EDUCAÇÃO É HISTÓRIA
  
 
 

IV CIPA - IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE PESQUISA (AUTO)BIOGRÁFICA

http://www.ivcipa.fe.usp.br

Data: 26 A 29 de julho de 2010

Local: Universidade de São Paulo

Espaço (auto)biográfico: artes de viver, conhecer e formar é o tema proposto para o IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE PESQUISA (AUTO)BIOGRÁFICA. Quer-se mediante essa iniciativa fazer avançar as discussões e a produção de estudos que contemplem as várias instâncias de expressão (auto)biográfica e que constituem hoje, sem dúvida, um território de investimentos cognitivos no qual viver, conhecer e formar-se ganham novas dimensões ao se organizarem em relatos – objetos de investigação. Os encontros do CIPA vêm se consagrando pela sua contribuição à pesquisa em diversas áreas – notadamente a da formação – que buscam conhecer, explicitar e construir práticas (auto)biográficas mediante o intercâmbio entre pesquisadores de todo o país e de outras localidades. O IV CIPA prolonga a aventura (auto)biográfica, iniciada no primeiro encontro (Porto Alegre, 2004), e preserva o interesse pelos processos de construção dos sujeitos (individual e coletivamente), traduzido por diversas modalidades de invenções de si, na perspectiva do segundo congresso (Salvador, 2006). Formação, territórios e saberes, tal como se propôs no terceiro evento (Natal, 2008), constituiu-se em diretriz das análises acerca das formas de conhecimento possibilitadas pelas iniciativas (auto)biográficas. O CIPA de 2010 (São Paulo) tem como horizonte potencializar, simultaneamente, o exame do lugar instituído pelos estudos e perspectivas (auto)biográficas e pelo espaço de produção subjetivo e intelectual dos atos (auto)biográficos. Concebidas em suas dimensões sócio-histórico- psicológicas e estéticas, as artes do viver, conhecer e formar guiarão, portanto, o desenvolvimento dos estudos e trocas do IV CIPA. Eixos temáticos I. Modos de subjetivação: a invenção de si e a construção de identidades/representações II. O espaço (auto)biográfico: a vida como obra de arte (literatura, imagens, artes) III. Práticas de formação e pesquisas (auto)biográficas IV. Memória, dimensões sócio-históricas e espaços (auto)biográficos V. Gênero, geração, infância e família: perspectivas (auto)biográficas VI. Corpos, saúde e cuidados de si: narrativas e (auto) formação Modalidades de trabalho Comunicações: devem apresentar resultados de pesquisas concluídas. Pôsteres: podem conter resultados de pesquisas em andamento ou concluídas. Relatos de experiência de formação: devem apresentar narrativas de trabalhos de formação em andamento ou concluídos. Normas para submissão dos trabalhos a) As propostas de trabalho serão enviadas sob a forma de resumos expandidos. Os textos completos somente deverão ser remetidos após a aprovação dos respectivos resumos. b) Cada autor só poderá apresentar até 1 (uma) proposta de trabalho, para o conjunto das modalidades, seja individualmente ou em coautoria; c) Trabalhos em coautoria devem possuir o número máximo de 5 (cinco) autores, em qualquer das modalidades; d) Alunos de graduação só podem ser autores principais de propostas para a modalidade “Pôster”. Formato do resumo Texto sem parágrafos, com um mínimo de 400 e máximo de 500 palavras. A proposta deve apresentar, de forma clara, os objetivos, os referenciais teórico-metodológicos (incluindo as fontes utilizadas) e os resultados do trabalho. Vale lembrar que o resumo não deve incluir transcrições de texto, notas de rodapé e referências bibliográficas. Formato do texto completo Os autores dos trabalhos, cujos resumos forem aceitos, deverão encaminhar o texto completo dos mesmos até o dia 30 de abril de 2009, com as seguintes características: título em maiúsculas e negrito, seguido do(s) nome(s) completo(s) do(s) autor(es), identificação institucional (Universidade ou instituição de ensino e/ou pesquisa), e-mail do(s) autor(es), três palavras-chave, mínimo de 4.000 e máximo de 5.000 palavras, em forma de artigo, com os objetivos, a metodologia, a problemática anunciada devidamente desenvolvida, os resultados da pesquisa e as referências bibliográficas. O texto deve ser digitado em formato A4, margens 2,5 cm, fonte Times New Roman, letra tamanho 12, espaço simples, justificado em ambas as margens. As citações a partir de 4 linhas devem conter espaço simples, recuo à esquerda de 4 centímetros e fonte 11, sem aspas. As notas devem estar no final do texto. Os autores devem observar as normas ABNT em vigor quanto às referências bibliográficas. Línguas oficiais do evento Português, francês, espanhol e inglês. Calendário Inscrições* Submissão de propostas: até 05/02/2010 Divulgação dos resultados: 05/04/2010 Envio dos trabalhos completos: até 30/04/2010 Participantes brasileiros Professores e pesquisadores: R$ 250,00 Alunos de pós-graduação: R$ 150,00 Alunos de graduação: R$ 80,00 Participantes de outros países Professores e pesquisadores: € 100,00 Alunos: € 70,00 *após 10/05/2010 Participantes brasileiros Professores e pesquisadores: R$ 300,00 Alunos de pós-graduação: R$ 180,00 Alunos de graduação: R$ 100,00 Participantes de outros países Professores e pesquisadores: € 150,00 Alunos: € 100,00 Comissão Organizadora Local Paula Perin Vicentini (FEUSP-Presidente); Bruno Bontempi Júnior (FEUSP); Denice Barbara Catani (FEUSP); Dislane Zerbinatti Moraes (FEUSP); Ecleide Cunico Furlanetto (UNICID); Joaquim Gonçalves Barbosa (UMESP); Julio Groppa Aquino (FEUSP); Mônica Appezzato Pinazza (FEUSP); Raquel Lazzari Leite Barbosa (UNESP – Assis); Rita de Cassia Gallego (FEUSP); Rosario Genta Lugli (UNIFESP); Vivian Batista da Silva (USF); Teresa Rego (FEUSP) Comissão Organizadora Nacional Ana Alcídia de Araújo Moraes (UFAM); Ana Chrystina Venancio Mignot (UERJ); Cynthia Pereira de Sousa (FEUSP); Elizeu Clementino de Souza (UNEB); Filomena Arruda Monteiro (UFMT – Cuiabá); Helena Chamlian (FEUSP); Jorge Luiz da Cunha (UFSM); Maria da Conceição Passeggi (UFRN); Maria Helena Menna Barreto Abrahão (PUC-RS); Paula Perin Vicentini (FEUSP); Rosa Lydia Teixeira (SBHE/PUC-PR); Vera Lúcia Gaspar da Silva (UDESC) Comissão Científica Annamaria Gonçalves Bueno de Freitas (UFS), Beatriz Fischer (UNISINOS), Christine Delory-Momberger (Université de Paris 13 – França), Christophe Niewiadomski (Université de Lille 3 – França), Cintya Ribeiro (FEUSP), Cynthia Pereira de Sousa (FEUSP), Daniel Suarez (Universidade de Buenos Aires – Argentina), Edla Eggert (UNISINOS), Elizeu Clementino de Souza (UNEB), Elydio dos Santos Neto (UMESP), Gaston Pineau (Université de Tours – França), Guilherme do Val Toledo Prado (UNICAMP), Helena Amaral da Fontoura (UERJ), Henning Salling Olesen (Roskilde University – Dinamarca), Iduína Mont’Alverne (UFF), Inês Bragança (UFF – São Gonçalo), Jaime Cordeiro (FEUSP), Jaqueline Monbaron (Université de Fribourg – Suiça), Jorge Ramos do Ó (Universidade de Lisboa – Portugal), José González Monteagudo (Universidad de Sevilla – Espanha), Julio Gomes Almeida (UNICID), Lúcia Maria Vaz Peres (UFPEL), Magali Castro (PUC-MG), Margaréte May Berkenbrik Rosito (UNICID), Maria da Conceição Passeggi (UFRN), Maria Helena Câmara Bastos (PUC-RS), Maria Stephanou (UFRGS), Maria Teresa Santos Cunha (UDESC), Marie-Christine Josso (Université de Genève – Suiça), Marília Claret Duran (UMESP), Marta Araújo (UFRN), Mônica Appezzato Pinazza (FEUSP), Pierre Dominicé (Université de Genève – Suiça), Ricardo Vieira (ESE-IPL/Leiria - Portugal), Rosa Maria Torres Hernández (Universidad Pedagogica Nacional - México), Selmo Haroldo de Resende (UFU), Selva Guimarães Fonseca (UFU), Silvia Nogueira Chaves (UFPA), Tatyana Mabel Nobre Barbosa (UFRN), Verbena M. Rocha Cordeiro (UNEB), Yara Dulce Bandeira de Athayde (UNEB), Zeila Demartini (UMESP) Organização Faculdade de Educação da USP - FEUSP Associação Brasileira de Pesquisa (Auto)biográfica - BIOGRAPH Co-Organização PUC-RS, UDESC, UERJ, UFAM, UFMT, UFRN, UFPel, UFRGS, UFSM, UMESP, UNEB, UNESP–Assis/Marília, UNICID, UNIFESP, USF Apoios ANPEd - Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação SBHE - Sociedade Brasileira de História da Educação ANNHIVIF - Associação Norte e Nordeste de História de Vida em Formação ASSIHVIF - Association Internationale des Histoires de Vie en Formation et de Recherche Biographique en Education



Categoria: Evento
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 19h13
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OS COMUNISTAS E O MDB

 

 

 

Dos grupos que se opunham à ditadura militar implantada no país a partir de 1964, os militantes do Partido Comunista do Brasil – PC do B, na clandestinidade, foram os grandes ausentes, no primeiro momento, uma vez que o Partido Comunista Brasileiro – PCB decidiu que seus militantes deveriam integrar o MDB logo quando da sua fundação. O cientista político Ibarê Dantas, esclareceu em seu livro A tutela militar em Sergipe que o PC do B em Sergipe foi desarticulado logo nos primeiros anos do golpe, em face da detenção e do silenciamento dos seus militantes. O PC do B ficou, então, sem representação em Sergipe, até o início da década de 1980. Em 1981 o PC do B sergipano foi reorganizado por iniciativa de Ilka Bichara, Álvaro Vilela, Edvaldo Nogueira, Tânia Soares, Carlos Alberto Silva (Cauê) e Cecília Tavares.

O PCB havia decidido claramente que o melhor caminho para se opor à ditadura era o do combate pacífico. Os comunistas do PCB se filiaram ao MDB de modo organizado e participaram já da sua primeira campanha eleitoral, em 1966. Dentre os comunistas que à época participaram da fundação do MDB em Sergipe, alguns deles como Wellington da Mota Paixão, justificaram, em entrevista que fiz com ele no mês de agosto de 2008, a necessidade de integrar o novo partido:

 

 

“O MDB viabilizava a necessidade se de fazer oposição à ditadura militar. Só existiam dois partidos. A ditadura extinguiu toda a história partidária brasileira e criou o bipartidarismo. Não tinha sentido para nenhum de nós, naquela formação inicial, com toda a indignação, fazer a opção de ficar de fora. O MDB foi o leito natural para canalizar a nossa indignação. Eu participei da fundação do MDB, eu me orgulho muito. Em toda a minha vida política, o meu grande orgulho foi ter ajudado a fundar o MDB. Participei da sessão do dia 22 de abril de 1966. Eu estava lá, era um dos 30 que assinou o livro do MDB”.

 

 

Desde a fundação do partido, em 1966, foi numerosa a quantidade de militantes comunistas que se filiou ao MDB, principalmente algumas lideranças do movimento estudantil, bem como outras lideranças que, mesmo sem relação orgânica, recebiam influência do PCB: João Augusto Gama da Silva, Benedito Figueiredo, Wellington Mangueira, Abelardo Souza, Jackson Sá Figueiredo, Jonas Amaral, Jackson Barreto de Lima e Francisco Varela. Havia uma característica muito importante nesse grupo de jovens estudantes de Direito que à época se filiou ao MDB: boa parte deles já tinha alguma experiência política, era oriunda do movimento estudantil secundarista e alguns já conheciam inclusive a experiência do cárcere político, desde a implantação da ditadura militar no Brasil, em 1964. Wellington Mangueira relata que alguns deles, em 1964, foram considerados subversivos pelo fato de militarem no movimento estudantil secundarista e foram expulsos do Colégio Atheneu Sergipense e presos.

Expulsões de alunos do Atheneu por manifestação contra a ditadura e conflitos com a direção do estabelecimento voltariam a acontecer em 1970. Naquele ano, o estudante Carlos Alberto Menezes foi expulso do Colégio pelo diretor Leão Magno Brasil, sob a acusação de haver limpado as mãos na bandeira do Brasil. Carlos Alberto afirma que isto de fato não aconteceu, mas foi a acusação que recebeu para justificar a sua expulsão por divergir da ditadura.

Durante entrevista que obtive de Jackson Barreto em maio de 2008, este considerou que para o MDB de Sergipe foi muito importante a contribuição do trabalho dos comunistas:

 

 

“Os comunistas atuavam, os comunistas tinham a palavra de ordem da unidade, os comunistas eram perfeccionistas no trabalho de organização da militância. Os comunistas conseguiam colocar através do MDB as palavras de ordem que o PCB defendia clandestinamente: a luta pela anistia, a constituinte. Eu estudei os temas da anistia e da constituinte, primeiro através dos documentos clandestinos do Partido Comunista e somente depois através das publicações do MDB. Quando o Movimento Democrático Brasileiro assumiu essas teses elas já estavam consolidadas nos documentos clandestinos do Partido Comunista”.

 

 

Os comunistas participaram da vida do MDB sem que, em nenhum momento, lhes fosse criado qualquer tipo de embaraço, mesmo nos momentos em que algumas lideranças do Partido foram obrigadas a responder aos inquéritos abertos pelos órgãos de segurança da ditadura. Alguns dirigentes comunistas como Cerivaldo Pereira mantiveram estreitas ligações com José Carlos Teixeira e participaram amplamente de importantes discussões e decisões engendradas no âmbito do MDB. O movimento estudantil, liderado pelo PCB nas décadas de 60 e 70, encontrou no MDB todas as condições favoráveis à sua organização e crescimento. O Partido Comunista exerceu, em duas campanhas eleitorais, através do advogado Wellington Mangueira, a coordenação do programa eleitoral do MDB no rádio.

Do mesmo modo que o Partido Comunista Brasileiro – PCB, o Partido Comunista do Brasil – PC do B, mesmo mais de uma década depois, também decidiu pela filiação dos seus militantes ao Movimento Democrático Brasileiro. A mesma estratégia foi adotada por outras organizações políticas de esquerda que atuavam na clandestinidade durante a ditadura militar. Nem todos os agrupamentos de esquerda, contudo, aderiram ao MDB. Algumas organizações como a Ação Popular - AP continuaram pregando o voto em branco.

A conseqüência mais visível do processo de filiação dos partidos clandestinos ao Movimento Democrático Brasileiro foi a formação de duas correntes de militantes, em todo o país, no interior do MDB: os Autênticos e os Moderados. Os Autênticos eram mais vinculados a essas organizações de esquerda, ao movimento operário, ao movimento estudantil. Faziam um discurso mais duro e defendiam uma ação partidária mais radicalizada na contestação à ditadura. A Ala Jovem era mais ligada aos autênticos, representados nacionalmente por Marcos Freire, Francisco Pinto e Fernando Lyra. Os moderados eram, em sua maior parte, liberais, quadros remanescentes de antigos partidos como o PSD, o PSB e o PTB, dentre outros.

A existência desses dois grupos no MDB de Sergipe era visível desde a fundação do partido. A partir de 1972 o grupo dos autênticos foi liderado por Jackson Barreto. Mas, até aquele ano, de acordo com Wellington Paixão, o grupo mais à esquerda se apresentava como a Ala Jovem do MDB.

 

 

“Nós criamos a Ala Jovem do MDB para diferenciar do que a gente chamava o MDB moderado. Na prática, a Ala Jovem era o Partidão disfarçado. A presença de Jackson no MDB foi uma espécie de marco que permitiu ao partido falar em esquerda. Ele foi de importância fundamental. Ajudou José Carlos Teixeira, mas definiu: nós somos a esquerda do partido”.

 

 

No cenário nacional, José Carlos Teixeira se identificava mais com os Moderados. Em Sergipe, a corrente dos Autênticos encontrava sua maior expressão em Jackson Barreto, que, com um discurso e uma ação mais radicais, adquiriu com o tempo um forte poder de sedução e influência junto aos setores de juventude ligados ao MDB. Jackson Barreto e José Carlos Teixeira foram duas lideranças fortes e importantes no interior do partido, com objetivos convergentes, mas com estratégias distintas. Duas pessoas diferentes que deram vida e encarnaram o projeto do MDB, a partir de campos singulares. Numa entrevista que me concedeu em abril de 2008, Rosalvo Alexandre Lima fez uma boa síntese do papel desempenhado por Jackson Barreto no MDB:

 

 

“Jackson foi uma peça extremamente importante. Jackson desenvolveu e organizou a contestação. Ninguém contestou mais as oligarquias sergipanas, de forma contundente e firme, do que Jackson Barreto. Jackson Barreto tirava o couro de Augusto Franco, que era o grande representante das oligarquias no Estado. Bateu pesado. Ele tinha muita coragem, muita ousadia e muita firmeza. E isto dava a ele, dava ao MDB uma força extraordinária”.

 

 

Certamente, dos jovens comunistas que ingressaram no MDB quando da fundação do partido em 1966, Jackson Barreto foi o que ganhou maior projeção. Ele sempre fez política com vigor e conseguiu impor sua liderança. Nascido no dia seis de maio de 1945, em Santa Rosa de Lima, vinha de uma tradição familiar de militância no PSD, desde seu pai, Etelvino, e sua mãe, Neuzice. No final da década de 40 seus pais se estabeleceram em Aracaju, com 16 filhos, a sua mãe trabalhando como professora no Grupo Escolar Manoel Luiz. O seu pai montou uma bodega no cruzamento das ruas Estância e Dom Bosco. Jackson foi militante da política estudantil secundarista no Colégio Estadual Atheneu Sergipe, juntamente com Jonaldo Santiago e Wellington Mangueira. Trabalhou como carteiro e ingressou na Faculdade de Direito em 1967, o mesmo ano no qual passou a militar no Partido Comunista Brasileiro.

Segundo Wellington Paixão, para um trabalho como o desenvolvido por Jackson Barreto era fundamental o respaldo que a estrutura partidária e a força de José Carlos e Oviedo Teixeira ofereciam:

 

 

“Jackson surgiu com uma força avassaladora, uma força popular, eleitoral muito grande. Ligado ao Partido Comunista, ingressou no MDB e se transformou num marco importantíssimo dentro do partido. Forjou toda uma liderança política em Aracaju, que marcou a vida do MDB”.

 

 

Wellington Paixão considera também que José Carlos Teixeira enxergou em trabalhos como o de Jackson Barreto a possibilidade de atrair os jovens que despontavam como liderança para o partido. Jackson ajudou a popularizar mais ainda o MDB:

 

 

“Jackson vem das ruas, Jackson vem dos bairros. Com ele o partido se espraiou em Aracaju. Isso aconteceu com a eleição dele para vereador em Aracaju, em 1972. Surgiu ali uma nova página do partido, um novo instante, um novo líder. Era uma liderança que chegou ao partido montado em uma popularidade incrível, algo inédito em Aracaju. A presença de Jackson aprofundou o caráter, a visão, a noção de esquerda do partido, com um discurso forte contra as elites”.



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 18h59
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A QUÍMICA COMO VISÃO DE MUNDO

 

           

Pesquisador compulsivo, o engenheiro Archimedes Guimarães legou uma ampla produção bibliográfica, que abrange áreas diversificadas do conhecimento. Para ele, os livros eram “armas de dois gumes, ora provocando o Mal, pela difusão de idéias exóticas, e perniciosas, ora estimulando o Bem, pelo franco acesso ao prazer intelectual, ao bom gosto e à meditação” (Cf. GUIMARÃES, Archimedes Pereira. Orações de um octogenário: 1973 a 1975. 1º volume. Belo Horizonte: s/ed, 1983. p. 38).

Tecnologia foi um dos campos que recebeu sólida contribuição do autor. Archimedes Guimarães tomava o seu conhecimento sobre as ciências da natureza para explicar o mundo e o homem. A Química foi uma das ferramentas que ele mais utilizou com tal objetivo. Gostava de manifestar a sua identificação com o campo, fazendo questão, sempre, de registrar os contatos que mantivera com os grandes nomes da Química, em 1920, quando fora estudante nos Estados Unidos da América: “Dessa adorável madame Curie, que tive o prazer infinito de ouvir, único estrangeiro em meio a quatrocentos yankees, na única conferência pronunciada em terras americanas, entregando aos pensadores um mundo luminoso e sensacional” (Cf. GUIMARÃES, Archimedes Pereira. Introdução a um curso de Química Industrial e aula inaugural do Instituto de Química de Aracaju. Bahia, 1929. p. 43).

A partir da Química, Archimedes defendia que na conquista da natureza pelo homem há três períodos distintos: o da apropriação, o da adaptação e o da criação.

            Sob essa lógica, o período da apropriação corresponderia ao do chamado homem primitivo, quando este apenas se apropriava do que estava ao alcance das suas mãos, utilizando como ferramentas as pedras e os galhos das árvores. Mas, os mantinha em sua condição natural, posto que ainda não tinha possibilidade de transforma-los. Na sua etapa seguinte, a da adaptação, o homem, segundo Archimedes Guimarães, deu forma aos instrumentos primitivos e os desenvolveu, ajustando-os às suas necessidades. A pedra lascada foi polida e adquiriu as propriedades de uma arma tosca; os troncos foram lavrados e transformados em canoas, descendo os rios e transportando gêneros. A cada dia o homem buscava aperfeiçoar aquilo que era oferecido pela natureza. Chegou-se ao período seguinte, o da criação. O homem foi capaz de organizar a indústria, fazendo dela a principal fonte da riqueza. Mas, pagou um preço caro, esgotando a saúde e esquecendo os prazeres, buscando sobreviver. “O selvagem descobre. O bárbaro melhora. O civilizado inventa. O primeiro acha. O segundo fantasia. O terceiro fabrica. Há, portanto, no nosso desenvolvimento industrial, três períodos de progresso. Que indústrias são essas que transformam o rude troglodita, companheiro dos bisões e do mamute, no requintado e audaz escavador dos mais recônditos segredos do universo?” (Cf. GUIMARÃES, Archimedes Pereira. Introdução a um curso de Química Industrial e aula inaugural do Instituto de Química de Aracaju. Bahia, 1929. p. 6).

            A análise de Archimedes apresentava uma leitura original do evolucionismo positivista. Uma reinterpretação da lei dos três estados formulada por Augusto Comte. Tal como o intelectual francês, o engenheiro do Brasil considerava as indústrias expressão da ciência, dividindo-as em fundamentais e subordinadas. Dentre as fundamentais listava as agrícolas, as hidrelétricas e as mineiras, posto que estas retiravam diretamente da natureza a sua matéria prima. Na relação das indústrias subordinadas inseria as químicas, as metalúrgicas e as dos produtos terrosos.

Apontava como responsabilidade da indústria agrícola a criação de gado, os matadouros e o congelamento de carne, a indústria de produção animal, as sementeiras, a silvicultura, a conservação de frutas, o corte racional e o processamento da madeira. A indústria hidrelétrica era vista como responsável pelo aproveitamento dos nitratos existentes na atmosfera, dos carbonetos, do carborundo, da atividade eletroquímica e da obtenção de energia. Por fim, a indústria mineira teria como encargos o trabalho de minerar carvão e outros minérios, as pedreiras e a perfuração de poços.

A indústria metalúrgica deveria dedicar-se a produção do ferro, do aço, do alumínio, do estanho, do cobre, do chumbo e do ouro. A indústria de produtos terrosos incluiria a produção de tijolos, louças, vidros e porcelanas. Por último, a indústria química abrangeria os ácidos, os produtos químicos e a destilação do carvão.

Na verdade, afirmava Archimedes Guimarães, dentre estas atividades haveria uma interdependência íntima. Todavia, como afirmava, a pesquisa científica estaria sempre voltada ao estudo da ciência pura ou da ciência aplicada. A pesquisa aplicada industrial serviria para educar, exercitar, melhorar e desenvolver. Educaria os fabricantes, de modo a que estes executassem todas as suas operações numa base científica, abandonando a rotina do empirismo prejudicial ao crescimento dos negócios e ao crescimento do lucro. Exercitaria os especialistas, tornando-os mais hábeis na sua atividade industrial e criando profissionais experientes. Melhoraria os processos de fabricação, impedindo as perdas industriais, eliminando as dificuldades manufatureiras, estandardizando métodos e diminuindo custos de produção. Desenvolveria novos usos para produtos conhecidos e novas bases de consumidores.

Contudo, o mais importante em todo o processo de desenvolvimento da indústria, para Archimedes Pereira Guimarães, seria o problema humano. Para ele, seria necessário cuidar dos princípios de higiene e de assistência social, da assistência médica e cirúrgica, da alimentação, da recreação, do descanso, da habitação, da jornada de trabalho, da remuneração, do trabalho infantil e dos acidentes. Se tudo fosse bem cuidado, a conseqüência seria “um conjunto harmônico decidido de homens enérgicos e sãos. Todo o tempo permanecem satisfeitos no trabalho, rareando os descuidos e os males corporais, com o desaparecimento de incêndios e erros graves. A cúpula deste outro edifício é constituída de jornaleiros leais, hábeis e inteligentes, porque dispensam a farmácia, concorrendo para uma produção industrial máxima” (Cf. GUIMARÃES, Archimedes Pereira. Introdução a um curso de Química Industrial e aula inaugural do Instituto de Química de Aracaju. Bahia, 1929. p. 24).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h27
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NOTAS SOBRE ALGUMAS TENDÊNCIAS DA PESQUISA EDUCACIONAL BRASILEIRA NO SÉCULO XXI - VII

À medida que os temas se diversificam, as abordagem metodológicas se tornam mais complexas, dando forças aos estudos qualitativos, abrangendo diferentes perspectivas, métodos e técnicas. Assim, as ferramentas teóricas têm sido cada vez mais questionadas e os olhares se voltam cada vez mais para diferentes abordagens de pesquisa. Notadamente, se acentuam as divergências entre aqueles que entendem ser a pesquisa voltada para a produção do conhecimento e os que advogam a sua aplicabilidade, a sua utilidade social. Mas, sem nenhuma dúvida, há uma certa retomada de espaço por parte dos trabalhos voltados ao pragmatismo imediatista, tanto na escolha temática quanto na aplicação direta dos resultados. O meu ponto de vista comunga com a posição de Bernadet Gatti, quando esta pesquisadora afirma que a pesquisa

 

 

não pode estar a serviço de solucionar pequenos impasses do cotidiano, porque ela, por sua natureza e processo de construção, parece não se prestar a isso, vez que o tempo de investigação científica, em geral, não se coaduna com as necessidades de decisões mais rápidas[1].

 

 

            Do mesmo modo raciocina Mirian Jorge Warde, ao afirmar que

 

 

apesar dos esforços em superar a visão estreitamente técnica e administrativa que herdamos dos intelectuais-dirigentes escolanovistas, mantemos em nossa área uma tônica técnico-administrativa, de um tal jeito que parece-nos estar sempre produzindo com vistas à aplicabilidade. (...) Não é casual que tenhamos substituído, no discurso, o critério da relevância científica (em razão da sua dubiedade política e ideológica) pelo ainda mais duvidoso critério de relevância social. Continuamos pragmatistas, mas agora em nome do coletivo![2].  

 

 

            Marília Miranda aponta nessa mesma direção, ao criticar o debate atual que aborda o tema da articulação ensino/pesquisa, ao refletir sobre a polêmica que envolve a contemporânea questão da formação dos professores, principalmente quando se coloca em relevo a formação do chamado professor reflexivo/pesquisador. Ela indica que a literatura a respeito deste assunto discute as relações entre o conhecimento acadêmico e a prática dos profissionais, mas, tal literatura, ao fazê-lo, produz pesadas críticas ao que chama de elitismo universitário. Marília Miranda diz que tal crítica insiste num processo de reflexão orientado para resolver problemas imediatos da prática e algumas vezes nega a teoria “como parte necessária (...) reduzindo, em lugar de elevar, as reais possibilidades de reflexão crítica do professor (...)”[3], pressupondo apenas que o conhecimento só é útil quando imediatamente aplicável à prática e afastando o professor da reflexão teórica. Marília vê em situações como esta o risco de desqualificar a universidade como instância formadora de professores, mesmo porque, “sem teoria não há emancipação”[4].

            Marli André, ao compartilhar deste tipo de posição, afirma haver testemunhado o surgimento, nos últimos anos, de “uma tendência de apoio incondicional aos estudos que envolvem algum tipo de intervenção, aliada a uma crítica veemente ao caráter distante e acadêmico das pesquisas produzidas na universidade. No fundo dessa polêmica está uma supervalorização da prática e um certo desprezo pela teoria”[5]. É muito grande o risco de sucumbir ao às tentações do populismo pedagógico, ao fascínio da ação interventora militante, relegando a um plano inferior as preocupações com o rigor teórico e metodológico que a pesquisa requer.

            As discutir as tendências atuais da pesquisa em Educação, é necessário pensar um pouco sobre as condições de produção do conhecimento. O trabalho dos grupos de pesquisa tem oferecido uma rica contribuição e colaborado também para a consolidação de diferentes linhas de pesquisa, o que certamente tem contribuído para qualificar a reduzir a fragmentação das temáticas nas diferentes áreas. Cada vez mais ganha importância o trabalho das fundações estaduais de pesquisa, ao tempo em que, nas diversas instituições de ensino e pesquisa se eleva o número de pesquisadores qualificados. Certamente a tendência que se tem anotado nas reuniões da ANPEd também reflete essa realidade.

            Sabemos que atualmente é quase consensual a crença nas possibilidades salvacionistas da Educação. Essa prática foi eleita, inclusive algumas vezes por nós profissionais com ela comprometidos, como a panacéia capaz de resolver todos os problemas da sociedade. Talvez eu possa encerrar esta intervenção convidando os colegas a refletir sobre as possíveis articulações existentes entre o empobrecimento teórico e a crença no salvacionismo educacional.  

           

 

NOTAS

 

 



[1] Cf. GATTI, Bernadete. “A produção da pesquisa em Educação no Brasil e suas implicações sócio-político-educacionais: uma perspectiva de contemporaneidade”. Campinas, 2000. Trabalho apresentado na III Conferência de Pesquisa Sociocultural. P. 7.

[2] Cf. WARDE, Mirian Jorge. “O papel da pesquisa na pós-graduação em Educação”. In: Cadernos de pesquisa, nº 73, p. 67-75, 1990. p. 72.

[3] Cf. ANDRÉ, Marli. “Pesquisa em Educação: buscando rigor e qualidade”. In: Cadernos de Pesquisa, nº 113, p. 51-64, julho/2001. p. 57.

[4] Cf. MIRANDA, Marília. “Ensino e pesquisa na formação de professores: o debate contemporâneo sobre a relação teoria e prática”. In: Trabalho apresentado na IX Semana de Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás. Goiânia, 2000. p. 9.

[5] Cf. ANDRÉ, Marli. “Pesquisa em Educação: buscando rigor e qualidade”. In: Cadernos de Pesquisa, nº 113, p. 51-64, julho/2001. p. 57.



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Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h09
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NOTAS SOBRE ALGUMAS TENDÊNCIAS DA PESQUISA EDUCACIONAL BRASILEIRA NO SÉCULO XXI - VI

 

 

 

Quadro III – Trabalhos apresentados na 29ª Reunião Anual da ANPEd - 2006

GT

NÚMERO DE TRABAHOS

19 – Educação Matemática

19

20 – Psicologia da Educação

14

21 – Afro-brasileiros e Educação

14

22 – Educação ambiental

16

23 – Gênero, sexualidade e Educação

16

Fonte: Relatório da 24ª Reunião Anual da ANPEd.

 

 

            Algumas características dos resultados de pesquisas apresentados durante a Reunião Anual da ANPEd realizada em 2006 chamam a atenção. O primeiro deles diz respeito a agregação de três novos grupos de trabalho aos GTs que atuam na Associação: Afro-Brasileiros e Educação; Educação ambiental e Gênero, sexualidade e Educação, revelando claramente serem estas tendências que se fortaleceram sobremodo nesta primeira década do século XXI. Ademais, também merece registro a redução do número de trabalhos apresentados no GT 12 (Currículo), que caiu de 35 para 17, reduzindo-se em quase 50 por cento. Todavia, a área de Formação de Professores (GT 08) que participou com 29 trabalhos em 2001, liderou o ranking de 2006, com 43 trabalhos apresentados. Outra queda acentuada no número de trabalhos apresentados foi a do GT 02, (História da Educação), que se reduziu em quase 50 por cento, passando de 27 para 14 estudos. Do mesmo modo, mais do que duplicou o número de trabalhos na área de Filosofia da Educação (GT 17), que cresceu de 10 para 21 estudos apresentados.

            Evidentemente, esses números não podem ser considerados de modo absoluto, posto que há políticas de limitação do número de trabalhos, cujas decisões são tomadas internamente no âmbito de cada GT. Contudo, não há como negar que, em certa medida, tais números refletem as pressões que são exercidas pelos pesquisadores junto aos dirigentes do GT de cada uma das áreas temáticas que, sem nenhuma dúvida, refletem tendências de maior ou menor produção em uma ou outra área.

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

            A análise dos trabalhos apresentados durante as reuniões da ANPEd nos primeiros sete anos do século XXI nos permite afirmar a persistência tendencial do crescimento do número de pesquisas na área de Educação no Brasil, com a forte contribuição da pós-graduação educacional, ao lado de mudanças temáticas e dos referenciais teóricos e abordagens metodológicas. Há uma visível ampliação e diversificação temática. Como afirma Marli André, “há quase um consenso sobre os limites que uma única perspectiva ou área de conhecimento apresentam para a devida exploração e para um conhecimento satisfatório dos problemas educacionais”[i].

 

 

 

 

 

NOTAS

 

 



[i] Cf. ANDRÉ, Marli. “Pesquisa em Educação: buscando rigor e qualidade”. In: Cadernos de Pesquisa, nº 113, p. 51-64, julho/2001. p. 53.



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Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h44
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NOTAS SOBRE ALGUMAS TENDÊNCIAS DA PESQUISA EDUCACIONAL BRASILEIRA NO SÉCULO XXI - V

 

 

 

Quadro III – Trabalhos apresentados na 29ª Reunião Anual da ANPEd - 2006

GT

NÚMERO DE TRABAHOS

06 – Educação popular

17

07 – Educação da criança de 0 a 6 anos

26

08 – Formação de professores

43

09 – Trabalho e Educação

19

10 – Alfabetização, leitura e escrita

12

11 – Política de educação superior

14

12 – Currículo

17

13 – Educação fundamental

20

14 – Sociologia da Educação

21

15 – Educação especial

12

16 – Educação e Comunicação

19

17 – Filosofia da Educação

21

18 – Educação de jovens e adultos

16

Fonte: Relatório da 24ª Reunião Anual da ANPEd.

 

 



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 00h11
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NOTAS SOBRE ALGUMAS TENDÊNCIAS DA PESQUISA EDUCACIONAL BRASILEIRA NO SÉCULO XXI - IV

 

 

 

Quadro II – Trabalhos apresentados na 24ª Reunião Anual da ANPEd - 2001

GT

NÚMERO DE TRABAHOS

15 – Educação especial

14

16 – Comunicação e Educação

17

17 – Filosofia da Educação

10

18 – Educação de jovens e adultos

18

19 – Educação Matemática

15

20 – Psicologia da Educação

14

Fonte: Relatório da 24ª Reunião Anual da ANPEd.

 

 

            Na primeira reunião realizada pela ANPEd no século XXI, a área que reuniu a maior quantidade de trabalhos foi a do GT 12, Currículo, com 35 estudos apresentados, seguida por Formação de Professores (GT 08), com 29 trabalhos e História da Educação (GT 02), com 27. Filosofia da Educação (GT 17), com 10 trabalhos apresentados na reunião, foi a área que reuniu a menor quantidade de estudos naquele encontro.

            Na reunião realizada em 2006, a 29ª, o quadro de trabalhos apresentados foi o seguinte:

 

 

Quadro III – Trabalhos apresentados na 29ª Reunião Anual da ANPEd - 2006

GT

NÚMERO DE TRABAHOS

02 – História da Educação

14

03 – Movimentos sociais e Educação

12

04 – Didática

15

05 – Estado e política educacional

21

Fonte: Relatório da 24ª Reunião Anual da ANPEd.

 



Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 02h18
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