e Jorge Carvalho do Nascimento, reuniu as palestras do citado evento.
Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 10h10
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OS ESTUDOS SOBRE INTELECTUAIS NA HISTORIOGRAFIA DE MARIA THETIS NUNES II
O conjunto de estudos realizados por Maria Thetis Nunes é constituído principalmente por artigos publicados em revistas científicas e jornais. Sem dúvida, jornais e revistas são as principais publicações periódicas, veículos importantes para a difusão e legitimação do discurso dos intelectuais. “O jornal como veículo rápido de notícias, a revista menos sujeita às contingências da rapidez e mais adequada para refletir diferentes aspectos da vida cultural e atender a interesses específicos”[i]. Mas, há também trabalhos em anais de eventos científicos dos quais ela participou, e onde divulgou parte dessa produção, além das separatas que produziu. A maior parte dessas histórias de vida apresentadas por Maria Thetis se pautou em dados que invariavelmente incluem data e local de nascimento, filiação, prole, formação educacional, profissão, exercício de funções públicas e morte. Em Thetis Nunes, os estudos sobre intelectuais têm cumprido diversos papéis. Dentre eles o de celebração de uma memória que cria vínculos de identidade entre os pesquisadores do tempo presente e autores e obras que atuaram sobre o tempo passado. A partir da discussão que Thetis Nunes faz com e sobre os seus intelectuais, emergem problemas que concernem à historiografia, à teoria da história que orienta a sua produção. Nos seus intelectuais, a autora busca os sentidos da experiência histórica e da vivência dos homens que analisa[ii]. Ao verificar essa experiência, ela trabalha o sentido da construção de um passado glorioso para Sergipe e os seus intelectuais, tentando demonstrar os momentos nos quais intelectuais sergipanos se puseram à frente dos seus pares de outras regiões do Brasil. É explícita em relação a esse tipo de problema ao falar de Tobias Barreto e da defesa que fez este autor em relação aos direitos da mulher[iii]. Ou, quando apresenta o trabalho do historiador e político Felisbelo Freire[iv], afirmando que o regimento da instrução pública aprovado por este governante do Estado de Sergipe, no período republicano, antecipou a reforma Benjamim Constant, implementada posteriormente a partir do Rio de Janeiro, a capital da nascente República. Esta é uma discussão ao gosto da historiadora Maria Thetis Nunes. A polêmica a respeito do pertencimento das idéias e a busca incansável das novidades que podem nascer na periferia. Durante trinta e um anos, no período de 1968 a 1999, a professora Maria Thetis Nunes publicou cinqüenta e quatro trabalhos, estudando a vida e a obra de trinta e oito intelectuais. Foram vinte e cinco professores, sete historiadores, quatro políticos, quatro artistas plásticos, quatro literatos, três clérigos, três engenheiros, três médicos, dois militares, um economista, um arquiteto, um filólogo, um filósofo e um sociólogo. Os dois primeiros estudos sobre intelectuais publicados por Maria Thetis Nunes datam do ano de 1968[v]: um trabalho sobre o escritor William Faulkner e um outro sobre D. Mário de Miranda Vilas Boas, importante líder do clero católico, formado pelas primeiras turmas do Seminário Diocesano Sagrado Coração de Jesus, criado em Sergipe no ano de 1913 pelo bispo D. José Thomaz.
[i] Cf. NASCIMENTO, Jorge Carvalho do e FREITAS, Itamar. 2002. “A revista em Sergipe”. In: Revista de Aracaju. Ano LIX, n. 9. p. 172. [ii] Na lista de trabalhos levantados, encontrei apenas um estudo sobre mulher, analisando a professora Norma Monte Alegre dos Reis. Os demais textos levantados são referentes a intelectuais do sexo masculino. [iii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1998. “Tobias Barreto, pioneiro da emancipação feminina”. In: Jornal Stylo. Junho. [iv] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1996. “A contribuição de Felisbelo Freire à historiografia brasileira”. Separata dos Anais da XVI Reunião da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica (SBPH). Curitiba; NUNES, Maria Thetis. 1987. “Felisbelo Freire, o historiador”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 4, n. 4. p. 92-93; NUNES, Maria Thetis. 1984. História da Educação em Sergipe. Rio de Janeiro: Paz e Terra. [v] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1968. “D. Mário, o professor”. In: A Cruzada.16 de março; NUNES, Maria Thetis. 1968. “Faulkner e o moderno romance norte-americano”. In: A Cruzada. 06 de janeiro.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 09h21
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