EDUCAÇÃO É HISTÓRIA
  
 
 

O MDB, as prisões e o terrorismo de Estado XXVIII

 

 

 

Não obstante haver passado à História como um ditador de postura mais moderada que a do seu sucessor, Castello Branco governou com mão de ferro, fechando o Congresso, proibindo manifestações estudantis, extinguindo partidos políticos e sendo conivente com a tortura. A repressão atingiu escolas, professores e estudantes, proibindo quaisquer manifestações de caráter político.

Em todo o Brasil, nos primeiros 30 dias após o golpe militar foram cassados 41 deputados federais, 29 líderes sindicais, 122 oficiais das forças armadas que apoiavam João Goulart, além de personalidades e intelectuais como o antropólogo Darcy Ribeiro, reitor da Universidade de Brasília; o economista Celso Furtado e Jânio Quadros, ex-Presidente da República. Nos meses seguintes, outro importante ex-presidente seria atingido pelas cassações: Juscelino Kubitscheck. As cassações vinham acompanhadas da suspensão, por 10 anos, dos direitos políticos do cassado, na prática um impedimento da ocupação de cargos públicos e do exercício do direito de votar e ser votado. Durante todo o ano de 1964 inúmeros funcionários públicos foram demitidos, enquanto cerca de três mil militares foram afastados das forças armadas. “As cassações de parlamentares prosseguiram em 1965 e 1966. Em outubro de 1966, a situação chega a tal ponto que até as moderadas lideranças do Congresso reclamam desse expediente, por considerá-lo exagerado”[1].

            A bancada do MDB que estava encerrando o seu mandato no final do ano de 1966 testemunhou a edição de atos extremamente fortes pelo presidente Castelo Branco. Nos seus dois primeiros anos, não obstante a edição dos atos institucionais, a ditadura ainda manifestava preocupações em oferecer certa aparência de legitimidade ao seu governo. Todavia, em 1966, esse tipo de preocupação se esvaiu rapidamente.  Em sete de dezembro daquele ano a ditadura publicou o ato institucional número quatro, convocando o Congresso Nacional que estava com suas atividades suspensas para discutir, votar e promulgar um projeto de Constituição redigido por uma comissão de juristas. Em 24 de janeiro de 1967, apenas 47 dias depois, foi promulgada a nova Constituição, que acatava as medidas de exceção, ampliava as atribuições do Poder Executivo, retirava do parlamento a capacidade de legislar sobre finanças e segurança pública e restringia o papel do Poder Judiciário. Além disso, colocava em posição destacada as regras sobre segurança nacional, estendendo a questão ao âmbito da política interna, mantendo ainda as eleições indiretas para Presidente da República e para os governadores de Estado.

Mas, o Movimento Democrático Brasileiro não pactuou com a farsa da reforma constitucional. Em janeiro, quando o Congresso se reuniu para votar as reformas na Constituição, o partido decidiu que não participaria das sessões de votação, por negar legitimidade àquela convocação. Assim, o governo militar e os arenistas foram obrigados a assumir sozinhos toda a responsabilidade pela violência praticada contra a carta constitucional brasileira.

 



[1] Cf. ARANHA, Carla. “A ditadura apresenta as suas armas”. In: Aventuras na História: Ditadura no Brasil – Tudo sobre o regime militar de 1964 a 1985. São Paulo: Editora Abril, 1984. p. 20.



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Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 02h44
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O MDB, as prisões e o terrorismo de Estado XXVII

 

 

 

Quadro XXXVIII

PESSOAS ENVOLVIDAS EM PROCESSOS NO ESTADO DE SERGIPE, DURANTE O PERÍODO DA DITADURA MILITAR, COM BASE NA LEI DE SEGURANÇA NACIONAL E OUTROS INSTRUMENTOS DE EXCEÇÃO

Virgílio de Oliveira

Militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB

17

Walmir Bruno Soares

Militante da Campanha Nacional de Alfabetização Paulo Freire

11

Walter Ribeiro Moreira

Militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB

12

Wellington Mangueira Marques

Militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB

14, 16, 18, 19 e 22

Zelita Rodrigues Correa

Militante do Movimento de Cultura Popular – MCP

8, 10, 11 e 14

Zenaide Rosa Sobral

Estudante de Geografia

22

Zuleica de Souza Mendes

Membro do Comando Geral dos Trabalhadores de Sergipe – CGT

5

5 - Indiciado pelo capitão Edgard Baptista de Mattos no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de agitação, subversão e fatos atentatórios contra a segurança nacional praticados por dirigentes sindicais.

8 - Indiciado pelo Segundo Tenente Gilson dos Santos Dantas no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de agitação e subversão.

10 - Indiciado pelo Capitão Antônio Bião Martins no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de politização, conscientização, agitação e malversação de dinheiro público no Movimento de Cultura Popular - MCP.

11 - Indiciado pelo Segundo Tenente Jorge Henrique Leite Fontes no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de politização, conscientização, agitação, subversão, corrupção e malversação de dinheiro público na Campanha Nacional de Alfabetização Paulo Freire.

14 – Preso no quartel do 28 BC.

16 – Indiciado na Lei de Segurança Nacional.

17 – Indiciado no art. 43 da Lei de Segurança Nacional, sob a acusação de reorganizar o Partido Comunista Brasileiro – PCB em Sergipe, por conta das apurações realizadas pela Operação Cajueiro.

18 – Preso em São Paulo e processado na Bahia por haver participado do Congresso da UNE realizado em Ibiuna.

19 Indiciado em Inquérito Policial Militar pelo 28 BC (1969-1970).

22 – Teve o seu desligamento da UFS solicitado pela Sexta Região Militar, com base no Decreto 477 e/ou pelo brigadeiro Armando Tróia, Diretor da Divisão de Segurança e Informação do Ministério da Educação e Cultura.



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h20
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SEMINÁRIO ANUAL 2009 - PIERRE BORDIEU E A PESQUISA EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

http://jorge.carvalho.zip.net

Data: 27/02 a 27/12/2009

Local: AUDITÓRIO DO ARQUIVO DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE SERGIPE

AVISO A coordenação do Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação: Intelectuais da Educação, Instituições Educacionais e Práticas Escolares informa o novo cronograma de encontros do Seminário PIERRE BORDIEU E A PESQUISA EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO. A trajetória intelectual de Pierre Bourdieu foi marcante pela originalidade dos seus estudos acerca dos camponeses, dos artistas, da escola, dos clérigos, dos patrões, das classes sociais, contribuindo para os campos da Etnologia, da Sociologia, da Filosofia, da Sociolingüística, da Economia e da História. Desde a publicação do seu primeiro livro, Sociologia da Argélia, em 1958, de modo original ele demonstrou que a crise do campesinato não encontrava sua explicação apenas no debate sobre o capitalismo agrário, mas também nos mecanismos muito mais sutis que se relacionam com a sua própria reprodução, estabelecendo a partir de então o conceito de habitus. Com base neste ponto de partida, desenvolveu um acervo teórico que evidenciou o papel do capital cultural, aprofundou a noção de capital cultural e analisou as funções sociais das práticas culturais. Este tema Bourdieu retomariaquando já intelectual maduro, em 1992, publicou As regras da arte, propondo uma teoria geral dos campos e refletindo sobre a revolução simbólica ao tratar da função social dos intelectuais. A sua primeira análise mais densa sobre Educação aconteceu em 1970, quando publicou A Reprodução: Elementos para uma teoria do sistema de ensino, em parceria com Jean-Claude Passeron. Não obstante as críticas que o trabalho recebeu, ele foi fundamental para o aprofundamento da noção de violência simbólica, o que permitiu a Pierre Bourdieu desenvolver melhor as suas discussões acerca de idéias como a do mercado dos bens simbólicos, dando sentido a conceitos como campo de produção simbólica em sentido estrito. Para o autor, este é um espaço de produção erudita no qual os produtores têm por público, essencialmente, os outros produtores, seus concorrentes diretos. Neste debate, Bourdieu delimitou também a idéia de campo da grande produção cultural, explicitando os papeis que exercem o jornalismo e a indústria de bens culturais. Foi ainda estudando o campo de produção simbólica que o autor discutiu a especificidade do campo científico e as condições sociais do progresso da razão, observando tal campo de produção em sentido estrito e rompendo com a tradição dominante na Sociologia da Ciência, ao introduzir os conceitos de campo científico e capital científico e demonstrando a lógica do mercado científico, no qual os clientes mais importantes são os próprios concorrentes. Esgrimindo idéias originais, Bourdieu buscou, com o amadurecimento das suas reflexões, a incorporação de contribuições originárias da perspectiva neokantiana, como em A Distinção: crítica social do julgamento, que publicou em 1979, ara afirmar a sua teoria do conhecimento sociológico. O tema da Educação retornou fortemente às suas reflexões, sib tra perspectiva, em 1984, quando publicou Homo academicus, estudando o corpo docente e a instituição universitária da França, subinhando o academicismo, as lutas entre as disciplinas e a perspectiva escolástica. Tal análise ganhou maior aprofundamento em 1989, quando Bourdieu colocou em circulação o livro A nobreza do Estado, analisando as grandes escolas e o corporativismo. APRESENTADOR TEXTO DATA Dinamara Feldens As Regras da Arte: Gênese e Estrutura do Campo Literário. São Paulo: Cia. das Letras, 1996. 04/09 Vera Santos A nobreza do Estado. 25/09 Rodorval Ramalho O Desencantamento do Mundo: Estruturas Econômicas e Estruturas Temporais. São Paulo: Perspectiva. 30/10 Luiz Eduardo Oliveira Coisas Ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990. 27/11 Joaquim Tavares Homo academicus. 1984. 27/12 Inscrições: Enviar e-mail para jorge@ufs.br



Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 10h47
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O MDB, as prisões e o terrorismo de Estado XXVI

 

 

 

Quadro XXXVIII

PESSOAS ENVOLVIDAS EM PROCESSOS NO ESTADO DE SERGIPE, DURANTE O PERÍODO DA DITADURA MILITAR, COM BASE NA LEI DE SEGURANÇA NACIONAL E OUTROS INSTRUMENTOS DE EXCEÇÃO

Roberto Ferreira Alves

Soldado do Exército

4

Rosa Helena

Militante da Campanha Nacional de Alfabetização Paulo Freire

11

Rosalvo Alexandre Lima

Engenheiro agrônomo

17

Rosendo Ribeiro Filho

Deputado Estadual

15

Sílvio Santana Filho

Estudante de Direito

22

Terezinha Ribeiro

Militante da Campanha Nacional de Alfabetização Paulo Freire

11

Tertuliano Azevedo

Delegado Regional do Trabalho

14

Valdevino Morizonte Ramagem

Sargento da Aeronáutica

4

4 - Indiciado pelo capitão Hélio de Carvalho no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades do Partido Comunista do Brasil – PC do B, classificado como organização de linha Marxista-Leninista obedecendo à linha chinesa.

11 - Indiciado pelo Segundo Tenente Jorge Henrique Leite Fontes no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de politização, conscientização, agitação, subversão, corrupção e malversação de dinheiro público na Campanha Nacional de Alfabetização Paulo Freire.

14 – Preso no quartel do 28 BC.

15 – Teve o mandato cassado.

17 – Indiciado no art. 43 da Lei de Segurança Nacional, sob a acusação de reorganizar o Partido Comunista Brasileiro – PCB em Sergipe, por conta das apurações realizadas pela Operação Cajueiro.

22 – Teve o seu desligamento da UFS solicitado pela Sexta Região Militar, com base no Decreto 477 e/ou pelo brigadeiro Armando Tróia, Diretor da Divisão de Segurança e Informação do Ministério da Educação e Cultura.



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h07
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O MDB, as prisões e o terrorismo de Estado XXV

 

 

 

Quadro XXXVIII

PESSOAS ENVOLVIDAS EM PROCESSOS NO ESTADO DE SERGIPE, DURANTE O PERÍODO DA DITADURA MILITAR, COM BASE NA LEI DE SEGURANÇA NACIONAL E OUTROS INSTRUMENTOS DE EXCEÇÃO

Paulo Afonso de Almeida

Estudante de Direito

22

Paulo Barbosa de Araujo

Membro do Comando Geral dos Trabalhadores de Sergipe – CGT

5, 7, 11, 12 e 14

Paulo Pacheco

Militante da Campanha Nacional de Alfabetização Paulo Freire

11

Paulo Perrucho Nou

Estudante de Direito

22

Pedro Hilário dos Santos

Militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB

12, 14 e 17

Renato Chagas

Militante do Movimento de Cultura Popular – MCP

9, 10, 11, 12 e 14

Robério Garcia

Militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB

12 e 14

5 - Indiciado pelo capitão Edgard Baptista de Mattos no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de agitação, subversão e fatos atentatórios contra a segurança nacional praticados por dirigentes sindicais.

7 - Indiciado pelo Primeiro Tenente José Gonçalves Filho no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de subversão e fatos atentatórios contra a segurança nacional.

9 - Indiciado pelo Segundo Tenente Geraldo Santana Morais no inquérito aberto na cidade de Pirambu para apurar as atividades de agitação e corrupção.

10 - Indiciado pelo Capitão Antônio Bião Martins no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de politização, conscientização, agitação e malversação de dinheiro público no Movimento de Cultura Popular - MCP.

11 - Indiciado pelo Segundo Tenente Jorge Henrique Leite Fontes no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de politização, conscientização, agitação, subversão, corrupção e malversação de dinheiro público na Campanha Nacional de Alfabetização Paulo Freire.

12 - Indiciado pelo Segundo Tenente Antônio Barreto Cardoso no inquérito aberto no Estado de Sergipe para apurar as atividades de agitação, subversão, atos atentatórios à segurança nacional, conclamação ao povo armado e articulações para desencadeamento de greves com finalidade de perturbação da ordem política e social da nação.

14 – Preso no quartel do 28 BC.

17 – Indiciado no art. 43 da Lei de Segurança Nacional, sob a acusação de reorganizar o Partido Comunista Brasileiro – PCB em Sergipe, por conta das apurações realizadas pela Operação Cajueiro.

22 – Teve o seu desligamento da UFS solicitado pela Sexta Região Militar, com base no Decreto 477 e/ou pelo brigadeiro Armando Tróia, Diretor da Divisão de Segurança e Informação do Ministério da Educação e Cultura.



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 07h47
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O MDB, as prisões e o terrorismo de Estado XXIV

 

 

 

Quadro XXXVIII

PESSOAS ENVOLVIDAS EM PROCESSOS NO ESTADO DE SERGIPE, DURANTE O PERÍODO DA DITADURA MILITAR, COM BASE NA LEI DE SEGURANÇA NACIONAL E OUTROS INSTRUMENTOS DE EXCEÇÃO

Ofenísia Soares Freire

Militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB

12

Orlando Dantas

Jornalista

25

Oscar Guimarães Mora

Militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB

12

Osvaldo Catan

Militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB

6 e 14

Otacílio de Melo e Silva

Jornalista

2

Otoniel da Silva Vieira Neto

Estudante de Direito

19 e 22

Oziel Dórea de Carvalho

Arquiteto

4, 5 e 19

2 - Indiciado pelo capitão Antonio Bião Martins Luna no inquérito aberto na cidade de Propriá para apurar subversão, agitação e malversação de dinheiros públicos.

4 - Indiciado pelo capitão Hélio de Carvalho no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades do Partido Comunista do Brasil – PC do B, classificado como organização de linha Marxista-Leninista obedecendo à linha chinesa.

5 - Indiciado pelo capitão Edgard Baptista de Mattos no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de agitação, subversão e fatos atentatórios contra a segurança nacional praticados por dirigentes sindicais.

6 - Indiciado pelo Primeiro Tenente José Sabino dos Santos no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de agitação, subversão, fatos atentatórios contra a segurança nacional e conscientização com politização popular.

12 - Indiciado pelo Segundo Tenente Antônio Barreto Cardoso no inquérito aberto no Estado de Sergipe para apurar as atividades de agitação, subversão, atos atentatórios à segurança nacional, conclamação ao povo armado e articulações para desencadeamento de greves com finalidade de perturbação da ordem política e social da nação.

14 – Preso no quartel do 28 BC.

19 Indiciado em Inquérito Policial Militar pelo 28 BC (1969-1970).

22 – Teve o seu desligamento da UFS solicitado pela Sexta Região Militar, com base no Decreto 477 e/ou pelo brigadeiro Armando Tróia, Diretor da Divisão de Segurança e Informação do Ministério da Educação e Cultura.

25 – Processado pelas denúncias que fez contra o Grupo Lume acerca da lavra dos recursos minerais de Sergipe, especialmente o Projeto Potássio.



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h10
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   EDUCAÇÃO É HISTÓRIA - 150.000 ACESSOS





O blog EDUCAÇÃO É HISTÓRIA recebeu mais de 150.000 acessos desde a sua primeira publicação na rede Internet, no dia oito de dezembro de 2005 e o mês de junho de 2009. Este blog tem a pretensão de ser um espaço democrático destinado a publicação de textos, informações, artigos científicos, divulgação de eventos e comentários a respeito dos campos da Educação e da História, com ênfase nos estudos sobre História da Educação, História da Cultura, História da Ciência e Política. O blog é coordenado pelo Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento (jorge@ufs.br), a partir do trabalho que realiza o Grupo de Pesquisa em História da Educação da Universidade Federal de Sergipe. O primeiro texto publicado, em 08 de dezembro de 2005, foi um artigo escrito por Jorge Carvalho do Nascimento, tendo como título "A Colônia do Quissamã". Durante esses 42 meses que está em atividade na rede Internet, o blog recebeu mais de 150.000 visitas, das quais 21.717 nos primeiros doze meses, 45.334 no segundo ano e 60.106 no terceiro ano. Assim, no primeiro ano de funcionamento o blog recebia uma média de 1.809 visitas mensais, número que se elevou para 3.777 visitas mensais no segundo ano, superando o dobro de visitas a cada dia, que eram 60 no primeiro ano e passou para 123 no segundo ano de atividades. No seu terceiro ano de funcionamento, o blog recebeu uma média de 5.008 visitantes a cada mês, praticamente triplicando a estatística dos primeiros 12 meses, enquanto o número médio de visitas por dia chega a 166. O blog EDUCAÇÃO É HISTÓRIA mantém link para 96 outros importantes endereços brasileiros e estrangeiros da rede web e nestes 42 meses de atividade publicou informações sobre 84 eventos nacionais e internacionais. Também foram publicados 1.040 textos sob a forma de artigo, 177 notícias e 49 resenhas bibliográficas. São 24 novos artigos a cada mês, além de 4 novas notícias, dois novos eventos e uma resenha bibliográfica inédita a cada 30 dias.  



Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h09
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O MDB, as prisões e o terrorismo de Estado XXIII

 

 

 

 

Milton Coelho de Carvalho

Membro do Comando Geral dos Trabalhadores de Sergipe – CGT

5, 14 e 17

Moacir Soares da Mota

Estudante de Direito

22

Napoleão Gomes de Carvalho

Militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB

12

Nelito Nunes Carvalho

Militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB

1 e 12

Nino Porto

Jornalista

14

Nivaldo Santos

Deputado Estadual

15

Noílio Alves dos Santos

Militante do Partido Comunista Brasileiro – PCB

2 e 12

1 - Indiciado pelo major Raul Martins Sampaio no inquérito aberto na cidade de Capela para apurar fatos e responsabilidades atentatórias à segurança nacional, corrupção e malversação de dinheiros públicos.

2 - Indiciado pelo capitão Antonio Bião Martins Luna no inquérito aberto na cidade de Propriá para apurar subversão, agitação e malversação de dinheiros públicos.

5 - Indiciado pelo capitão Edgard Baptista de Mattos no inquérito aberto na cidade de Aracaju para apurar as atividades de agitação, subversão e fatos atentatórios contra a segurança nacional praticados por dirigentes sindicais.

12 - Indiciado pelo Segundo Tenente Antônio Barreto Cardoso no inquérito aberto no Estado de Sergipe para apurar as atividades de agitação, subversão, atos atentatórios à segurança nacional, conclamação ao povo armado e articulações para desencadeamento de greves com finalidade de perturbação da ordem política e social da nação.

14 – Preso no quartel do 28 BC.

15 – Teve o mandato cassado.

17 – Indiciado no art. 43 da Lei de Segurança Nacional, sob a acusação de reorganizar o Partido Comunista Brasileiro – PCB em Sergipe, por conta das apurações realizadas pela Operação Cajueiro.

22 – Teve o seu desligamento da UFS solicitado pela Sexta Região Militar, com base no Decreto 477 e/ou pelo brigadeiro Armando Tróia, Diretor da Divisão de Segurança e Informação do Ministério da Educação e Cultura.



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Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h52
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