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120 anos do nascimento de Olave Baden-Powell
Em comemoração aos 152 anos do nascimento de Robert Baden-Powell, fundador do movimento escoteiro, e 120 anos de nascimento da sua mulher, Olave Baden-Powell, o blog EDUCAÇÃO É HISTÓRIA publica o texto traduzido, de forma livre, para o Português, por Moacir Starosta. Hoje, 22 de fevereiro são realizadas atividades em lembrança ao nascimento de Baden-Powell, mas os que muitos desconhecem é a mesma data de nascimento de sua esposa Olave. Olave St. Clair Baden-Powell, Baronesa Baden-Powell, esposa de nosso fundador, nasceu em Chesterfield, Inglaterra em 22 de fevereiro de 1889, sendo a sucessora de Agnes Baden-Powell como Chefe Mundial das Bandeirantes. Seu pai era Harold Soames, dono de uma cervejaria e artista, o qual viajava constantemente, o que fez com que sua educação fosse realizada por sua mãe, Katharine, de forma caseira. Olave chegou a ser ótima desportista em esportes ao ar livre, como, tênis, natação, futebol entre outros esportes, além de tocar violino com certa habilidade. Em janeiro de 1912, Olave conheceu o herói de guerra Baden-Powell em um transatlântico a caminho de Nova York, ela tinha 23 anos e ele 55 anos, e o mais curioso era que faziam aniversário na mesma data, noivaram em setembro do mesmo ano e casaram, em segredo, em 30 de outubro de 1912. Deste matrimônio tiveram três filhos, um homem e duas mulheres. Olave foi aclamada Chefe Mundial das Bandeirantes em 1930. No mesmo ano foi concedida a honra inglesa de Gran Dama do Reino Inglês do Império de George V. Em 1932 foi concedido a ela o título de Grande Dama da Cruz da Ordem, mais alta condecoração do Império Inglês (GBE) pela Rainha Elisabeth II. Em outubro de 1939 Olave se mudou para o Quênia com seu marido, que faleceu em 1941, em 1942, enfrentou possíveis ataques de submarinos em alto mar para voltar a seu apartamento “Grace and Favour” no Palácio do Tribunal de Hampton, o qual viveu de 1943 até 1976, desde que, o exército canadense havia tomado Pax Hill em função da guerra. Devido a Segunda Grande Guerra, viajou por todo Reino Unido, ela estava em viagem quando um míssil V2 danificou seu apartamento, em Londres. Foi a França, assim que aconteceu o Dia D - armistício, viajou pela Europa quando a guerra terminou para ajudar a reviver as bandeirantes e os escoteiros. Sofreu um infarte em 1961 e, desde esta data, foi proibida de viajar. Aos 80 anos em 1970 foi diagnosticada com diabetes, Olave morreu em 19 de junho de 1977 em um local conhecido como Casa de Birtley, Bramley, Inglaterra. Suas cinzas foram levadas ao Quênia para serem depositadas ao lado de seu marido. Dia 22 de fevereiro foi marcado como dia de B-P, ou dia do Pensamento, quando deveremos por algum momento reverenciar nossos fundadores. Segue abaixo o texto da última carta de Baden-Powell a Olave: Hoje, conheceremos um pouco da intimidade de nosso fundador e veremos a última carta que ele escreveu para sua querida esposa Olave, em uma das partes se vê o carinho e o respeito que ele teria por ela. Querida Dindo*: Não sei se minha debilidade crescente e inexplicável das últimas semanas significa o princípio do fim para mim, mas se é assim, não me importo pessoalmente, é algo natural. É chegado o momento de deixar esta vida. Tem sido uma vida extraordinariamente feliz, mas especialmente, nestes últimos vinte e sete anos, que terias tornado gloriosos e felizes para mim. Não creio que tenha desperdiçado muito de meu tempo enquanto vivi. É bom pensar que, além de meu militarismo perfeccionista, nossos esforços pelos rapazes e moças e pelas crianças tem obtido êxito além do esperado. È bom sentir que nossos filhos estão todos casados, felizes e estabelecidos na vida. O mundo tem sido muito bom para mim e de algum modo, lamento deixá-lo com tudo que tem de interessante, mas é chegado o momento o qual não posso ser mais útil do que um mero observador, assim, é certo que parta. Mas, o que é mais importante para mim do que tudo no mundo é seres meu amor. O fato de ter de deixar-te é a dor que mais me aflige, não somente por mim, mas especialmente, pelo terrível abatimento que causará em tua própria vida. Algo que me tranqüiliza é que és razoável e, verás na justa proporção, como uma coisa natural que tem de acontecer e enfrentarás a prova com valentia durante um curto espaço de tempo, até que o tempo cure a ferida. Agrada-me pensar que tens a melhor maneira para confortarte ante esta situação, trabalhando bastante para as bandeirantes. Também tens o grande amor de teus filhos, que irá te ajudar. Tua aflição será a recordação que terás ao morrer, espero que não te deixes levar demasiadamente pela tristeza, assim morrei tranquilo. Minha D... Teu Bin. *Dindo, era assim que B-P chamava sua esposa na intimidade. ** Bin, era assim que Olave chamava B-P na intimidade,
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h45
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O PROFESSOR CALASANS E A POLÍTICA EDUCACIONAL II
Inspecionar as escolas foi importante para o Estado Novo, porque a inspeção se colocou para a administração pública como uma tecnologia que possibilitava o controle, a regulamentação, o reconhecimento e a cassação das atividades das escolas e dos professores. A presença de Calazans no Departamento de Educação se colocava sob o contexto das necessidades dessa política que impôs ao Estado de Sergipe o remanejamento e a reorganização da sua rede de escolas, o aparelhamento dos seus órgãos centrais, a admissão e remoção de professores, coisas que ocorreram na segunda metade da década de 1930 e durante a primeira metade do decênio seguinte. Apesar de mais conhecido que o técnico em política educacional, o historiador da educação sergipana José Calazans ainda não teve a sua obra devidamente analisada, não obstante ter sido pioneiro nesse campo. Os seus dois principais estudos da área (O Ensino Público em Aracaju.1830-1871 e Aracaju e Outros Temas) são textos fundadores. Ali, ele periodiza a história da educação em Aracaju. O primeiro período corresponde aos anos de 1830 a 1855, dando ênfase à mudança da capital e suas implicações na educação. O segundo período, de 1855 a 1871, faz referência ao ensino masculino, às dificuldades de implantação das cadeiras de Latim, Filosofia, Francês e ao sucesso do ensino feminino. Além de dar importância à figura de Brício Cardoso como diretor da Escola Normal, revelando a utilização do método Lancaster ou monitorial na instituição. Até agora, cinco trabalhos historiográficos voltaram o seu olhar para os estudos de História da Educação em Sergipe realizados por Calazans: a análise de Maria Thétis Nunes, um estudo de Anamaria Gonçalves Bueno de Freitas, um de Cristina Almeida Valença, um outro da autoria de Jorge Carvalho do Nascimento e mais um deste mesmo autor em parceria com Itamar Freitas. Este último texto, intitulado “A temática da educação na Revista do IHGS”, é revelador da importância de José Calazans como estudioso da História da Educação em Sergipe: “O trabalho de José Calasans é, todavia, o mais importante dentre os que se especializaram na área, durante a primeira metade do século XX. Disciplina acadêmica que constitui o seu campo a partir do final do século XIX, a História da Educação não se desenvolveu como um gênero da História e o seu objeto não era considerado dos mais nobres. Apropriada por filósofos e pedagogos nos cursos de formação de professores no Brasil, o campo só começou a merecer o olhar dos historiadores de ofício a partir da metade dos anos 1980. Não obstante, nos anos 1940, José Calasans já incorporara o discurso que os historiadores do nosso tempo legaram ao campo da História da Educação. O professor Calasans propõe que a história da educação da cidade de Aracaju seja estudada, levando-se em consideração instituições e práticas escolares. No seu tempo, a maior parte dos textos da área privilegiava as idéias pedagógicas e a organização legislativa dos sistemas de ensino. Inversamente, Calasans analisa e dá sentido ao trabalho de professoras e professores primários e secundários; as práticas do ensino público e do ensino privado; a ação estudantil; as experiências pedagógicas; os edifícios e os equipamentos escolares”. O fato de o primeiro estudo de História da Educação em Sergipe do qual efetivamente se pode afirmar que tinha um compromisso com os métodos da história e que buscou entender o processo efetivamente vivido, ter sido o inaugural artigo do professor José Calazans, “Ensino público em Aracaju (1830-1871)”, publicado em 1951, é por si mais do que suficiente para revelar a importância deste profissional da educação. A sua crença nas potencialidades civilizatórias educacionais, própria da geração dos brasileiros que foram influenciados pelo movimento da educação nova, ao lado do seu rigor historiográfico, são mais do que suficientes, quando acrescidos dos argumentos até agora esboçados, para a demonstração de que é urgente aos pesquisadores sergipanos de História da Educação a tarefa de estudar com seriedade e profundidade a contribuição de José Calazans, seja como professor, como definidor de políticas educacionais ou como pesquisador. Afinal de contas, pelo pioneirismo dos seus estudos e pelo esmero com o rigor metodológico das perspectivas teóricas que assumiu, José Calazans forma, ao lado de Nunes Mendonça e Thétis Nunes, uma espécie de “santíssima trindade” dos estudos sobre educação sergipana, inspirando teórica e metodologicamente as gerações de pesquisadores que têm trabalhado nas últimas três décadas.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h13
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O PROFESSOR CALASANS E A POLÍTICA EDUCACIONAL[1]
Ainda são incipientes os estudos de pesquisadores sergipanos que têm se debruçado sobre o trabalho de José Calazans. A sua importância como pesquisador da História do Brasil tem chamado a atenção de muitos estudiosos da historiografia brasileira para a obra deste sergipano que passou a maior parte da sua vida produtiva vivendo na cidade de Salvador, onde se vinculou institucionalmente à Universidade Federal da Bahia, na qual chegou a exercer a função de vice-reitor. A produção baiana de José Calazans despertou a curiosidade, principalmente dos estudiosos dos episódios que envolvem a guerra de canudos e a saga de Antônio Conselheiro, tema do qual ele se transformou num dos mais importantes dentre os muitos pesquisadores. Não obstante a sua grande contribuição ao campo da História realizada na UFBA, José Calazans deixou registros da sua marca de pesquisador em Sergipe, antes de mudar-se para a Bahia. Esses registros têm sido objeto da preocupação de poucos pesquisadores, é certo, mas de modo crescente vem merecendo reflexões por parte de estudiosos como Maria Thétis Nunes e Luiz Antonio Barreto. Também digno de registro é o trabalho de Carlos Antônio dos Santos, O Senhor da Velha Guarda: notas acerca do pensamento historiográfico de José Calazans. Trata-se de uma monografia apresentada para conclusão do curso de graduação em História da UFS no ano de 1999, sob a orientação da professora Lenalda Andrade Santos. Nos últimos tempos, a obra de Calazans encontrou em Itamar Freitas um bom inventariante e analista. Ao encerrar uma série de artigos que publicou no jornal Gazeta de Sergipe sob o título “Diálogos com Calasans”, este autor afirma que buscou “demonstrar o valor do trabalho pioneiro de Calasans, tanto em relação à história da historiografia como no esboço do tipo ideal de escrita da história no início dos anos 1970. Nesse suposto diálogo, ficou evidenciado o crescimento considerável dos estudos sobre a economia”. Depois de destacar a vida social, a política e a cultura, o analista aqui citado acrescenta a importância da “atividade historiadora em pelo menos três ‘gêneros’ trabalhados por Calasans: historiografia didática, biografia, e história dos municípios”. A preocupação central deste artigo é com um aspecto pouco difundido da vida e da obra de José Calazans: as suas contribuições à educação em Sergipe, tomadas sob três pontos de vista - o professor, o administrador da política educacional e o pesquisador de História da Educação. Com toda certeza, todos têm conhecimento do óbvio fato de haver Calazans contribuído como professor, posto que esta foi, ao longo da sua vida, a sua principal atividade econômica. Mas, quando se trata de dar conteúdo a este aspecto da sua existência, são quase inexistentes os estudos que nos permitem compreender quem foi o professor Calazans, sob quais padrões intelectuais atuou e de que modo se vinculou institucionalmente. Falo não da sua atividade como docente e pesquisador da Universidade Federal da Bahia, mas sim busco os registros do seu trabalho nas instituições escolares de Sergipe, antes da sua mudança para Salvador. Alguns estudos da área indicam que o professor aqui analisado atuou como docente da Escola Normal Rui Barbosa a partir da década de 1940, mas ainda não deram conta de esclarecer o seu trabalho na congregação daquele centro de formação de professores, o programa que oferecia nas disciplinas que ministrava, os livros que adotava, sua relação com os alunos e outros aspectos da sua prática pedagógica. Os estudiosos do campo até agora centraram as suas atenções, ainda que timidamente, apenas sobre a tese de concurso com a qual este foi aprovado, em 1942, para a cadeira de História do Brasil e de Sergipe: Aracaju: contribuição à história da capital de Sergipe, trabalho publicado no mesmo ano pela Livraria Regina. Como administrador da política educacional, José Calazans integrou a equipe do professor Arício Fortes, quando este dirigiu o Departamento de Educação. Ao ocupar tal cargo, o diretor geral Arício Fortes se assessorou do professor José Calazans, que ocupou a função de Assistente Técnico. O professor Zezinho Cardoso também integrava o núcleo central do poder no Departamento, na condição de Inspetor Geral do Ensino Primário. Eles três, juntos, faziam de dois em dois meses visitas inspecionadoras, sem prévio aviso, a determinados estabelecimentos de ensino. Os estudos de História da Educação em Sergipe ainda não deram conta de esquadrinhar esse período da nossa história educacional. Todavia, alguns trabalhos já nos fornecem indícios que podem permitir uma melhor compreensão da importância que tinham naquele período as práticas de inspeção escolar. Como intelectual, Calazans participava de um importante órgão administrativo do Estado, o que impõe a necessidade de realização de estudos que nos auxiliem a compreender a sua visão, o seu papel e a sua relação com a sociedade e com a educação. Na sua função de Assessor Técnico do Departamento de Educação, Calazans foi um dos encarregados de propor e fundamentar técnica e cientificamente a política educacional do Estado Novo em Sergipe. Política que nacionalmente sofria fortes influxos do pensamento de Alceu Amoroso Lima, certamente um dos intelectuais que mais opinou durante a gestão de Gustavo Capanema. Isto não significava uma generalização das formas de pensar e agir de todos os agentes intelectuais que desempenhavam os seus papéis técnicos. Assim, não obstante a intransigente defesa do ensino religioso católico feita por Alceu de Amoroso Lima, não foram poucos os conflitos vividos em Sergipe entre José Calazans e os demais membros da equipe do diretor do Departamento de Educação, Arício Fortes, quando juntos tomaram medidas que desagradaram os interesses das instituições escolares mantidas pela Igreja Católica no Estado. Ao estudar a história do Colégio Imaculada Conceição, em Capela, dirigido pelas irmãs concepcionistas, Sandra Maria dos Santos registrou alguns embates que ocorreram entre a equipe que José Calazans integrava e as freiras que comandavam aquela instituição escolar. No livro de crônicas do Colégio as irmãs escreveram que a equipe comandada pelo professor Arício Fortes chegou de surpresa: além de não ter havido qualquer prévio aviso, era o dia 17 de março de 1938, data na qual ninguém esperava tal visita, pois Aracaju celebrava naquele ocasião o 83o aniversário da mudança da capital: “o fizeram de um modo grosseiro e desdenhoso nos livros do secretario e nos aposentos da casa destinados as alunas internas e externas”. Estes embates e as queixas que deles ficaram registradas devem ser tomados e entendidos no contexto dos conflitos do período e são reveladores da importância do tipo de trabalho que realizava Calazans naquele momento, como bem diz trecho de uma carta enviada por Alceu Amoroso Lima a Gustavo Capanema no dia 19 de março do ano de 1935: “no terreno da educação, é que se está travando a grande batalha moderna das idéias”. Calazans procurou revestir a sua atuação profissional no Departamento de Educação de um caráter eminentemente técnico, tal como o fizeram outros intelectuais que trabalharam sob as mesmas circunstâncias em diferentes níveis de governo e regiões do Brasil, a exemplo de Lourenço Filho que dirigiu o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep, como Calazans, também defensor de idéias próprias ao movimento da Escola Nova. O professor sergipano defendia as idéias que Alceu Amoroso Lima, no dizer de Raquel Gandini, em Intelectuais, Estado e Educação, considerava “naturalista, materialista, imediatista e estatista”.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 08h14
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BLOG RECEBE MAIS DE 5.000 VISITANTES A CADA MÊS
O blog EDUCAÇÃO É HISTÓRIA recebeu 127.157 acessos desde a sua primeira publicação na rede Internet, no dia oito de dezembro de 2005. Este blog tem a pretensão de ser um espaço democrático destinado a publicação de textos, informações, artigos científicos, divulgação de eventos e comentários a respeito dos campos da Educação e da História, com ênfase nos estudos sobre História da Educação, História da Cultura, História da Ciência e Política. O blog é coordenado pelo Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento (jorge@ufs.br), a partir do trabalho que realiza o Grupo de Pesquisa em Históriada Educação da Universidade Federal de Sergipe. O primeiro texto publicado, em 08 de dezembro de 2005, foi um artigo escrito por Jorge Carvalho do Nascimento, tendo como título "A Colônia do Quissamã". Durante esses 36 meses que está em atividade na rede Internet, o bog recebeu 127.157 visitas, das quais 21.717 nos primeiros doze meses, 45.334 no segundo ano e 60.106 nos últimos 12 meses. Assim, no primeiro ano de funcionamento o blog recebia uma média de 1.809 visitas mensais, número que se elevou para 3.777 visitas mensais no segundo ano, superando o o dobro de visitas a cada dia, que eram 60 no primeiro ano e passou para 123 no segundo ano de atividades. No seu terceiro ano de funcionamento, o blog recebeu uma média de 5.008 visitantes a cada mês, praticamente triplicando a estatística dos primeiros 12 meses, enquanto o número médio de visitas por dia chega a 166. O blog EDUCAÇÃO É HISTÓRIA mantém link para 96 outros importantes endereços brasileiros e estrangeiros da rede web e nestes 36 meses de atividade publicou informações sobre 72 eventos nacionais e internacionais. Também foram publicados 892 textos sob a forma de artigo, 152 notícias e 42 resenhas bibliográficas. São 24 novos artigos a cada mês, além de 4 novas notícias, dois novos eventos e uma resenha bibliográfica inédita a cada 30 dias.
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 08h12
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17º COLE - INSCRIÇÕES ABERTAS!
http://www.alb.com.br/17cole
Data: 20 a 24 de julho de 2009
Local: Unicamp
As inscrições para o 17º COLE estão desde o dia 13 de Fevereiro.
Para os participantes na modalidade com Comunicação, os resumos dos trabalhos devem ter de 200 a 300 palavras, digitados diretamente no sistema de inscrições.
Cada trabalho terá cerca de 15 minutos para apresentação durante o evento.
Para trabalhos com mais de um autor, é necessário que os co-autores façam cadastro no site a partir de seu CPF, documento este que deve ser informado ao autor principal para submissão do resumo em nome do grupo.
Fique atento com os prazos de inscrição:
O prazo para entrega de resumos é até 30 de abril (último dia para inscrição com comunicação).
Os valores da inscrição são diferentes de acordo com a data. Confira no site: http://www.alb.com.br/portal/17cole/valores.html
Em caso de dúvida, entre em contato com a organização: 17cole@albcom.br
O 17 º Congresso de Leitura acontecerá no período de 20 a 24 de julho de 2009, na Unicamp, com o tema: "O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê. É preciso transver o mundo.." (Manoel de Barros) - 30 Anos de Cole.
A Associação de Leitura do Brasil, a Faculdade de Educação da Unicamp e a Prefeitura Municipal de Campinas, entidades promotoras deste COLE, informam que os interessados em participar deste evento e conhecer a programação devem acessar o link da página da ALB no endereço:
http://www.alb.com.br/17cole
Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 12h48
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OS ESTUDOS SOBRE INTELECTUAIS NA HISTORIOGRAFIA DE MARIA THETIS NUNES XII
CONSIDERAÇÕES FINAIS Os estudos sobre intelectuais realizados por Maria Thetis Nunes remetem a dois grandes pólos das suas preocupações: a historiografia e a história da educação. Nada menos de quinze trabalhos podem ser enquadrados fundamentalmente no campo da História educacional, enquanto a Historiografia é contemplada com doze textos. Outra preocupação muito constante nos estudos sobre intelectuais realizados pela autora diz respeito ao campo da arte (cinco trabalhos) e a atividades como a literatura, medicina, engenharia e agitação cultural. Mas também há estudos que contemplam a Filosofia, a Política, a Sociologia, o Jornalismo, os militares, a Arquitetura e a formação territorial e étnica de Sergipe. A maior parte desses estudos traz a marca forte de uma vigorosa memorialista que se motivou explicitamente em efemérides, como o falecimento de alguns dos intelectuais que analisou ou celebrações das datas de nascimento ou de morte dessas personalidades, para analisa-los. Ela celebra, principalmente, a memória de intelectuais sergipanos, em alguns casos buscando legitimá-los post mortem e em outros reificando a legitimação que eles obtiveram ainda vivos. Porém, outras motivações não estão afastadas, como a necessidade de produzir textos para participar de eventos científicos ou concorrer a premiações oferecidas a pesquisadores por instituições governamentais. De uma maneira geral, os textos produzidos por Maria Thetis Nunes sobre intelectuais são pródigos em elogios à ação destes, à exceção dos trabalhos historiográficos a respeito do professor Acrísio Torres Araújo, que trazem consigo o tom da polêmica por divergir do entendimento daquele autor. Todavia, o fato de constarem da lista de autores que ela analisou é, sem dúvida, mais uma chancela legitimadora do trabalho de todos. Os seus intelectuais atuaram invariavelmente como instrumentos fundamentais para a modernização da vida de Sergipe e do Brasil, viabilizando o progresso. Essa idéia de que a sociedade estava sempre orientada na direção do progresso foi comum entre os intelectuais apresentados por Maria Thetis Nunes e também assumida por ela como ferramenta de análise. Pela leitura dos intelectuais da autora, é visível a sua crença no progresso, da mesma maneira que a tradição intelectual na qual a mesma se inclui. Afinal, não é possível esquecer que Comte, Marx e Engels acreditavam na condição humana, mesmo que suas concepções de progresso muitas vezes divergissem. Os modos de interpretar os seus intelectuais assumidos por Maria Thetis Nunes, leva a uma homogeneização dos padrões de comportamento destes, mesmo quando eles têm posições teóricas e políticas distanciadas. A autora busca sempre a regularidade de fatos que ocorrem continuadamente. Por isto, encontra evidências que justificam diferentes perspectivas. A “razão de Estado”, de Nicolau Maquiavel, tanto pode ser um instrumento conceitual para explicar a formação política dos Estados nacionais quanto a atuação de grupos privados em uma dada sociedade. Os direitos e garantias individuais do homem tanto podem ser lidos como valor democrático universal quanto na condição de exercício da ideologia burguesa para submeter os seus oponentes de classe. Daí a explicação histórica, necessariamente, buscada por Maria Thetis em regularidades humanas que ultrapassam os limites de explicações como o antagonismo católicos X protestantes, burguesia X proletariado ou qualquer outro que se pretenda estabelecer, falando em nome da dialética com a qual opera. Um leitor eventualmente menos atento ou alguém que se relacione com o marxismo a partir da posição de um “beato” tem dificuldade em compreender como Maria Thetis opera com os seus intelectuais. Mesmo sendo entusiasta de uma certa vertente do marxismo, a autora toma as posições dos intelectuais buscando entender os autores com os quais se relaciona maduramente, a partir dos seus propósitos. Por isto, na maior parte das vezes a sua crítica ao trabalho intelectual é bastante parcimoniosa e quase imperceptível. Certamente, abordagens sobre intelectuais como as produzidas por Maria Thetis Nunes são importantes contribuições que servem para reafirmar a condição do indivíduo como sujeito da história, colocando em destaque as personalidades, no processo da vida social. As análises memorialísticas da autora estão para além das simples biografias, dando voz aos intelectuais estudados.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h27
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"Diccionario político y social del siglo XX español"
FERNÁNDEZ SEBASTIÁN, Javier y FUENTES, Juán Francisco (dirs.), "Diccionario político y social del siglo XX español", Madrid, Alianza Editorial, 2008, 1395 pp. ISBN: 978-84-206-8769-8.
Como en la nota previa del Diccionario se indica, el propósito de esta clase de obras de referencia, como ya sucedió en el anterior Diccionario dedicado al siglo XIX español, "no es coleccionar un repertorio de definiciones unívocas (diccionarios lexicográficos), ni tampoco reunir un conjunto de informaciones acerca de acontecimientos, instituciones, personas, etc. (diccionarios enciclopédicos), sino más bien trazar un mapa semántico que, partiendo del vocabulario, recoja las más sobresalientes experiencias políticas vividas por los españoles, en este caso a lo largo del novecientos". Con tal fin se han unido 47 especialistas para redactar 125 entradas o voces (acompañadas de una bibliografía y un muy útil índice analítico) que normalmente se inician con un comentario sobre los diferentes significados de la voz o concepto en cuestión en los diccionarios académicos, para pasar después a analizar las mutaciones, significados e interpretaciones de dicho concepto en la España del siglo XX. Esto no sucede, sin embargo, con la voz "Educación", redactada por Rafael Núñez Florencio, Lo que los lectores encontrarán en ella es una síntesis de la historia ideológico-política de la educación en dicho siglo, lo que evidencia la ausencia, en España y fuera de ella, de una historia de los conceptos educativos básicos. Al final de la voz (más que concepto) "Educación" se nos remite a otras relacionadas con ella: Cultura, Elites, España, Historia, Iglesia Católica, Krausismo-Institucionismo (a cargo de un buen especialista en el tema como Gonzalo Capellán de Miguel), Intelectual, Mujer y Regeneración (redactada, asimismo, por Rafael Núnez Florencio), pero, como es obvio, los historiadores de la educación podrán encontrar muy útiles otras lecturas. Por ejemplo, entre la casi totalidad de las voces, las relativas a los conceptos de Anarquismo, Ciudadanía, Democracia, Derechos, Estado, Franquismo, Laicismo-secularización, Memoria histórica, Movimiento estudiantil (a cargo de Miguel A. Ruiz Carnicer), Nación, Progreso y Público. Antonio Viñao
Categoria: Informação bibliográfica
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 21h59
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32ª Reunião Anual da Anped
Data: 4 a 7 de outubro de 2009
Local: Caxambu - MG
Estão abertas as inscrições de trabalhos e pôsteres para a 32ª Reunião
Anual da ANPEd a ser realizada em Caxambu entre os dias 4 a 7 de
outubro. Aproveitamos a oportunidade para reafirmarmos a importância da
participação dos pesquisadores na ANPEd fórum político de problematização
e debate sobre a educação brasileira e um espaço importante de discussão
qualificada da produção científica na área da História da Educação.
Ressaltamos a importância dos colegas mobilizarem-se no sentido de
submeterem trabalhos para apresentação no GT e incentivarem mestrandos e
doutorandos a fazerem o mesmo. Lembramos ainda, o espaço para a
apresentação de pôsteres visando a divulgação de pesquisas em andamento.
Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 21h53
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Divulgação Concurso UFF História da Educação
| Estarão abertas, no período de 2 a 6 de março próximos, as inscrições para o concurso em História da Educação, com 1 (uma) vaga para Professor Adjunto, 40 h DE, na Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF). O Edital do Concurso será publicado nos próximos dias e estará disponível no endereço www.uff.br/copemag. |
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Categoria: Noticias
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 21h49
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Paedagogica Historica: International Journal of the History of Education
Volume 44 Issue 5 is now available. Special Issue: A History of Teachers' Strikes TABLE OF CONTENTS 1. Introduction: mapping teachers' strikes: a "professionalist" approach, Pages 501 - 516 Authors: André D. Robert; Jeffrey Tyssens 2. La grève et les syndicats de l'enseignement privé en France, Pages 517 - 528 Author: Bruno Poucet 3. France: la grève du "bachot" de 1927, Pages 529 - 541 Author: Yves Verneuil 4. Le syndicalisme enseignant français et la grève: normes et normalisation d'une pratique (1948-1959), Pages 543 - 554 Author: Laurent Frajerman 5. Les grèves d'enseignants au Brésil et les images du métier: de la "classe ordonnée et disciplinée" aux "travailleurs en éducation" (São Paulo, 1963-1979), Pages 555 - 561 Author: Paula Perin Vicentini 6. The transmission of numeracy: integrating reckoning in Protestant North-German elementary education (1770-1810), Pages 563 - 585 Author: Maarten Bullynck 7. Teacher training inside or outside the university: the Belgian compromise (1815-1890), Pages 587 - 605 Author: Pieter Dhondt 8. Teachers' institutes in late nineteenth-century Ontario, Pages 607 - 620 Author: Patrice Milewski 9. Book reviews, Pages 621 - 624 Authors: Ning de Coninck-Smith; Heidi MacDonald Homepage ________________________________________ H-EDUCATION History of Education Discussion Network E-Mail: h-education@h-net.msu.edu WWW: http://www.h-net.org/~educ
Categoria: Informação bibliográfica
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 21h30
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OS ESTUDOS SOBRE INTELECTUAIS NA HISTORIOGRAFIA DE MARIA THETIS NUNES XI
Mas, não é menor a importância dos estudos que Maria Thetis Nunes realizou sobre outros seis intelectuais brasileiros, como o professor Álvaro Vieira Pinto[i], de quem foi aluna no Instituto Superior de Estudos Brasileiros – o ISEB; o general José Ignácio de Abreu e Lima[ii]; o historiador Nelson Werneck Sodré[iii], também seu professor no período isebiano; o escultor Aleijadinho[iv]; o engenheiro Antônio Pereira Rebouças[v]; e o marechal João Batista de Matos[vi]. Do mesmo modo, Maria Thetis Nunes escreveu sobre sete intelectuais nascidos no exterior: o padre Inácio de Tolosa[vii]; o Marquês de Pombal[viii]; o artista plástico Jean Baptiste Debret[ix]; os escritores William Faulkner[x] e Martin Fierro[xi]; o arquiteto Gran Jean de Montigny[xii]; e, Pero Vaz de Caminha[xiii]. NOTAS
[i] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1987. “A morte do professor Álvaro Vieira Pinto”. In: Gazeta de Sergipe. Março. [ii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1981. “José Ignácio de Abreu e Lima o general das massas”. In: Gazeta de Sergipe. 28 de agosto. [iii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1999. “Morre o historiador Nelson Werneck Sodré”. In: Gazeta de Sergipe. 24 de janeiro. [iv] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1972. “O Aleijadinho e o nacionalismo artístico brasileiro”. In: Gazeta de Sergipe. 24 de junho; NUNES, Maria Thetis. 1972. “O Aleijadinho e o nacionalismo artístico brasileiro II”. In: Gazeta de Sergipe. 30 de junho. [v] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1998. O bicentenário do baiano Antônio Pereira Rebouças, sua passagem pela província de Sergipe. Separata dos Anais da XVVV Reunião da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica (SBPH). Rio de Janeiro; NUNES, Maria Thetis. 1999. “Bicentenário do baiano Antonio Pereira Rebouças, sua passagem pela Província de Sergipe”. In: Gazeta de Sergipe. 02 de janeiro. [vi] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1976. “O marechal João Batista de Matos: um sergipano honorário”. In: Gazeta de Sergipe. 06 de janeiro. [vii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1984. “A carta do padre Inácio de Tolosa”. In: Gazeta de Sergipe.05 de outubro. [viii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1983. A política educacional de Pombal e sua repercussão no Brasil-Colônia. Separa dos Anais da II Reunião da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica (SBPH). São Paulo. [ix] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1972. “Debret e a renovação artística brasileira”. In: Gazeta de Sergipe. 12 de junho. [x] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1968. “Faulkner e o moderno romance norte-americano”. In: A Cruzada. 06 de janeiro de 1968. [xi] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1974. “Martin Fierro na literatura argentina”. In: Gazeta de Sergipe. 27 de janeiro de. [xii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1977. “Grand Jean de Montigny na História da Arquitetura brasileira”. In: Gazeta de Sergipe. 16 de fevereiro. [xiii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1973. “Quem era Pero Vaz de Caminha?” In: Gazeta de Sergipe. 27 de junho.
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Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h53
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OS ESTUDOS SOBRE INTELECTUAIS NA HISTORIOGRAFIA DE MARIA THETIS NUNES X
Nesse mesmo grupo há pessoas que nasceram em outros Estados, mas marcaram a vida sergipana, a exemplo de Acrísio Torres Araújo[i], natural do Ceará, que atuou aqui como docente, livreiro e autor de livros didáticos de História e Geografia de Sergipe. Também nascidos em Sergipe são historiadores, como Felisbelo Freire[ii] e Carvalho Lima Junior[iii]; artistas plásticos, a exemplo de Horácio Hora[iv] e Jenner Augusto[v]; médicos, como Manuel Bonfim[vi]; agitadores culturais como Eurico Amado[vii] e Gilberto Amado[viii]; políticos, a exemplo de Fausto Cardoso[ix]; sociólogos, como Florentino Teles de Meneses[x]; profissionais do Direito, a exemplo de Armindo Guaraná[xi]; clérigos, como D. Mário Miranda Vilas Boas[xii]; e, jornalistas, como Orlando Dantas[xiii].
[i] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1973. “A concepção da História do Prof. Acrísio Torres”. In: Gazeta de Sergipe. 14 de maio; NUNES, Maria Thetis. 1973. “Professor Acrísio Torres”. In: Gazeta de Sergipe. 18 de maio. [ii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1996. A contribuição de Felisbelo Freire à historiografia brasileira. Separata dos Anais da XVI Reunião da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica (SBPH). Curitiba; NUNES, Maria Thetis. 1987. “Felisbelo Freire, o historiador”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 4, n. 4. p. 92-93. [iii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1986. “Carvalho Lima Junior”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 3, n. 3. p. 88-89; NUNES, Maria Thetis. 1985. “Carvalho Lima Junior, um historiador em busca de um biógrafo”. In: Arte e Literatura. N. 191. 07 de junho. [iv] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1974. “Horácio Hora, o esquecido pintor romântico”. In: Gazeta de Sergipe.17 de setembro. [v] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1974. “O sergipano Jenner Augusto”. In: Gazeta de Sergipe. 06 de abril. [vi] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1994. Manuel Bonfim (1868-1932). Separata da Revista do IHGB. Rio de Janeiro, 155 (384). 558-567. Jul./set.; NUNES, Maria Thetis. 1976. “Manuel Bonfim: pioneiro de uma ideologia nacional”. In: Momento. Aracaju, v. 1, n. 4. p. 19-24; NUNES, Maria Thetis. 1991. “Manuel Bonfim: pioneiro de uma ideologia nacional”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 8, n. 8. p. 42-43. [vii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1984. “Menor a UFS com a saída de Eurico Amado”. In: Gazeta de Sergipe. 24 de dezembro. [viii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1999. “O sergipano Gilberto Amado”. In: Informe UFS. 15 de junho. [ix] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1996. “Noventa anos da morte de Fausto Cardoso”. In: Gazeta de Sergipe. 28 de agosto. [x] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1986. “O centenário de Florentino Teles de Meneses”. In: Gazeta de Sergipe. 07 de novembro. [xi] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1974. “O cinqüentenário da morte do Dr. Armindo Guaraná”. In: Gazeta de Sergipe. 10 de maio. [xii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1968. “D. Mário, o professor”. In: A Cruzada.16 de março. [xiii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1985. “Orlando Dantas, o humanista”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 2, n. 2. p. 61.
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Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h18
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OS ESTUDOS SOBRE INTELECTUAIS NA HISTORIOGRAFIA DE MARIA THETIS NUNES IX
Os trinta e oito intelectuais estudados por Maria Thetis Nunes, contudo, marcaram não apenas a vida sergipana. Plenamente identificados com a vida de Sergipe estão vinte e cinco deles. Professores nascidos em Sergipe, como José Antônio da Costa Melo[i], Norma Monte Alegre[ii], Luis Carlos Rollemberg Dantas[iii], Jorge de Oliveira Neto[iv], Arthur Fortes[v], Manuel Luiz Azevedo d’Araujo[vi], José Rollemberg Leite[vii], Garcia Moreno[viii], João Ribeiro[ix], Joaquim Sobral[x], Clodomir Silva[xi], Felte Bezerra[xii], José Calazans[xiii], Ovídio Valois Correia[xiv], Tobias Barreto[xv] e Alberto Carvalho[xvi].
[i] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1978. “A ausência do Atheneu nos funerais do Prof. José Antônio”. In: Gazeta de Sergipe. 27 de setembro. [ii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1984. “A morte da professora Norma Monte Alegre dos Reis”. In: Gazeta de Sergipe. 30 de agosto. [iii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1988. “A morte do professor Luis Carlos Rollemberg Dantas”. In: Gazeta de Sergipe. 12 de abril. [iv] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1980. “Ao colega e amigo Dr. Jorge de Oliveira Neto”. In: Gazeta de Sergipe. 18 de junho; NUNES, Maria Thetis. 1985. “Jorge Neto, o humanista”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 2, n. 2. p. 31. [v] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1981. “Arthur Fortes, o professor”. In: Gazeta de Sergipe. 19 de julho. [vi] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1983. “Centenário da morte de Manuel Luis (1883/1983)”. In: Gazeta de Sergipe. 27 de novembro; NUNES, Maria Thetis. 1984. Manuel Luiz Azevedo d’Araújo, educador da Ilustração. Premio Grandes Educadores brasileiros. INEP. Brasília. [vii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1999. “Dr. José Rollemberg Leite”. In: Revista do IHGS. Aracaju, n. 32, 1993/1999. p. 241-242. [viii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1976. “Garcia Moreno, o humanista”. In: Gazeta de Sergipe. 30 de outubro. [ix] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1988. “João Ribeiro: o intelectual de múltiplos facetamentos”. In: Caderno de Cultura do Estudante. São Cristóvão, v. 5, n. 5. p. 81-84. [x] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1980. “Joaquim Sobral, o pioneiro da assistência ao estudante pobre”. In: Gazeta de Sergipe. 10 de outubro; NUNES, Maria Thetis. 1987. “Professor Joaquim Sobral, o educador”. In: Jornal da Educação. Julho. [xi] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1973. “Minha gente de Clodomir Silva”. In: Gazeta de Sergipe. 19 de setembro; NUNES, Maria Thetis. 1987. “Minha gente de Clodomir Silva”. In: Letras sergipanas. Julho. [xii] Cf. NUNES, Maria Thetis. 1992. “O professor Felte Bezerra (1909-1990)”. In: Revista do IHGS. Aracaju, n. 31. p. 197-200.
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Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h31
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SEMINÁRIO ANUAL 2009 - PIERRE BORDIEU E A PESQUISA EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
http://jorge.carvalho.zip.net
Data: 27/02 a 27/12/2009
Local: AUDITÓRIO DO ARQUIVO DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE SERGIPE
A trajetória intelectual de Pierre Bourdieu foi marcante pela originalidade dos seus estudos acerca dos camponeses, dos artistas, da escola, dos clérigos, dos patrões, das classes sociais, contribuindo para os campos da Etnologia, da Sociologia, da Filosofia, da Sociolingüística, da Economia e da História. Desde a publicação do seu primeiro livro, Sociologia da Argélia, em 1958, de modo original ele demonstrou que a crise do campesinato não encontrava sua explicação apenas no debate sobre o capitalismo agrário, mas também nos mecanismos muito mais sutis que se relacionam com a sua própria reprodução, estabelecendo a partir de então o conceito de habitus. Com base neste ponto de partida, desenvolveu um acervo teórico que evidenciou o papel do capital cultural, aprofundou a noção de capital cultural e analisou as funções sociais das práticas culturais. Este tema Bourdieu retomariaquando já intelectual maduro, em 1992, publicou As regras da arte, propondo uma teoria geral dos campos e refletindo sobre a revolução simbólica ao tratar da função social dos intelectuais. A sua primeira análise mais densa sobre Educação aconteceu em 1970, quando publicou A Reprodução: Elementos para uma teoria do sistema de ensino, em parceria com Jean-Claude Passeron. Não obstante as críticas que o trabalho recebeu, ele foi fundamental para o aprofundamento da noção de violência simbólica, o que permitiu a Pierre Bourdieu desenvolver melhor as suas discussões acerca de idéias como a do mercado dos bens simbólicos, dando sentido a conceitos como campo de produção simbólica em sentido estrito. Para o autor, este é um espaço de produção erudita no qual os produtores têm por público, essencialmente, os outros produtores, seus concorrentes diretos. Neste debate, Bourdieu delimitou também a idéia de campo da grande produção cultural, explicitando os papeis que exercem o jornalismo e a indústria de bens culturais. Foi ainda estudando o campo de produção simbólica que o autor discutiu a especificidade do campo científico e as condições sociais do progresso da razão, observando tal campo de produção em sentido estrito e rompendo com a tradição dominante na Sociologia da Ciência, ao introduzir os conceitos de campo científico e capital científico e demonstrando a lógica do mercado científico, no qual os clientes mais importantes são os próprios concorrentes. Esgrimindo idéias originais, Bourdieu buscou, com o amadurecimento das suas reflexões, a incorporação de contribuições originárias da perspectiva neokantiana, como em A Distinção: crítica social do julgamento, que publicou em 1979, ara afirmar a sua teoria do conhecimento sociológico. O tema da Educação retornou fortemente às suas reflexões, sib tra perspectiva, em 1984, quando publicou Homo academicus, estudando o corpo docente e a instituição universitária da França, subinhando o academicismo, as lutas entre as disciplinas e a perspectiva escolástica. Tal análise ganhou maior aprofundamento em 1989, quando Bourdieu colocou em circulação o livro A nobreza do Estado, analisando as grandes escolas e o corporativismo. CRONOGRAMA DE DEBATES Data Texto Expositor 27/02 A Reprodução: Elementos para uma Teoria do Sistema de Ensino. Rio de Janeiro: Francisco Alves. 1970. Jorge Carvalho 27/03 Sociologia da Argélia. 1958. Samuel Albuquerque 24/04 Os herdeiros. 1964. Jônatas Menezes 29/05 A distinção: Crítica social do julgamento. 1979. Anamaria Bueno de Freitas 26/06 Homo academicus. 1984. Joaquim Tavares 31/07 A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 1987. 2ª edição. Ester Fraga 28/08 A nobreza do Estado. 1989. Vera Santos 25/09 O Desencantamento do Mundo: Estruturas Econômicas e Estruturas Temporais. São Paulo: Perspectiva. Rodorval Ramalho 30/10 Coisas Ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990. Luiz Eduardo Oliveira 27/11 As Regras da Arte: Gênese e Estrutura do Campo Literário. São Paulo: Cia. das Letras, 1996. Dinamara Feldens 27/12 Razões Práticas sobre a Teoria da Ação. Campinas: Papirus, 1997. Antônio Samarone Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação Inscrições: Enviar e-mail para jorge@ufs.br
Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h16
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