EDUCAÇÃO É HISTÓRIA
  
 
 

O sucesso de 1976 e a maioria parlamentar do MDB em Aracaju V

 

 

 

Mesmo com as dificuldades da lei Falcão, o Movimento Democrático Brasileiro saiu fortalecido das eleições municipais de 1976 em Aracaju e ganhou uma bancada numerosa de 11 vereadores e com prestígio suficiente na Câmara de Vereadores para organizar o trabalho de oposição ao prefeito João Alves Filho. A Arena elegeu apenas sete parlamentares na capital. Os emedebistas obtiveram em Aracaju 40.206 votos contra 28.357 da Arena.

 

 

Quadro XXXIII

VEREADORES ELEITOS PELA LEGENDA DO MDB EM ARACAJU - 1976

Antonio Mesquita

Arnóbio Patrício de Melo

Costa Pinto

Francisco Leite Neto[1] (Manoel Dorea)

Genelício Barreto de Lima

Gidenal Ferreira

João Alves da Silva

Jonas Amaral

José Batalha de Góes

Reinaldo Moura

Soares Pinto

Fonte: DANTAS, Ibarê. A tutela militar em Sergipe, 1964/1984: partidos e eleições num Estado autoritário. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997. p. 176.



[1] Francisco Leite Neto morreu antes de ser empossado e foi substituído por Manoel Dorea.



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Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h17
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O sucesso de 1976 e a maioria parlamentar do MDB em Aracaju IV

 

 

 

Como novidade que provocou certo mal estar em determinados setores considerados de vanguarda dentro do partido, destacava-se a candidatura de Genelício Barreto de Lima, irmão do então deputado estadual Jackson Barreto. Alguns setores do MDB insinuavam que o parlamentar tentava constituir uma rede de interesses, impondo um membro da sua família ao partido e deixando de respeitar as decisões da juventude emedebista que apontava outros nomes como candidatos ao parlamento da capital. Todavia, está é uma versão controvertida, da qual discordam até mesmo alguns militantes que atualmente assumem divergências em face das posições de Jackson Barreto de Lima, como Carlos Alberto Menezes, que à época liderava a juventude do MDB:

 

 

A idéia de Jackson e do partido ao qual ele pertencia, o PCB, era de que o vereador do grupo deveria sair da juventude emedebista. Isto, em 1976. Lembre-se que a juventude do MDB foi institucionalizada em 1974. Dois anos depois, a discussão que se processou foi a de que o vereador do grupo deveria sair da juventude emedebista. E o vereador indicado lá foi Carlos Alberto Menezes. Jackson Barreto me convidou para ter uma conversa com ele no escritório que mantinha no Edifício Mayara. Ele disse que era emissário do grupo e que estava ali me fazendo formalmente um convite para que eu fosse o candidato da juventude emedebista a vereador nas eleições municipais de 1976. De bate pronto eu recusei o convite com o argumento de que estava no último ano do curso de Direito. Era o ano de 1975. O grupo que Jackson representava convidou Elias Pinho de Oliveira, na mesma semana. Elias aceitou o convite. Em fevereiro de 1976 aconteceram as prisões da Operação Cajueiro, Elias foi preso e desistiu da candidatura e Jackson entrou em pânico. Ficou numa situação muito difícil e nesse contexto, com medo de ser preso, cassado e de perder o mandato foi que Jackson pensou na candidatura do irmão. Não há nenhuma razão para ninguém duvidar da honestidade da posição assumida por Jackson naquele momento, tendo em vista a posição assumida por ele anteriormente, ao convidar a mim e a Elias. O que mudou o quadro e impôs a candidatura de Genelício foi a Operação Cajueiro[1].

 

 

A Ala Jovem do MDB optou por votar no médico Lucilo da Costa Pinto para vereador.

O partido da oposição concorreu em 33 municípios, obteve 34 por cento do total de votos em disputa no Estado, conquistou oito prefeituras e 109 cadeiras de vereador.

 

 

Quadro XXXII

MUNICÍPIOS COM PREFEITOS ELEITOS PELA LEGENDA DO MDB - 1976

Município

Prefeito

Barra dos Coqueiros

José Motta Macedo

Graccho Cardoso

Manoel Pacheco de Lima

Ilha das Flores

Evaldo Calixto

Malhada dos Bois

José Sérgio da Silva

Santa Rosa de Lima

Edime Costa dos Santos

São Cristóvão

Lauro Rocha de Andrade

Telha

Vanildo Guimarães Lima

Tomar do Geru

João Velames de Oliveira

Fonte: DANTAS, Ibarê. A tutela militar em Sergipe, 1964/1984: partidos e eleições num Estado autoritário. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997. p. 176.

 

 


[1] Cf. MENEZES, Carlos Alberto. Entrevista concedida a Jorge Carvalho do Nascimento no dia 12 de setembro de 2008.

[2] Francisco Leite Neto morreu antes de ser empossado e foi substituído por Manoel Dorea.



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h33
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O sucesso de 1976 e a maioria parlamentar do MDB em Aracaju III

 

 

 

Quadro XXXI

CANDIDATOS A VEREADOR EM ARACAJU PELO MDB - 1976

Jidenal Francisco dos Santos

João Alves da Silva

João Bôsco da Silva Teles

João Bosco Mendonça

João Costa

João Hélio de Oliveira

Jonas da Silva Amaral Neto

José Amaral Fontes

José Batalha de Góes

José Carlos dos Santos

José Fernandes Oliveira

José Irênio de Menezes

José Soares Pinto

Lucilo da Costa Pinto

Luiz Correa Alves

Manoel Dória da Silva

Marçal de Oliveira Neto

Maria Arlete Barreto

Maria Ester Almeida

Milton de Oliveira

Nivaldo Teles de Menezes

Ovídio Filho

Reinaldo Moura Ferreira

Rosalvo Silva

Rosevaldo Souza Santos

Waler Freitas Freire

Fonte: Diário de Aracaju, Ano XI, nº 3.841, 13 de junho de 1976. p. 1.

 

 

Uma característica da chapa de candidatos a vereador chamava a atenção: 10 por cento dos nomes apresentados eram homens de comunicação, jornalistas e radialistas que participavam da imprensa em Aracaju (Acival Gomes Santos, Cádmo Otávio José do Nascimento, Hênio Antônio Botto da Costa, José Batalha de Góes e Reinaldo Moura Ferreira). Destes, alguns eram nomes que desfrutavam de forte popularidade, como Acival Gomes, principal apresentador do noticiário local da TV Sergipe, e Reinaldo Moura, então radialista de maior prestígio em Sergipe. Outras lideranças também marcavam a chapa de candidatos da oposição, como o psicólogo Bosco Mendonça, professor da Universidade Federal de Sergipe, apoiado pela ala jovem do MDB. O advogado Clóvis Barbosa de Melo era apoiado por Guido Azevedo.



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 13h35
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O sucesso de 1976 e a maioria parlamentar do MDB em Aracaju II

 

 

 

O Movimento Democrático Brasileiro realizou a convenção municipal no dia 12 de junho, numa sessão coordenada pelo presidente do Diretório Municipal do partido, Lucilo da Costa Pinto. Foram escolhidos os nomes de 51 candidatos a vereador:

 

 

Quadro XXXI

CANDIDATOS A VEREADOR EM ARACAJU PELO MDB - 1976

Acival Gomes Santos

Adirani Santos

Agnaldo da Rocha Menezes

Alvaro Augusto Azevedo

Antonio Santana Mesquita

Arnóbio Patrício de Melo

Aristides Pereira de Morais

Cádmo Otávio José do Nascimento

Cleuza Alves Melo

Clóvis Barbosa de Melo

Deoclécio Vieira da Silva

Edmo Sabino Ribeiro Chaves

Enoque dos Santos

Esperidião Pereira da Silva

Fernandes Ferreira de Melo

Francisco Rabelo Leite Neto

Francisco Ribamar Barbosa de Souza

Francisco Ribeiro

Genelício Barreto de Lima

George Martins Freire

Gidenal Ferreira

Givaldo Ferreira de Jesus

Hênio Antônio Botto da Costa

Israel Barroso da Silva

Ivo Marques de Barros

Fonte: Diário de Aracaju, Ano XI, nº 3.841, 13 de junho de 1976. p. 1.

 

 

 

 

 



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h25
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O sucesso de 1976 e a maioria parlamentar do MDB em Aracaju

O sucesso de 1976 e a maioria parlamentar em Aracaju

 

 

            Na esteira do sucesso que o partido obteve com a realização das eleições de 1974, a campanha de 1976 em Aracaju foi aberta no dia 20 de janeiro, com a presença de uma comitiva nacional liderada pelo presidente do MDB, Ulisses Guimarães. O evento realizado no plenário da Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe contou com a participação de representantes de quase todos os diretórios do partido no interior do Estado. No seu discurso, Ulisses Guimarães pregou a revogação do AI-5 e do decreto 477, as eleições diretas e afirmou que se o pleito de 1974 fosse realizado naquele momento, o partido teria uma vitória mais expressiva que aquela obtida dois anos antes:

 

 

O MDB é um partido de futuro, o que é comparado pela média etária dos seus candidatos, muito baixa. Isso leva ao rejuvenescimento das casas legislativas.

(...) Esta é uma campanha doutrinária. Um partido político não entra em férias, principalmente se ele é da oposição. Nesta peregrinação estamos seguindo o programa do partido, porque um partido sem programação não passa de um aglomerado de homens sem idéias[1].

 

 

O partido esteve vigilante durante toda a campanha, principalmente para evitar abusos como a utilização da estrutura do Funrural pelos candidatos governistas no interior do Estado, abuso insistentemente denunciado na Assembléia Legislativa pelo deputado Leopoldo Souza.

Em Aracaju, o MDB utilizou a estrutura do seu Instituto de Estudos Políticos, Econômicos e Sociais Dom Távora do Estado de Sergipe, realizando reuniões com moradores de bairros, investigando os principais problemas e realizando estudos que subsidiavam os discursos e as propostas dos seus candidatos. A primeira reunião aconteceu no bairro Santos Dumont, no dia 17 de janeiro, com a participação do presidente do Instituto, José Silvério Leite Fontes. O Instituto produziu um diagnóstico dos principais problemas do bairro, apontando como os principais a questão da saúde pública, a precariedade do fornecimento de energia elétrica, as deficiências no abastecimento de água.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



[1] Cf. “Ulisses diz que vitória do MDB será maior que a de 74”. In: Gazeta de Sergipe, Ano XX, nº 5.264, 21 de janeiro de 1976. p. 1.

 



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h47
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SEMINÁRIO ANUAL 2009 - PIERRE BORDIEU E A PESQUISA EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

http://jorge.carvalho.zip.net

Data: 27/02 a 27/12/2009

Local: AUDITÓRIO DO ARQUIVO DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE SERGIPE

A trajetória intelectual de Pierre Bourdieu foi marcante pela originalidade dos seus estudos acerca dos camponeses, dos artistas, da escola, dos clérigos, dos patrões, das classes sociais, contribuindo para os campos da Etnologia, da Sociologia, da Filosofia, da Sociolingüística, da Economia e da História. Desde a publicação do seu primeiro livro, Sociologia da Argélia, em 1958, de modo original ele demonstrou que a crise do campesinato não encontrava sua explicação apenas no debate sobre o capitalismo agrário, mas também nos mecanismos muito mais sutis que se relacionam com a sua própria reprodução, estabelecendo a partir de então o conceito de habitus. Com base neste ponto de partida, desenvolveu um acervo teórico que evidenciou o papel do capital cultural, aprofundou a noção de capital cultural e analisou as funções sociais das práticas culturais. Este tema Bourdieu retomariaquando já intelectual maduro, em 1992, publicou As regras da arte, propondo uma teoria geral dos campos e refletindo sobre a revolução simbólica ao tratar da função social dos intelectuais. A sua primeira análise mais densa sobre Educação aconteceu em 1970, quando publicou A Reprodução: Elementos para uma teoria do sistema de ensino, em parceria com Jean-Claude Passeron. Não obstante as críticas que o trabalho recebeu, ele foi fundamental para o aprofundamento da noção de violência simbólica, o que permitiu a Pierre Bourdieu desenvolver melhor as suas discussões acerca de idéias como a do mercado dos bens simbólicos, dando sentido a conceitos como campo de produção simbólica em sentido estrito. Para o autor, este é um espaço de produção erudita no qual os produtores têm por público, essencialmente, os outros produtores, seus concorrentes diretos. Neste debate, Bourdieu delimitou também a idéia de campo da grande produção cultural, explicitando os papeis que exercem o jornalismo e a indústria de bens culturais. Foi ainda estudando o campo de produção simbólica que o autor discutiu a especificidade do campo científico e as condições sociais do progresso da razão, observando tal campo de produção em sentido estrito e rompendo com a tradição dominante na Sociologia da Ciência, ao introduzir os conceitos de campo científico e capital científico e demonstrando a lógica do mercado científico, no qual os clientes mais importantes são os próprios concorrentes. Esgrimindo idéias originais, Bourdieu buscou, com o amadurecimento das suas reflexões, a incorporação de contribuições originárias da perspectiva neokantiana, como em A Distinção: crítica social do julgamento, que publicou em 1979, ara afirmar a sua teoria do conhecimento sociológico. O tema da Educação retornou fortemente às suas reflexões, sib tra perspectiva, em 1984, quando publicou Homo academicus, estudando o corpo docente e a instituição universitária da França, subinhando o academicismo, as lutas entre as disciplinas e a perspectiva escolástica. Tal análise ganhou maior aprofundamento em 1989, quando Bourdieu colocou em circulação o livro A nobreza do Estado, analisando as grandes escolas e o corporativismo. CRONOGRAMA DE DEBATES Data Texto Expositor 27/02 A Reprodução: Elementos para uma Teoria do Sistema de Ensino. Rio de Janeiro: Francisco Alves. 1970. Jorge Carvalho 27/03 A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 1987. 2ª edição. Ester Fraga 24/04 A distinção: Crítica social do julgamento. 1979. Anamaria Bueno de Freitas 29/05 Os herdeiros. 1964. Jônatas Menezes 26/06 Homo academicus. 1984. Joaquim Tavares 31/07 Sociologia da Argélia. 1958. Samuel Albuquerque 28/08 A nobreza do Estado. 1989. Vera Santos 25/09 O Desencantamento do Mundo: Estruturas Econômicas e Estruturas Temporais. São Paulo: Perspectiva. Rodorval Ramalho 30/10 Coisas Ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990. Luiz Eduardo Oliveira 27/11 As Regras da Arte: Gênese e Estrutura do Campo Literário. São Paulo: Cia. das Letras, 1996. Dinamara Feldens 27/12 Razões Práticas sobre a Teoria da Ação. Campinas: Papirus, 1997. Antônio Samarone Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação Inscrições: Enviar e-mail para jorge@ufs.br



Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h41
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Gilvan Rocha, a TV e a surpresa de 1974 XI

 

 

 

Quadro XXIX

VANTAGEM DE GILVAN ROCHA SOBRE LEANDRO MACIEL NOS CINCO MUNICÍPIOS EM QUE O CANDIDATO DO MDB OBTEVE MAIOR VOTAÇÃO - 1974

CIDADE

DIFERENÇA

Aracaju

12.656

Estância

2.505

Própria

1.772

São Cristóvão

1.290

Maroim

968

Fonte: DANTAS, Ibarê. A tutela militar em Sergipe, 1964/1984: partidos e eleições num Estado autoritário. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997. p. 175.

 

 

 Assim, mesmo tendo o candidato da Arena amealhado 73.848 votos no interior do Estado, ou seja, 13.495 a mais que o candidato emedebista, a vantagem de 30.467 votos que Gilvan Rocha conquistou na capital garantiu folgadamente a sua eleição.

 

 

 

 

Quadro XXX

VANTAGEM DE LEANDRO SOBRE GILVAN ROCHA NOS CINCO MUNICÍPIOS EM QUE O CANDIDATO DA ARENA OBTEVE MAIOR VOTAÇÃO - 1974

CIDADE

DIFERENÇA

Simão Dias

3.411

Lagarto

2.738

Tobias Barreto

2.435

Poço Verde

1.997

Riachão do Dantas

1.200

Fonte: DANTAS, Ibarê. A tutela militar em Sergipe, 1964/1984: partidos e eleições num Estado autoritário. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997. p. 175.

 

 

A boa votação recebida pelo jovem vereador Jackson Barreto de Lima, que se elegeu deputado estadual, foi surpreendente. Dos 6.393 votos que ele recebeu, cerca de cinco mil foram conquistados em Aracaju.

A crise econômica que atingiu o Brasil na era Geisel, a pressão popular que exigia o fim da ditadura e as condições políticas estabelecidas no país contribuíram para o bom desempenho do MDB nas eleições de 1974 e para o surgimento de novas importantes lideranças no país nesse período.

 

 

 



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h43
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