| |
HISTÓRIA, DITADURA E EDUCAÇÃO
Jorge Carvalho do Nascimento[1] O historiador Daniel Aarão Reis faz um importante alerta chamando a atenção acerca do quanto é difícil para a sociedade brasileira recordar o período da última ditadura militar vivida pelo país. Segundo este autor, “os brasileiros não devem se autoflagelar por isto, nem se imaginar como particularmente desmemoriados como se costuma dizer”. Afinal, “nas batalhas de memória, o jogo nunca está definitivamente disputado, as areias são sempre movediças e os pontos considerados ganhos podem ser subitamente perdidos”. A bibliografia sobre a ditadura vivida pelos brasileiros no período 1930-1945 é farta o suficiente e pródiga em análises que apontam a crueldade e o ambiente de terror implementado pelos detentores do poder estatal, mas também em reconhecer as contradições de uma política social que inclui retrocessos e avanços, com visíveis aperfeiçoamentos na vida da população do Brasil. Contudo, em relação ao período da ditadura militar iniciada em 1964, certamente ainda não vivemos o suficiente e, por enquanto, temos sido capazes, apenas, de apontar as suas mazelas sem termos conseguido produzir análises consistentes e equilibradas a respeito da sua política educacional e dos modos como buscou se legitimar junto à população brasileira. Todavia, há indícios reveladores de que, cada vez mais os brasileiros sentem haver chegado a hora de ajustar o descompasso entre memória e história no que concerne ao período de 1964 a 1984. Em algumas situações, dentre os que estão se debruçando sobre este passado, há partícipes ativos dele. Depoentes e produtores de uma dada memória que busca persuadir a todos quanto a justeza da sua versão e desqualificar a visão do oponente. Este artigo coloca em discussão o fato de que as análises da política educacional implementada no Brasil durante vinte anos, a partir de 1964, necessitam renunciar a um certo maniqueísmo que prioriza apenas as denúncias das mazelas e produz o esquecimento de alterações fundamentais no sentido da expansão e qualificação dos serviços oferecidos no ensino de primeiro e segundo graus e no ensino superior, sob padrões que até então o país desconhecia, legitimando os governantes ditatoriais junto a amplos setores da população brasileira. Reconhecer os eventuais avanços da política educacional implementada naquele período, não implica negar o caráter ditatorial do governo que conduzia tal política. Na verdade, significa exercer com honestidade o ofício de historiador, extraindo dos documentos escritos e orais, bem como dos múltiplos indícios iconográficos, a necessária reflexão, colocando ao alcance dos mais jovens os escaninhos que a memória insiste em esquecer, muitas vezes fugindo de polêmicas presentes nas contraditórias versões. Esta é uma necessidade que se impõe principalmente em relação aos trabalhos acadêmicos. Lucilia de Almeida Neves Delgado revela que mesmo a bibliografia decorrente da pesquisa acadêmica tem sido razoavelmente maniqueísta. Alguns autores como Argelina Figueiredo e Jorge Ferreira, contudo, se distanciam dos demais pelo fato deles adotarem a premissa segundo a qual tanto os segmentos de esquerda, quanto os grupos conservadores e de direita seriam absolutamente descomprometidos com a democracia, uma vez que esta “não era prioritária nem na agenda da direita, nem na da esquerda”. É evidente que o período iniciado em 1964 representa a inauguração de uma ditadura cruenta. Contudo, isto não autoriza qualquer intérprete a negar as mudanças que ocorreram, promovendo transformações que não podem ser ocultadas pelas artimanhas da memória, que é sempre seletiva. Parte significativa da historiografia que estudou a constituição e o desenvolvimento da política educacional da ditadura, o fez estabelecendo uma relação direta e automática entre o estado autoritário e a sua Doutrina de Segurança Nacional. Tais estudos revelam que a repressão atingiu escolas, professores e estudantes, proibindo quaisquer manifestações de caráter político. Autores como Jane Soares de Almeida revelam que “a consciência cívica e patriótica seria estimulada junto à população e a escola seria uma das vias preferidas como espaço para se pregar o ufanismo nacional e o amor à Pátria”. A Lei n. 5692/71 fixaria um novo quadro normativo para o ensino de primeiro e segundo graus, obrigando a profissionalização em todos os cursos do segundo grau. Esse caráter foi visto como uma ferramenta reforçadora da divisão da sociedade em classes, produzindo o fracasso dos objetivos proclamados pelo próprio dispositivo legal, que se propunha igualitário.
[1] Doutor em História da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor do Departamento de História e do Mestrado e Doutorado em Educação da Universidade Federal de Sergipe.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 02h10
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
NASSAU, POMBAL E A CIÊNCIA
Jorge Carvalho do Nascimento[1] A mentalidade vigorante no Brasil do século XIX já reivindicava a organização das práticas científicas em instituições de ensino superior e sociedades de especialistas. O cientificismo predominante afirmava que somente o conhecimento obtido através dos padrões de produção do saber científico tornaria possível o progresso, telos almejado pelo mundo ocidental, através das vozes mais autorizadas do continente europeu, dos Estados Unidos da América, do Brasil e de muitas outras nações. Ao analisar-se a influência alemã na cultura brasileira ao longo do século XIX, sobressai a contribuição dos evolucionistas e monistas daquele país. O aporte da cultura alemã contribuiu para com a sistematização de todo um quadro de cientificismo, buscando consolidar no Brasil um pensamento científico assentado sobre base materialista. Todas as coisas eram subordinadas ao movimento da matéria. Um materialismo respaldado pelo evolucionismo que rejeitava qualquer possibilidade de conciliação entre os interesses científicos e religiosos. Era dessa forma que se punha o evolucionismo de Ernest Haeckel. Desde o século XVIII, a pesquisa científica internacional tinha como principal característica o trabalho desenvolvido pelos naturalistas, através da descrição e da classificação de plantas, animais e fenômenos geológicos. Foram lançadas as bases iniciais das teorias evolucionistas, e Lavoisier deu início à Química moderna. Avançou o estudo da matéria, da eletricidade, do magnetismo e dos fenômenos de calor e energia. O avanço desse modelo na centúria seguinte fez com que se multiplicassem as turbinas, os dínamos, os motores elétricos e as instalações químicas. O processo de expansão da atividade científica e a intensificação das suas relações com a economia de mercado fizeram com que as sociedades científicas nem sempre conseguissem conter os experimentos e a produção do conhecimento científico estimulados pelas corporações econômicas e pela iniciativa individual de muitos estudiosos. Ademais, se multiplicavam geometricamente as sociedades de Química, de Geologia, de Astronomia e de tantos outros campos, bem como o interesse da imprensa periódica especializada e o interesse dos jornais, de um modo geral, pelos temas científicos. No Brasil do século XIX, após a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, foram criadas instituições científicas como a Academia de Guardas-Marinha, o Colégio Médico-Cirúrgico da Bahia, a Escola Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional, a Imprensa Régia, a Academia Real Militar, o Museu Real e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Inaugurou-se também o ciclo de viagens e expedições científicas. Todavia, desde o período colonial havia uma atividade científica desenvolvida por diferentes intelectuais europeus que de estabeleceram no Brasil e por intelectuais brasileiros que estudaram em universidades européias. Alguns períodos chamam a atenção, como o da ocupação holandesa, quando Maurício de Nassau, no século XVII, trouxe para o território brasileiro um grupo de cientistas encarregados de realizar estudos sobre a natureza tropical brasileira. Foi grande, nesse período, a contribuição do médico de Amsterdã, Guilherme Piso (Willem Pies), e George Marcgrave, naturalista alemão, que fizeram, sobre a medicina colonial e a flora e a fauna do país, observações de interesse científico, reunidas posteriormente (em 1648) na sua famosa Historia naturalis Brasiliae. Nassau também foi responsável pela fundação da imprensa, bibliotecas, museus e do primeiro observatório astronômico brasileiro, além de impulsionar a arquitetura sob a inspiração de Peter Post, que traçou os planos de uma grande cidade de sobrados e canais. O governante holandês do Brasil tropical estimulou ainda numerosas expedições científicas. A ciência que se praticava no Brasil na primeira metade do século XIX era fortemente influenciada pelo espírito da ciência européia desde a segunda metade do século XVIII, principalmente depois que o Marques de Pombal reformou a Universidade de Coimbra, em 1772, o que possibilitou a implantação de novos cursos, como os de Botânica, Geologia, Mineralogia e Metalurgia, criados em 1791. Foi nessa instituição portuguesa de ensino superior que se formaram importantes nomes da ciência brasileira no período: o astrônomo e geógrafo Francisco José de Lacerda e Almeida; Azeredo Coutinho; o explorador, médico, naturalista, geógrafo e etnógrafo Alexandre Rodrigues Ferreira; e, o mineralogista José Bonifácio de Andrada e Silva.
[1] Doutor em História da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUCSP. Professor Adjunto do Departamento de História e do Mestrado em Educação da Universidade Federal de Sergipe – UFS. Coordena o Grupo de Pesquisa em História da Educação da UFS.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h30
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
O INSTITUTO DE AGRICULTURA
Jorge Carvalho do Nascimento[1] O Imperial Instituto de Agricultura Sergipano foi criado em 1860, durante a visita do Imperador Pedro II. O decreto de criação do Instituto foi assinado na cidade de Estância, no dia 20 de janeiro: “Desejando assinalar a época de minha visita a esta Província de Sergipe, e manifestar a atenção que presto à agricultura, principal fonte de riqueza do Estado, hei por bem criar o Imperial Instituto de Agricultura Sergipano sob as mesmas bases do Imperial Instituto Baiano de Agricultura, criado por meu Decreto do 1º de novembro de 1859. João de Almeida Pereira Filho, do meu Conselho, Ministro e Secretário dos Negócios do Império, assim o tenha entendido, e faça executar. Palácio da Estância aos 20 de janeiro de 1860. Com a rubrica de S. M. o Imperador. João de Almeida Pereira Filho. Conforme. O Oficial de Gabinete de S. Ex. o Sr. Ministro do Império em viagem, Manuel Diniz Villas-Boas”. Além do Instituto sergipano foram criados no mesmo ano os do Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Era pretensão do governo criar idênticas instituições em todas as províncias. Os estatutos do Instituto de Sergipe eram iguais aos do Instituto Bahiano, com pequenas adaptações. O êxito do Instituto Baiano lhe permitiu criar, em 1875, a Imperial Escola Agrícola da Bahia, única escola superior de agronomia do país até 1890. Sônia Regina Mendonça (O ruralismo brasileiro, 1997) informa que, inaugurada, em 1877, “a Escola iniciaria seu curso em dois graus, o elementar e o superior, sendo o primeiro destinado a habilitar trabalhadores agrícolas e o segundo a formar agrônomos, engenheiros agrícolas e veterinários” (p. 28). A primeira turma foi diplomada, em 1880, com dez agrônomos. Já o Imperial Instituto Fluminense contava com 100 sócios efetivos naquele mesmo ano e dispunha do auxílio do governo imperial. Naquela ocasião, deliberou tomar a si a administração do jardim botânico da Lagoa Rodrigo de Freitas para nele fundar um estabelecimento rural, que pudesse servir de modelo e de escola prática de agricultura. O Imperial Instituto Sergipano de Agricultura representou uma tentativa de modernização das práticas agrícolas na Província de Sergipe. A entidade nunca chegou a funcionar efetivamente, tendo os responsáveis pela instituição se envolvido em uma mal explicada história de prestação de contas dos recursos que o Imperador Pedro II destinou à sua implantação e funcionamento. Essas mazelas não permitiram que o Instituto cumprisse um dos mais importantes dentre os seus objetivos: o estabelecimento do ensino agrícola em Sergipe. Todavia, alguns intelectuais do período defenderam outras possibilidades de ensino agrícola e industrial Um deles foi João José Bittencourt Calasans, que foi dirigente do Imperial Instituto Sergipano de Agricultura. No livro O agricultor sergipano da cana de açúcar, que publicou em 1869 (o primeiro livro sobre Agronomia produzido em Sergipe), defendeu a criação de um engenho modelo como fonte de instrução agrícola. Esse tipo de organização seria criado “por meio de associações, quando não fosse instituída, com preferência, pela bolsa abastada de um ou de outro, que podendo dispor de uma quarentena de contos de réis se acharia mui bem habilitado de assim concorrer, para animar, proteger e fazer desenvolver essa parte da principal fonte de riqueza – a agricultura açucareira” (p. 47). Uma grande contribuição aos projetos de modernização da agricultura em Sergipe foi oferecida em 17 de janeiro do ano de 1882, quando o presidente Inglês de Souza convidou o engenheiro José de Siqueira Menezes para elaborar a planta e o orçamento de um conjunto de edifícios, a serem construídos em local apropriado, objetivando a criação de uma escola agrícola modelo. Segundo Maria Thetis Nunes (História da Educação em Sergipe, 1984), a sua proposta teve como justificativa a necessidade de “melhorar as práticas agrícolas, para maior produtividade das culturas básicas da economia sergipana” (p. 150). Para cumprir o seu objetivo, Inglês de Souza pretendia contar com a cooperação do Imperial Instituto Sergipano de Agricultura. A pretensão do presidente da Província era formar um contingente de trabalhadores agrícolas, familiarizados com os princípios das ciências práticas que concorressem para o melhoramento da cultura do solo e com o manejo dos instrumentos aperfeiçoados para os trabalhos do campo, adquirindo também a experiência e o conhecimento prático das artes acessórias. Efetivamente, o governo de Herculano Marcos Inglês de Souza estava preocupado com a ampliação do mercado de trabalho para os homens livres em Sergipe.
[1] Doutor em História da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUCSP. Professor Adjunto do Departamento de História e do Mestrado em Educação da Universidade Federal de Sergipe – UFS. Coordena o Grupo de Pesquisa em História da Educação da UFS.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h24
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
O PROCESSO DE INSTALAÇÃO DO INSTITUTO DE QUÍMICA INDUSTRIAL DE SERGIPE (1923-1926) III
Contudo, a partir de 1924 a equipe do professor Archimedes Guimarães começou a formar profissionais em análises químicas. O curso tinha a duração de três anos com as disciplinas distribuídas do seguinte modo: QUADRO I: DISCIPLINAS DO CURSO DE QUÍMICOS ANALISTAS OFERECIDO PELO INSTITUTO DE QUÍMICA INDUSTRIAL DE SERGIPE - 1923 PRIMEIRO ANO | SEGUNDO ANO | TERCEIRO ANO | Física Experimental | Química Inorgânica | Química Orgânica e Análise e Síntese Orgânicas | História Natural (Zoologia, Botânica, Geologia e Mineralogia) | Química Analítica Quantitativa | Bioquímica e Análises Bioquímicas | Química Geral e Inorgânica | Química Orgânica | Química Industrial Geral e Especializada | Análise Qualitativa | Noções de Físico Química, Eletroquímica e Química Coloidal | Análises Industriais (Terras, Adubos, Inseticidas, Águas, Silicatos e Carbonatos, Cimentos, Óleos, Produtos animais, Couros, Laticínios, Taninos, Colorantes etc) |
Fonte: Exposição de motivos apresentada ao presidente do Estado, Maurício Graccho Cardoso, em 27 de junho de 1923, pelo diretor do Instituto de Química Industrial de Sergipe, Archimedes Pereira Guimarães. Para admissão ao curso eram realizados exames preparatórios de Português, Francês, Geografia, Aritmética e Álgebra, Noções de Geometria e Desenho Geométrico Elementar, História do Brasil e Noções de História Universal. As aulas eram iniciadas no dia 15 de fevereiro e encerradas no dia 30 de outubro. O curso mantinha dois períodos de férias: o primeiro de quinze dias, no mês de junho e um outro de noventa dias, que se iniciava no dia 15 de novembro, posto que a primeira quinzena deste mês, após o encerramento das aulas em outubro era destinada a realização dos exames finais. As aulas teóricas do primeiro ano eram ministradas pelo próprio Archimedes Guimarães. Depois de funcionar durante dois anos, o curso começou a apresentar problemas e em 1926 foi fechado por falta de alunos. Todavia a estrutura montada naquele momento foi fundamental para a instalação do curso superior em Química implantado no ano de 1948. A legitimação da idéia segundo a qual o ensino de Química em Sergipe somente teria sido iniciado em 1948 talvez se deva a interrupção do curso destinado a formar analistas, em 1926. Talvez este problema leve trabalhos memorialísticos como o do professor José Pedro de Andrade Castor, a afirmarem a identidade da geração de 1948 como a dos criadores de “uma elite de profissionais competentes, capaz de promover e estimular o desenvolvimento cultural e industrial do Estado e, conseqüentemente do país”. Elite na qual esse mesmo memorialista se insere, apresentando-se então como membro da geração de fundadores, ou, na pior das hipóteses, por ela formado.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 02h03
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
O blog EDUCAÇÃO É HISTÓRIA recebeu mais de 150.000 acessos desde a sua primeira publicação na rede Internet, no dia oito de dezembro de 2005 e o mês de junho de 2009. Este blog tem a pretensão de ser um espaço democrático destinado a publicação de textos, informações, artigos científicos, divulgação de eventos e comentários a respeito dos campos da Educação e da História, com ênfase nos estudos sobre História da Educação, História da Cultura, História da Ciência e Política. O blog é coordenado pelo Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento (jorge@ufs.br), a partir do trabalho que realiza o Grupo de Pesquisa em História da Educação da Universidade Federal de Sergipe. O primeiro texto publicado, em 08 de dezembro de 2005, foi um artigo escrito por Jorge Carvalho do Nascimento, tendo como título "A Colônia do Quissamã". Durante esses 42 meses que está em atividade na rede Internet, o blog recebeu mais de 150.000 visitas, das quais 21.717 nos primeiros doze meses, 45.334 no segundo ano e 60.106 no terceiro ano. Assim, no primeiro ano de funcionamento o blog recebia uma média de 1.809 visitas mensais, número que se elevou para 3.777 visitas mensais no segundo ano, superando o dobro de visitas a cada dia, que eram 60 no primeiro ano e passou para 123 no segundo ano de atividades. No seu terceiro ano de funcionamento, o blog recebeu uma média de 5.008 visitantes a cada mês, praticamente triplicando a estatística dos primeiros 12 meses, enquanto o número médio de visitas por dia chega a 166. O blog EDUCAÇÃO É HISTÓRIA mantém link para 96 outros importantes endereços brasileiros e estrangeiros da rede web e nestes 42 meses de atividade publicou informações sobre 84 eventos nacionais e internacionais. Também foram publicados 1.040 textos sob a forma de artigo, 177 notícias e 49 resenhas bibliográficas. São 24 novos artigos a cada mês, além de 4 novas notícias, dois novos eventos e uma resenha bibliográfica inédita a cada 30 dias.
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 02h00
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
O PROCESSO DE INSTALAÇÃO DO INSTITUTO DE QUÍMICA INDUSTRIAL DE SERGIPE (1923-1926) II
Na área do Quissamã instalou-se o Centro Agrícola Epitácio Pessoa, sendo fundado um laboratório de análises com o objetivo de “atender ao requisito da falta de controle científico e conhecimentos técnicos na produção do solo”. Mas, a pedra de toque do projeto naquela região foi o assentamento de vinte e duas famílias de colonos alemães, uma experiência frustrada e abandonada em seguida. Desde o século XIX a formação de colônias agrícolas com trabalhadores europeus era defendida por intelectuais e políticos. No entender da intelligentsia nacional do século XIX, o principal problema brasileiro era o predomínio da população de origem africana e mestiça, de forma que o aumento do estoque da população de origem européia era um objetivo em si mesmo, ainda que, eventualmente, não resolvesse o problema de braços para a lavoura. O professor Archimedes levou o Instituto a estudar também o tanino do mangue, abundante em toda a orla marítima e fluvial de Sergipe, de modo a aplicá-lo nos curtumes e tinturarias, sobre as féculas e a panificação, de modo a obter um tipo de pão misto de trigo e mandioca. Em torno da pesquisa do tanino havia também a expectativa de aplicação em materiais cerâmicos, bebidas e uma grande variedade de gêneros alimentícios. A memória específica sobre a formação de profissionais da Química em Sergipe apresenta como característica explicativa a representação construída pela geração de 1948, que se apresenta como fundadora do campo e, em certa medida, secundariza as contribuições da geração de 1923, posto que o foco dos holofotes tende a deixar na penumbra o grupo que se dedicou a este mister no período entre guerras. Além disso, a memória da geração de 1948 tende a assumir a identidade de ter sido o primeiro grupo de pesquisadores no campo a realizar estudos sistemáticos associados ao processo de formação, produzindo para o grupo antecedente a representação de excelentes estudiosos, que infelizmente não teria desfrutado da possibilidade de formar profissionais em nível superior (o que é verdadeiro) e por isto teria trabalhado apenas com pesquisas pontuais destinadas a resolução de problemas tecnológicos imediatos ligados ao processo de produção (visão que requer uma rediscussão).
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 02h48
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
O PROCESSO DE INSTALAÇÃO DO INSTITUTO DE QUÍMICA INDUSTRIAL DE SERGIPE (1923-1926)
O estudo da história das instituições científicas e da difusão das suas práticas formativas e de pesquisa pode ser uma importante ferramenta para o desenvolvimento de cada um dos campos específicos, possibilitando o debate sobre os itinerários teórico-metodológicos e a reflexão sobre as formas de transmissão da cultura científica e tecnológica. O campo de estudos sobre a história da ciência e da tecnologia em Sergipe ainda é incipiente. Existem alguns esforços encetados pela Universidade Federal de Sergipe, pela Universidade Tiradentes e pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisas de Sergipe. Vale também registrar o esforço que vem sendo feito, recentemente pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Sergipe – FAP/SE, estimulando algumas iniciativas. Na mesma direção, assiste-se a uma preocupação crescente no país com a memória da ciência e da tecnologia, revelando esforços para a recuperação de informações sobre o passado. Quando o presidente do Estado de Sergipe, Maurício Graccho Cardoso, criou o Instituto de Química Industrial, em julho de 1923, já estava consolidada a consciência de que a Química, ao lado da Biologia, da Física e da Matemática, constituíam o campo disciplinar legitimador dos paradigmas e dos conceitos da medicina. Esta função, a Química adquirira ao mesmo tempo em que se legitimara, na segunda metade do século XIX, como ferramenta fundamental ao desenvolvimento da indústria. Por isto, se considerava importante formar “químicos analistas capazes de orientar (...) os laboratórios e as indústrias”. Assim é que o Instituto, ao ser implantado tinha dois grandes objetivos definidos: a manutenção de laboratórios para análises dos problemas químicos ligados aos produtos agrícolas e industriais; e, a formação de químicos analistas. O decreto do presidente do Estado, Maurício Graccho Cardoso, que criou a nova instituição afirma que “a química é uma ciência que se prende a todos os ramos do saber universal, e como tal, dela dependem as indústrias de maior relevância para o homem”. O Instituto de Química foi instalado num momento em que outras instituições desta natureza eram também criadas no Brasil. Antes da iniciativa do presidente Maurício Graccho Cardoso, fora criado o Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, no Estado de São Paulo, e o Instituto Nacional de Tecnologia – INT, no Rio de Janeiro. O Instituto continua funcionando, agora sob a denominação de Instituto de Tecnologia e Pesquisas de Sergipe. São já 81 anos de atividade do ITPS. Contudo, esse processo não foi efetivamente estudado pelos profissionais da Química e da História em Sergipe. Este texto busca compreender o processo de instalação e funcionamento do Instituto de Química Industrial de Sergipe, nos seus dois primeiros anos de funcionamento. Quando da instalação do Instituto, o presidente Graccho Cardoso, convidou o professor Archimedes Pereira Guimarães para implanta-lo, na condição de primeiro diretor. Professor de Química Orgânica e Instrumental do Curso de Química Industrial da Escola Politécnica da Bahia, Archimedes Guimarães chegou a Sergipe defendendo que o Instituto deveria exercer a missão superior e delicada que lhe seria destinada, e não deveria preocupar-se com todos os problemas agrícolas e industriais que poderiam vir a ser uma fonte de riqueza para o Estado, mas tão somente em incentivar a produção daquelas matérias primas já em exploração e comércio, melhorando-as quer no estado bruto, quer como produtos acabados, de acordo com os modernos ensinamentos científicos. De acordo com o seu entendimento, o Instituto deveria priorizar a análise de produtos agrícolas e industriais que fossem já objeto de comércio, além da formação de novos profissionais dedicados à análise de produtos químicos. A instituição foi instalada inicialmente em um edifício situado à rua Duque de Caxias. O equipamento, o mobiliário e os insumos foram adquiridos em São Paulo, no Rio de Janeiro e importados da Europa e dos Estados Unidos da América. O ensino e a pesquisa em Química podem ser analisados sob diferentes aspectos. Este estudo operou através das diferentes propostas e das práticas mais importantes que, ao longo dos dois primeiros anos marcaram a atuação do Instituto de Química Industrial e dos cursos de formação de químicos. A participação de Sergipe no processo de organização de uma rede nacional de instituições destinadas ao ensino de pesquisa de Química, como já assinalado, é um tema que não recebeu a devida atenção da produção historiográfica sergipana. De um modo geral, são poucos os estudos de História da Educação e sobre a História da Ciência no Brasil que se dedicam a investigação dessa temática. A bibliografia sergipana registra apenas dois textos específicos sobre o assunto, ambos memorialísticos. Um deles foi elaborado pelo professor José Pedro de Andrade Castor e o outro é de autoria da professora Djalma Andrade. Ambos, porém, passam ao largo da atuação do Instituto de Química Industrial de Sergipe. O projeto implementado pelo professor Archimedes no Instituto de Química Industrial levou a instituição a desenvolver dois tipos de atividades laboratoriais: o primeiro manteve um laboratório completo para análises da cana-de-açúcar e do açúcar manufaturado em todas as suas fases de fabricação, “tendo sempre em vista o seu maior rendimento, para análises dos óleos vegetais e pesquisas sobre sua extração e exploração mais vantajosas, especialmente sobre o aproveitamento industrial dos cocos nuciferas, para análise de terras, adubos, inseticidas etc”. O laboratório para o açúcar foi concebido para manter relações estreitas com uma estação experimental de cana, nos mesmos moldes da existente em Campos, no Rio de Janeiro. Dentre os sonhos do professor Archimedes estava o propósito de conseguir, através da melhoria do cultivo da cana, a obtenção do álcool industrial como substituto da gasolina. Um ano antes de fundar o Instituto de Química Industrial, o presidente Maurício Graccho Cardoso já demonstrava uma preocupação muito acentuada com os problemas agrícolas de Sergipe e os impactos da atividade agrícola na economia local. Para dinamizar o setor ele criou o Banco Estadual de Sergipe e implantou centros experimentais de sementes selecionadas, principalmente com a finalidade de aperfeiçoar a produtividade e a qualidade do algodão em Sergipe. Com o mesmo propósito contratou um pesquisador norte-americano, o professor Thomaz R. Day, oriundo do Texas. O principal objetivo buscado com a presença deste especialista estrangeiro em Sergipe era fundar a Estação Experimental Miguel Calmon. Em 1923, Graccho Cardoso criou o Departamento Estadual do Algodão.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 01h16
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
A HISTORIOGRAFIA DE MARIATHÉTIS NUNES II

Os padrões de interpretação da História que Thétis Nunes incorporou no ISEB chegaram ao Brasil em face da interlocução de muitos intelectuais com o pensamento circulante na Comissão Econômica Para a América Latina – CEPAL, que funcionava no Chile desde 1948. Um desses brasileiros era Alberto Guerreiro Ramos, ao qual Thétis homenageia por tê-la ensinado a compreender e operar a lógica dialética. A historiadora sergipana assumiu dele a concepção faseológica” de História, “a noção de que a história tem fases que se sucedem e que a adequação dos instrumentos de análise às peculiaridades da fase em que se encontra o analista corresponde a um gesto revestido de rigor científico e, acima de tudo, de compromisso político com a superação das agruras daquele momento[1]. Isso levava Guerreiro Ramos a propor a chamada redução sociológica que entusiasmou Maria Thétis Nunes. Assim, as teorias formuladas pelos teóricos das ciências humanas na Europa e nos Estados Unidos da América deveriam passar pelo crivo empírico da realidade local e somente teriam validade quando interpretadas vis-a-vis com as condições produzidas pelo capitalismo no Brasil. Foi esse entusiasmo de Maria Thétis que levou Nelson Werneck Sodré a elogiar o seu trabalho: O condicionamento histórico fica perfeitamente claro: a cada etapa do desenvolvimento brasileiro corresponderam, necessariamente, um sistema educacional e as transformações que lhes foram próprias. (...) A professora Maria Thétis Nunes coloca esse desenvolvimento de forma clara e objetiva, situando cada uma das fases e as transformações que lhes foram próprias[2]. A historiografia de Maria Thétis Nunes tem ainda duas outras características: a primeira diz respeito à luz que lança sobre Manoel Bonfim, a quem designou “pioneiro de uma ideologia nacional”[3]; a segunda concerne a isenção com que a pesquisadora observa as relações entre o regional e o nacional, sem qualquer tensão.
[1] Cf. FREITAS, Marcos Cezar de. “A historiografia de Maria Thétis Nunes e o ISEB”. In: Revista do Mestrado em Educação, UFS, v. 9, p. 17-24, jul./dez. 2004. p. 18. [2] Cf. SODRÉ, Nelson Werneck. “Prefácio à 1ª edição”. In: NUNES, Maria Thétis. Ensino secundário e sociedade brasileira. Aracaju: Editora UFS, 1999. p. 13. [3] Cf. NUNES, Maria Thétis. “Manoel Bonfim: pioneiro de uma ideologia nacional”. In: BOMFIM, Manoel. O Brasil na América. Rio de Janeiro: Editora Topbooks, 1997. 2ª edição. p. 13.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 13h23
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
A HISTORIOGRAFIA DE MARIATHÉTIS NUNES
A professora Thétis trabalhou como professora e pesquisadora ininterruptamente durante os últimos 63 anos. Nesse período publicou mais de 10 livros, além de artigos e ensaios em revistas científicas. Nascida no município de Itabaiana, região do agreste do Estado de Sergipe, concluiu o seu curso de graduação na Bahia aos 22 anos de idade. Na sua estréia como intelectual concorreu à cátedra de Geografia e História do Atheneu Sergipense com a tese Os árabes: sua contribuição à civilização ocidental, acerca da civilização árabe, na qual discutiu o Islamismo, a literatura árabe, a arte muçulmana, a Filosofia e a ciência árabes, além da influência muçulmana no Brasil. A partir daí trabalhou dando aulas e dirigindo o Atheneu Sergipense até a sua mudança para o Rio de Janeiro como estagiária do Instituto Superior de Estudos Brasileiros – o ISEB. Depois do Rio de Janeiro trabalhou na Argentina como Adida Cultural do Brasil, na cidade de Rosário. Ao retornar a Aracaju voltou para o Atheneu e passou a atuar também na Faculdade Católica de Filosofia até a fundação da Universidade Federal de Sergipe, onde ingressou em 1968. O seu primeiro texto foi publicado em 1945. Depois, em 1962, pela primeira vez ela se mostrou como historiadora da Educação. O seu livro sobre o ensino secundário no Brasil foi recolhido pela ditadura militar e teve a sua circulação proibida, em 1964. Em 1973 produziu o primeiro trabalho sobre a História de Sergipe. Em 1976 fez a sua primeira reflexão sobre os intelectuais, ao estudar Sílvio Romero e Manoel Bonfim. Em 1981 inventariou os documentos relativos ao Brasil existentes no Arquivo Histórico Ultramarino, em Portugal. Em 1984 publicou a sua História da Educação em Sergipe. Em 1989 colocou em circulação o primeiro volume da História de Sergipe Colonial. Em 1984, foi homenageada pela SBHE. A intérprete da História Maria Thétis Nunes é fundamentalmente uma intérprete da História de Sergipe, debruçada sobre a análise da Economia, da vida social, das atividades lúdicas, das atividades intelectuais, dos estudos biográficos. Ao tomar posse na Academia Sergipana de Letras, em abril de 1983, ela manifestou toda a sua consciência diante da História, explicitando a sua posição ideológica: Creio na marcha da História, no devenir, no advento de um mundo mais justo e mais humano. Apesar de ter vivido parte da minha vida sob dois regimes ditatoriais, cultuo a liberdade. (...) Também estou com os que lutam defendendo acultura ancestral, dilacerada em nome da civilização crista ocidental, como fazem os povos da África negra ou da Ásia tropical. (...) Assim tenho caminhado impulsionada pela uta e pela esperança[1]. Sua historiografia está assentada sobre a contribuição teórica do Marxismo, valorizando principalmente o diálogo com Plekhanov, a partir de quem entende estar “a organização social em equilíbrio instável, onde as forças produtivas sociais estão em crescimento”[2]. Para ela, “Labriola assinala com razão que exatamente esta instabilidade, bem como os movimentos sociais e as lutas de classes sociais por ela [a Historia] engendradas, preservam os homens da paralização intelectual”[3]. Esse modo de ler a História foi aperfeiçoado por Maria Thétis durante o período em que atuou como bolsista-estagiária do Instituto Superior de Estudos Brasileiros – o ISEB. O Instituto agrupava as mais diversas tendências ideológicas, buscando interpretar a realidade nacional, de modo a arrancar o Brasil do subdesenvolvimento para levá-lo ao que os seus teóricos consideravam o desenvolvimento. Certamente, para as reflexões acerca da História feitas por Thétis Nunes em tal período, foram muito importantes as contribuições oferecidas por Nelson Werneck Sodré, mas não é possível desconsiderar o peso dos estudos realizados no mesmo ISEB por Alberto Guerreiro Ramos, Álvaro Vieira Pinto e Ignácio Rangel. Não sem propósito, é a estes que ela dedica o seu livro Ensino secundário e sociedade brasileira, publicado em 1962, resultante dos estudos que realizou no Rio de Janeiro. Alberto Guerreiro Ramos foi homenageado novamente em 1984, quando a autora colocou em circulação o livro História da Educação em Sergipe.
[1] Cf. BARRETO, Luiz Antônio. “Maria Thétis Nunes: perfil historiográfico de uma mestra”. In: Revista do Mestrado em Educação, UFS, v. 9, p. 9-16, jul./dez. 2004. p. 14. [2] Cf. BARRETO, Luiz Antônio. “Maria Thétis Nunes: perfil historiográfico de uma mestra”. In: Revista do Mestrado em Educação, UFS, v. 9, p. 9-16, jul./dez. 2004. p. 11. [3] Cf. BARRETO, Luiz Antônio. “Maria Thétis Nunes: perfil historiográfico de uma mestra”. In: Revista do Mestrado em Educação, UFS, v. 9, p. 9-16, jul./dez. 2004. p. 11. [4] Cf. FREITAS, Marcos Cezar de. “A historiografia de Maria Thétis Nunes e o ISEB”. In: Revista do Mestrado em Educação, UFS, v. 9, p. 17-24, jul./dez. 2004. p. 18. [5] Cf. SODRÉ, Nelson Werneck. “Prefácio à 1ª edição”. In: NUNES, Maria Thétis. Ensino secundário e sociedade brasileira. Aracaju: Editora UFS, 1999. p. 13. [6] Cf. NUNES, Maria Thétis. “Manoel Bonfim: pioneiro de uma ideologia nacional”. In: BOMFIM, Manoel. O Brasil na América. Rio de Janeiro: Editora Topbooks, 1997. 2ª edição. p. 13.
Categoria: Artigos
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 13h09
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
MARIA THÉTIS NUNES
É com pesar que comunico a todos os meus amigos e aos colegas pesquisadores o falecimento, na madrugada deste domingo, 25 de outubro, no Hospital São Lucas, da historiadora Maria Thétis Nunes, aos 86 anos de idade. O corpo está sendo velado na Academia Sergipana de Letras, à rua Pacatuba, em Aracaju. O sepultamento será às 16:30 horas no cemitério Colinada Saudade.
Categoria: Noticias
Escrito por Jorge Carvalho do Nascimento às 13h06
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
| |
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|